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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

0 Histórias de amor nos tempos de Aids

Vamos, juntos, ajudar a diminuir a Aids no Brasil?



Querida leitora, querido leitor,

O Atitude Abril - Aids tem a honra de apresentar a vocês o projeto: "Histórias de amor em tempos de Aids", que vai contar histórias de amor entre pessoas que vivem ou convivem com o HIV/aids.

O projeto contará com histórias de casais soropositivos ou sorodiscordantes, sejam eles héteros, gays, bissexuais ou trans (travestis e transexuais).

Envie pra gente a sua história de amor! O objetivo é mostrar para as pessoas que há muita vida, amor, esperança e sonhos mesmo após um diagnóstico difícil como é o HIV. Além de histórias de casais, também são muito bem-vindas histórias de famílias, filhos, adoções, amizade e tudo que mostre o amor independente do vírus.

Todo mundo tem uma história de amor, todo mundo tem direito a viver uma história de amor.

A aids, ou qualquer outra condição de saúde, não devem ser empecilhos para a magia e a aventura de uma paixão, um carinho, um parceiro, um companheiro de jornada. O preconceito, muito menos.

O verdadeiro amor lança o medo ao abismo e abre as portas para um tempo melhor.

Acreditar no amor é muitas vezes o combustível das nossas vidas diante de momentos de angústia extrema. É por isso que queremos aqui trazer à luz histórias de amor de tantos anônimos que existem por essas esquinas da vida. Mostrar que a aids não é o fim de nada, e que às vezes pode ser até o começo. Queremos gritar bem alto que qualquer maneira de amor vale a pena e que nós portadores, parceiros, amigos ou militantes da vida, não desistiremos nunca de acreditar em um mundo onde a vida seja mais forte que a aids, que o preconceito, o desamparo o abandono e as caretices.

Por um mundo com amores bem vividos, sejam eles eternos ou não.

Esse blog vai contar histórias de amores reais, enviados por colaboradores de todas as partes do Brasil. Os nomes serão preservados mas a intensidade dos sonhos não.

As pessoas que quiserem participar, devem enviar suas histórias para nettinhos@yahoo.com.br, fabiana.mesquita@yahoo.com.br e joao.abrahao@abril.com.br e não precisam se identificar com seus nomes verdadeiros.

Toda forma de amor é válida, possível e legítima!

Beijo a todos e vamos compartilhar esse post para que mais e mais histórias ilustrem esse projeto!

‪#‎EspalheAmor #AtitudeAbril

Esse projeto é uma parceria de João, Fabi e João - três amigos, três amores, afinal, como disse Quintana: "A amizade é um amor que nunca morre". =)


Via Fabiana Mesquita, Brasil Post

quarta-feira, 16 de julho de 2014

0 Infecções por HIV aumentam 11% no Brasil


As mortes relacionadas ao vírus da Aids registraram queda de mais de um terço na última década, uma diminuição similar a do número de infecções, segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado nesta quarta-feira (16).

Já no Brasil, o número de infecções pelo HIV aumentaram 11% entre 2005 e 2013. No ano passado, o país registrou 47% de todos os novos casos contabilizados na América Latina.

O vírus de imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids, pode ser transmitido via sangue, amamentação e por sêmen durante o sexo, mas pode ser controlado com coquetéis de drogas conhecidas como terapia antirretroviral.

Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram vítimas da Aids no mundo, uma queda de 11,8% em comparação com 1,7 milhão de mortes em 2012, segundo os números da ONU. Além disso, o número representa uma queda de 35% na comparação com as 2,4 milhões de mortes registradas em 2004 e 2005.

Não é preciso se preocupar com a Aids porque já existe tratamento. MITO: Aids é uma doença séria, e não dá pra descuidar. Apesar dela ter tratamento, não tem cura e ainda faz muitas vítimas no mundo todo. Além disso, os medicamentos devem ser tomados por toda a vida e podem causar efeitos colaterais, como diarreia e vômito. "Tem pessoas que com o tratamento conseguem diminuir o vírus no corpo a ponto dele não ser mais detectável. Estas dificilmente transmitem o vírus. Mas isso não significa que podem se descuidar", afirma o médico infectologista e imunologista Esper Kallas. 


Epidemia pode ser controlada até 2030

A queda no número de casos torna possível controlar a epidemia até 2030 e eventualmente encerrá-la "em cada região, em cada país", de acordo com a ONU.

"Mais do que nunca, há esperança de que é possível acabar com a Aids. No entanto, uma abordagem corriqueira ou simplesmente sustentar a resposta à Aids no ritmo atual não podem pôr fim à epidemia", disse o programa contra Aids da ONU em um relatório global publicado antes de uma conferência sobre a doença em Melbourne, Austrália, na próxima semana.

O relatório assinala que o número de pessoas infectadas por HIV estava estabilizado em 35 milhões em todo o mundo. A epidemia já matou 39 milhões das 78 milhões de pessoas afetadas desde que começou nos anos 1980.

A Unaids disse que, no fim de 2013, cerca de 12,9 milhões de pessoas HIV positivas tinham acesso a essa terapia - uma grande melhora frente aos 10 milhões com acesso ao tratamento apenas um ano antes e apenas 5 milhões em 2010.

Desde 2001, novas infecções de HIV caíram 38%, segundo o relatório. Mortes relacionadas à Aids diminuíram 35 por cento desde que atingiram o pico em 2005.

"O mundo testemunhou mudanças extraordinárias no cenário da Aids. Houve mais conquistas nos últimos cinco anos do que nos 23 anos anteriores", segundo o relatório.


América Latina tem maior acesso à terapia

A estimativa do Unaids é que 1,6 milhão de pessoas vivem com HIV na América Latina. A maioria dos casos (75%) se concentra em cinco países – Argentina, Brasil, Colômbia, México e Venezuela. A região registrou queda de 3% em novas infecções entre 2005 e 2013, mas os índices variam de país para país. O México, por exemplo, registrou queda de 39% e o Peru, de 26%.

O cálculo é que, na região, dez novas infecções por HIV são registradas a cada hora. Os grupos particularmente vulneráveis a novas infecções e que representam uma parcela significativa de soropositivos incluem transgêneros; homens gays; homens que fazem sexo com homens; homens e mulheres que atuam como profissionais do sexo e seus clientes; e usuários de drogas.

Os dados mostram ainda que aproximadamente um terço das novas infecções na América Latina ocorre em pessoas jovens, com idade entre 15 anos e 24 anos.


"Populações mais vulneráveis enfrentam altos níveis de estigma, discriminação e violência, que criam obstáculos no acesso à prevenção da doença, ao tratamento, ao cuidado e aos serviços de apoio", informou a Unaids.

O órgão destacou, entretanto, que a América Latina continua a ser a região com a maior cobertura antirretroviral do mundo – aproximadamente 45% dos 1,6 milhão de pessoas com HIV que têm acesso à terapia. Novamente, os índices variam de país para país. Brasil, Chile, El Salvador, México, Peru e Venezuela registram mais de 40% de cobertura, enquanto o tratamento na Bolívia alcança menos de 20% das pessoas infectadas.

(Com agências)
 

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