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sábado, 20 de setembro de 2014

0 Lula pede votos para Robinson Faria e Fátima Bezerra

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou apoio no programa eleitoral ao candidato do PSD a governador do Rio Grande do Norte


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou apoio no programa eleitoral ao candidato do PSD a governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), nesta sexta-feira. O programa com Lula foi gravado essa semana no Instituto Lula e mostra o ex-presidente pedindo voto para Robinson.

“Você pode mudar essa história do Rio Grande do Norte. Uma pessoa com pensamento diferente, com prática política diferente. Por isso eu quero pedir a cada companheiro do Rio Grande do Norte que um dia confiou em mim, que me ajudou a fazer as coisas que fiz: vote 55”, declara Lula.

O ex-presidente conta como conheceu o candidato e fala sobre a história política de Robinson no Rio Grande do Norte. “Eu fui apresentado a Robinson pelo amigo, ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Kassab e depois, pude conhecer mais Robinson em uma conversa com a Fátima. A Fátima veio aqui e ela falou assim pra mim: Presidente, o senhor sabe que o Robinson Faria vai vencer as eleições porque eu acho que pela primeira vez o povo do Rio Grande do Norte tem alguém que foi deputado seis vezes, várias vezes deputado estadual e o mais votado do Estado e alguém que resolveu fazer resistência no Rio Grande do Norte. Por isso estou aqui, com Robinson, dizendo para você que temos que mudar definitivamente a política no Rio Grande do Norte”, apontou Lula.

Ainda na propaganda eleitoral, Lula questiona qual o projeto de Robinson para o Rio Grande do Norte e o candidato responde que trocou o conforto dos gabinetes para viver o cotidiano das cidades e foi aí que despertou o sonho de um dia governar o Estado.  “Vamos governar para os últimos. Trabalhar para diminuir as desigualdades sociais, a falta de eficiência no serviço público, a falta de boa vontade com as pessoas. A nossa proposta é ter um governo com foco no cidadão. Sem grandes obras mirabolantes, mas um governo que devolva a eficiência da máquina pública. O que o povo quer é ver a saúde funcionar. Programas de apoio as nossas cadeias produtivas que estão abandonadas, o nosso turismo. O Nordeste avançou, o Brasil avançou na sua era e o nosso Estado não avançou. Se não fossem os programas sociais estaria muito pior a situação do nosso Estado. Então essa parceria com Robinson, com Fátima senadora, com apoio do PT, do presidente Lula será fundamental para o desenvolvimento do nosso Estado”, destaca Robinson.

O ex-presidente fala em tom firme que Robinson pode mudar a história do Rio Grande do Norte e pede votos para a candidata ao Senado, Fátima Bezerra (PT).

“Queria pedir a cada companheiro do RN que vote em Robinson para o goveno e Fátima para o Senado”

Lula – Meus amigos e minhas amigas do Rio Grande do Norte. Eu estou conversando com uma pessoa que vocês conhecem muito mais do que eu. Estou conversando com o nosso companheiro Robinson, candidato ao governo do Rio Grande do Norte, com o número 55. Mas eu queria antes dizer pra vocês, como é que eu conheci o Robinson, ou seja, de repente você perguntando, nossa, o Lula está com o Robinson. Ou seja, que história é essa?

Lula –Eu primeiro fui apresentado ao Robinson pelo meu amigo Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD. E depois eu pude conhecer o Robinson, numa conversa com a Fátima. A Fátima veio aqui e falou assim pra mim: presidente, o senhor sabe que o Robinson vai ganhar as eleições porque eu acho que pela primeira vez o povo do Rio Grande do Norte tem alguém que foi deputado seis vezes, várias vezes o mais votado do estado, e alguém que resolveu fazer resistência no Estado do Rio Grande do Norte. Por isso que eu estou aqui, com o Robinson, dizendo pra vocês que eu acho que nós temos que mudar definitivamente a política do RN para melhor.

Eu sei que quando presidente da República, nós trabalhamos muito afinados com os governadores e os prefeitos do RN. Eu tenho certeza que não tem nenhum prefeito no RN que diga que alguma vez eu o destratei, ou deixei de fazer alguma coisa que estivesse ao alcance da Presidência da República. Portanto, a minha relação é uma relação de respeito. Eu tenho certeza que quando chegar a transposição do rio São Francisco no RN a gente vai ter uma revolução naquele estado, sobretudo para a parte mais seca do estado do RN. E eu queria perguntar, ô Robinson, é o seguinte: qual é o programa de governo que você está apresentando ao povo do RN?

Robinson – Inspirado no senhor, na sua história, na sua vida, vamos fazer um governo pensando em governar para os últimos, como o senhor bem falou, governar para quem precisa. Eu sempre troquei, presidente, o conforto dos gabinetes pelo cotidiano das cidades, e foi aí que eu comecei a enxergar, e a sonhar um dia governar o meu estado, vendo as desigualdades sociais, a falta de eficiência no serviço público, a falta de boa vontade com as pessoas, e a nossa proposta, presidente, é ter um governo com foco no cidadão, sem grandes obras mirabolantes, mas um governo que devolva, sobretudo, a eficiência da máquina pública. O que o povo quer, presidente, é a saúde funcionar, é a segurança funcionar, programas de apoios as nossas cadeias produtivas que estão abandonadas, o nosso turismo que está decadente. O Nordeste avançou, o Brasil avançou na sua era, e o nosso estado infelizmente não acompanhou o ritmo do Brasil. Se não fosse os programa sociais do presidente Lula, estaria muito pior hoje a situação do nosso estado. Então essa parceria de Robinson com Fátima senadora, com o apoio do PT, do presidente Lula, será fundamental para o futuro do nosso Estado.

Lula – Fátima me fala com uma convicção tão grande que você pode mudar essa história do RN, ou seja, uma pessoa com pensamento diferente e prática política diferente. Eu queria pedir a cada companheiro e a cada companheira do RN que um dia confiou em mim quando eu perdi, que acreditou em mim quando eu ganhei, que me ajudou a fazer as coisas que fiz, gostaria que o povo do RN pudesse votar na Fátima para senadora, e no Robinson para governador. É fácil: é votar 55. E aí nós teremos mudado a história do Estado do RN.

Robinson – Obrigado, presidente, vamos a vitoria, e dia 5, vota 55.

Fonte: Portal JH

terça-feira, 12 de agosto de 2014

0 Garibaldi reconhece estagnação de Henrique

Líder do PMDB afirma que a situação deve melhorar naturalmente com apoios de lideranças que vão chegar do interior do RN 


Foto: Divulgação

O ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB), reconheceu que a quantidade de apoios anunciados recentemente ao candidato do PMDB ao governo do Estado, Henrique Eduardo Alves, ainda não se traduziu em melhoria dos índices de voto do peemedebista nas pesquisas. As primeiras pesquisas, realizadas em junho, identificaram uma diferença de 15 pontos de vantagem de Henrique sobre o segundo colocado, Robinson Faria (PSD). Em julho e agosto, os índices mantiveram-se os mesmos. Pesquisa GPP realizada em junho trouxe empate técnico entre os dois candidatos. Uma segunda pesquisa GPP, em agosto, manteve o empate entre os postulantes.

“Tenho dito que isso aí só pode avaliado um pouco depois, porque as pessoas, algumas delas pelo menos, ou parte delas, são lideranças que não apoiavam Henrique e por isso mesmo não tiveram ainda condição de levar ao eleitorado a sua nova posição. Não se pode exigir que esse quadro seja modificado assim tão radicalmente. É isso que está acontecendo, há uma maturação. Lideranças anunciam, mas isso não é prego batido e ponta virada, não tem efeito imediato. Tem que haver amadurecimento”, declarou Garibaldi.

Sobre a campanha de Henrique, Garibaldi disse achar que está caminhando bem. “Estou achando que está caminhando bem, pelo que vi no sábado e domingo quando eu o acompanhei tanto no Agreste como no Potengi, só no Agreste foram nove municípios, Potengi quatro, e dá bem uma amostra daquela região. Em Natal também quando eu posso, estou presente e a campanha vai muito bem. A pregação de Henrique está muito bem assimilada. Ele está fazendo questão de dizer que vai manter a campanha em torno de propostas, sem derivar para radicalismo”, frisou.


MINISTÉRIO

Garibaldi Filho negou que esteja de saída do Ministério da Previdência, conforme noticiado por setores da imprensa local. Segundo o peemedebista, o que existe é o obvio: “Sou ministro da presidenta. Então, tanto nesse como noutro governo, eu só permaneço até o dia que ela quiser. Porque sou de livre escolha dela, indicado pelo meu partido. Mas não tem nada assim de data marcada para sair do governo, nem posso me arvorar em participar do próximo governo, em caso de eleição dela”, frisou, negando que esteja de malas prontas para voltar ao Senado.

“Não tem nada de novo, nem eu estou sinalizando que vou deixar o atual governo, nem posso pretender que estarei presente no futuro governo. Depende-se dela e do que ela for, realmente, compor com os partidos da base dela”, acrescentou o ministro, afirmando que acredita que há chances de Dilma Rousseff (PT) ser reeleita ainda no primeiro turno das eleições. “Estou achando que a presidente tem chances ainda de ganhar no primeiro turno. Eu acho que a perspectiva é essa”.


GUERREIRA

Depois de um período de afastamento político e até rejeição pessoal, o ministro da Previdência, após a aliança eleitoral do PMDB com o PSB nessas eleições, já está muito à vontade com a ex-adversária política Wilma de Faria, ex-governadora e atual vice-prefeita de Natal. Tanto é que tem chamado Wilma, nos discursos que tem feito, sobretudo no interior do Estado, de “guerreira”, apelido dado pela militância socialista a Wilma.

“É. Nós somos sempre acompanhados de um grupo de jovens, que se intitula juventude guerreira, então em toda oportunidade que vou falar, e também os outros oradores, eles gritam muito ‘Wilma, guerreira’, e ‘juventude guerreira’, e eu aproveito para agradecer à juventude guerreira que tem acompanhado a candidata guerreira, é uma retórica de campanha”, admitiu o ministro. “Eu até que não sou tão guerreiro, assim. Mas o povo entendeu de me eleger e fico satisfeito. Mas tenho dito que ela realmente tem se mostrado guerreira”, disse o ministro.

Fonte:Portal JH

domingo, 27 de julho de 2014

0 Spinelli: “Henrique é favorito, mas Robinson se movimenta”

Cientista político analisa campanha para o Governo do Rio Grande do Norte e a disputa entre PMDB e PSD



Por ora a campanha eleitoral deste ano está “morna”, na visão do especialista em política do Rio Grande do Norte Antonio Spinelli. Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFRN, ele afirma que o candidato do PMDB, Henrique Alves, até agora, é o franco favorito na disputa pelo governo do Estado, por ter reunido importantes apoios a sua proposta. Entretanto, o professor avalia: “Robinson tem se movimentado também. Não me parece que a eleição venha a ser um passeio”.

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Hoje, Antonio Spinelli diz que a eleição mesmo só começará a pegar quando iniciar a propaganda eleitoral, em agosto. “Por enquanto, está muito morna. Ainda não pegou. O que é normal. O eleitorado costuma se ligar efetivamente quando a campanha oficial começa. Na verdade, as pessoas comuns têm muito com o que se preocupar. Geralmente quem acompanha mais nesse período inicial são os jornalistas e especialistas”, explica.

Por outro lado, segundo ele, é preciso considerar que os principais nomes na disputa pelo governo e pelo Senado, sendo, pela ordem, Henrique e Robinson Faria (PSD) disputando o governo, e Wilma de Faria (PSB) e Fátima Bezerra (PT) o Senado, são bastante conhecidos do público, o que facilita já uma tomada de posição do eleitorado.

“Como os candidatos são todos conhecidos, Henrique, Robinson menos, mas de qualquer forma conhecido, vez que foi deputado estadual por um longo tempo, presidente da Assembleia Legislativa e eleito vice-governador. E as duas candidatas ao Senado, Wilma e Fátima, também são figuras conhecidas. Isso de certa maneira facilita o posicionamento do eleitorado. Quando o eleitor não conhece o candidato, espera um pouco mais para ver o que o candidato vai propor”, diz.

EQUILÍBRIO

Quanto à corrida ao governo, Spinelli vê Henrique saindo com uma posição muito forte, por causa dos muitos apoios partidários e empresariais conquistados. “Mas, por outro lado, Robinson tem se movimentado também. Não me parece que a eleição venha a ser um passeio”, diz.

“Claro que Henrique é francamente favorito, fez costura muito ampla. E é claro que Robinson vai ter dificuldades para romper essa barreira, principalmente procurar apoios de prefeitos, de vereadores, cabos eleitorais. Mas acho que à medida que a campanha avança e os candidatos apresentem suas propostas e passam a ser mais conhecidos do público, a campanha fica mais equilibrada, embora Henrique permaneça como franco favorito. Contudo, a eleição apresenta surpresas”, lembra.

“Se Robinson mostrar incoerências de Henrique, pode desestabilizar”

Segundo o professor Antonio Spinelli, embora seja favorito, se o candidato do PSD, Robison Faria, apontar, durante a campanha, as incoerências do candidato do PMDB, poderá fazer a diferença. Entretanto, Robinson precisaria ter muita parcimônia no uso de denúncias, porque o público pode saturar.

“Henrique tem uma longa trajetória. E, ao longo dessa trajetória, foi alvo, muitas vezes, de denúncias. Não sei se o candidato Robinson vai fazer uso dessas coisas. Porque há um ponto de saturação para o público. A tática do ataque, da denúncia, funciona até certo ponto”, avalia o professor. Por outro lado, Spinelli acredita que, se Robinson conseguir apresentar uma proposta programática, ele poderá desestabilizar adversário.

“Henrique tem exercido a presidência de forma em muitos aspectos questionável. A reforma política talvez seja o exemplo mais importante. Ele prometeu publicamente e explicitamente que iria fazer (a reforma). O primeiro erro começa por aí, ‘eu vou fazer’, uma proposta personalista para algo que precisa de amplo consenso. E ele não fez. Fez alguma coisa, uma maquiagem, algumas propostas. Na verdade, ele travou a reforma política, e esse é o ponto mais vulnerável”.

“Henrique Alves pode explorar incoerência partidária de Robinson”

Quanto a Robinson, Spinelli aponta que também há incoerência. “O Robinson saiu do DEM, já esteve em vários partidos, é vice-governador da atual governadora. Ou seja, tem uma história que não tem muita coerência, nesse aspecto partidário”. Além disso, de acordo com o professor, o vice não chega a ter experiência administrativa para apresentar.

“Não se pode considerar que vice tenha experiência administrativa. Até porque ele não teve nenhum espaço no governo (Rosalba). Desde o início perdeu espaço, brigou com a governadora. Para completar, até agora não apresentou propostas, a não ser a ‘Ronda no Quarteirão’, que é uma cópia do que acontece no Ceará. Ele precisa apresentar uma proposta mais robusta”.

Sobre propostas, Spinelli aponta que Henrique está à frente do adversário até agora. “Porque a bandeira de Henrique, em favor do desenvolvimento, é muito forte. Robinson precisa contrapor a isso algo que tenha um significado simbólico grande. Acho que Henrique encontrou, o Robinson ainda não. Precisa encontrar algo que possa ser reconhecido por isso para dar força a sua campanha”.

“Wilma tem telhado de vidro, mas disputa com Fátima é equilibrada”

Para o Senado, o cientista político Antonio Spinelli vê uma disputa mais equilibrada entre a candidata do PSB, Wilma de Faria, e a candidata do PT, Fátima Bezerra. “São candidatas fortes. A ex-governadora e ex-prefeita Wilma tem realmente um telhado de vidro muito grande, uma vez que nos governos dela, particularmente o governo do Estado, vários escândalos aconteceram. Mas é o que eu disse. Isso não pode ser explorado como agenda principal da candidata que faz oposição a ela. A candidatura precisa apresentar uma agenda positiva. Fátima tem histórico como deputada estadual e federal, sempre foi muito bem votada, muito envolvida com os problemas do RN, e tem realmente realizações a apresentar”.

Na visão de Spinelli, o que beneficia Wilma é ter sido sucedida por Rosalba no comando do governo do Estado. “O governo de Rosalba é tão ruim, que faz o governo de Wilma parecer bom. E daí se dar uma certa força à candidatura dela ao Senado. Talvez desse mais força a ela como candidata ao governo. Agora, Wilma vai enfrentar uma opositora forte, com histórico de realizações e sem mancha na sua trajetória política. Eu vejo um combate mais equilibrado para o Senado”.

Fonte: OJORNALDEHOJE

sábado, 26 de julho de 2014

0 Propostas para o Rio Grande do Norte - Gestão de Pessoal

Na sequência da série ‘Propostas para o Rio Grande do Norte’, com os cinco candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, a TRIBUNA DO NORTE aborda na edição deste sábado, 26, a gestão de recursos humanos. Pelo que se tem visto nos últimos anos, esse parece ser um terreno árido na gestão pública estadual. Com poucos investimentos na máquina administrativa, o serviço público estadual caminha a passos lentos, em termos de modernização. E o cenário não é diferente quanto se trata da qualificação dos mais de 35 mil servidores e profissionalização da gestão de pessoas.

Magnus Nascimento
Com poucos investimentos na máquina administrativa, o serviço público estadual caminha a passos lentos, em termos de modernização

Embora tenha adotado algumas ações no campo da gestão, como a realização de censos, especialmente, na Educação, e implantação de ponto eletrônico, na área da saúde, por outro, o governo Rosalba Ciarlini ainda não consegue ter o controle da assiduidade e da produtividade do servidor público estadual. Para se ter ideia, a pasta da Educação desconhece o paradeiro de, pelo menos, 340 servidores.

Além disso, a máquina tem problemas com déficit de recursos humanos. Somente na pasta da Saúde, seriam necessários mais dois mil servidores. Em uníssono, os sindicalistas afirmam que o funcionalismo público quer, entre outras coisas: capacidade de atendimento com qualidade; evolução na carreira; incorporação de novas tecnologias no serviço público, concurso público e salário decente.

O governo contra-argumenta apontando os limites comprometidos da Lei de Responsabilidade Fiscal. No primeiro quadrimestre deste ano, o Governo ficou menos de 1% de infringir o limite máximo imposto na LRF com despesa de pessoal. No caso do executivo estadual, o limite prudencial é de 46,5% e o limite legal 49% da receita. As despesas com pessoal consomem 48,91% da receita líquida.

Esse comprometimento - alega o governo - gera dificuldades para convocação de aprovados em concursos e implantação implantação integral dos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração, aprovados ainda em 2010, e para os quais já existe decisão judicial que obriga o governo a pagar os 60% referentes aos efeitos financeiros dos PCCRs.

Diante dessa realidade, a TN perguntou a cada um dos candidatos “Que metas o candidato tem para a gestão de pessoas e implantação dos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCRs) pendentes? Conheça a proposta de cada deles.


Araken Farias - PSL

Vamos começar nossa gestão de pessoal fazendo uma ampla reforma administrativa no funcionalismo público, porque hoje enfrentamos duas grandes dificuldades: uma máquina pública muito pesada e ineficiente, que deixa servidores insatisfeitos pelos baixos salários e falta de progressão na carreira. Pretendemos reduzir 70% dos cargos comissionados, para ter recursos suficientes para a realização de concursos públicos e a convocação dos aprovados nos últimos certames. Isso permitirá que tenhamos profissionais mais preparados para o trabalho técnico e acabará com as indicações políticas que tanto prejudicam a gestão. A reforma administrativa também vai permitir a reforma salarial, que melhorará o sistema de carreiras e condições de trabalho. Vamos ainda criar o plano de carreira dos policiais militares. Além do aspecto salarial, queremos chamar o servidor para junto da gestão, criar fóruns de debate permanente e contar com a ajuda deles para fiscalizar a administração e evitar a corrupção. Vamos também firmar o pacto pela educação e pela saúde, prioritariamente, para que o funcionário assuma sua importância nessa virada que o Estado precisa e haja menos greves e mais motivação para o trabalho.


Henrique Eduardo Alves - Pmdb

É ilusão pensar em implantar mudanças e melhorias na gestão pública se o servidor não estiver engajado nesse propósito. É ilusão, também, pensar que se pode contar com o engajamento do servidor sem que antes seja firmado um pacto, baseado no reconhecimento de sua importância, fundamental para o bom funcionamento da máquina governamental, e na fixação de um sistema de recompensa pelos resultados alcançados na busca dessas melhorias. Assim, meus planos em relação ao servidor começam pelas melhorias das suas condições de trabalho. Isso implica em um programa permanente de qualificação e na fixação de uma política para a retenção de competências, estimulando a implantação de sistemas de avaliação por mérito e de responsabilização dos dirigentes por metas e resultados. Vamos regulamentar a contratualização de metas e resultados de desempenho e a aplicação de recursos orçamentários, tendo como contrapartida a concessão de autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos. Vamos quebrar o velho paradigma que identifica no serviço público a ineficiência, o desperdício e a falta de cuidado com a gestão de recursos financeiros. Vamos aprimorar a sistemática de negociação coletiva, criando um fórum permanente, que assegure transparência e responsabilidade.


Robério Paulino - PSOL

A gestão deve ser baseada em princípios como eficiência e agilidade na prestação de serviços à população; valorização salarial; qualificação intensiva e com recompensas dos servidores de carreira; profissionalização do serviço público; introdução de avaliações de desempenho para promoção, sem viés político ou perseguição e redução drástica dos cargos comissionados, para evitar o loteamento da máquina entre os partidos. Todo acesso à máquina deve ocorrer por concursos públicos. Para democratizar a gestão, muitas vezes, feita de forma autoritária e por indicação política, queremos Eleições Diretas para diretores das unidades e a instituição de Conselhos Gestores por setor, entre servidores, usuários e a administração. Vamos instituir data-base por categoria e criar uma Mesa de Negociação Permanente com os sindicatos, uma forma de evitar as greves constantes. Em relação aos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCRs), que exigiu muita luta dos servidores e que os governos vêm protelando, devem ser aplicados de imediato, pois já existem decisões judiciais determinando sua implantação em 2014. Caso não o sejam um governo do PSOL vai chamar já no início do mandato as categorias da Administração Direta e Indireta para discutir e implantar, já no primeiro ano, os PCCRs pendentes.


Robinson Faria - PSD

O resgate do papel dos servidores públicos como cidadãos remunerados pela população, que devem prestar serviços de qualidade aos demais cidadãos, tem como alicerce a inclusão do Servidor como partícipe do processo de gestão pública, através do binômio reconhecimento e recompensa. Dentro dessa perspectiva está a recuperação do papel dos servidores públicos, instituindo e/ou aperfeiçoando uma política relativa aos servidores e garantindo o investimento contínuo na sua capacitação, através da Escola de Governo. É importante ressaltar que a ampliação dos direitos e das políticas públicas exige, para seu pleno sucesso, um funcionalismo tecnicamente competente, motivado e principalmente comprometido com sua missão cidadã. Nesse ponto, no nosso governo, os servidores públicos do Estado receberão valorização e isonomia entre os que exercem atribuições similares, respeitadas as carreiras próprias e os níveis funcionais. Sobre os PCCRs, uma conquista dos servidores, deve ser respeitado. Enquanto presidente da Assembleia Legislativa busquei sempre a valorização dos servidores e o mesmo farei chegando ao governo.


Simone Dutra - PSTU

A terceirização é uma chaga no serviço público. Os funcionários destas empresas recebem péssimos salários, têm direitos desrespeitados e, para elas, são descartáveis. Todos os candidatos prometem reduzir a terceirização, fazer concurso e cumprir os planos. Depois, usam a Lei de Responsabilidade Fiscal para manter o funcionalismo no sufoco e contratar empresas ‘amigas’. Em 10 dos últimos 11 anos, o estado superou o limite prudencial. E os servidores pagaram a conta. Mas os governos ignoram a LRF quando é para encaixar aliados. Rosalba achou dinheiro para aumentar o total de comissionados em 58%, ao custo de R$ 1,2 milhão/mês a mais. A terceirização é irmã da corrupção, como mostrou a operação Hígia, que condenou o filho da então governadora Wilma de Faria por desvio de verba em contratos na saúde. Rosalba aumentou a terceirização em 20%, ao custo de R$ 800 milhões por ano. Quase a metade é na Saúde, que ainda precisa de 2 mil profissionais, mesmo após as convocações recentes. Por isso, a primeira medida será fazer concursos para garantir os direitos que a população exigiu nas ruas em 2013. Vamos garantir Planos de Cargos discutidos com as categorias e acabar com a terceirização. Os terceirizados com dois anos no Estado serão absorvidos, com requalificação e direitos dos concursados.

Fonte: Tribuna do Norte

domingo, 20 de julho de 2014

0 Candidatos utilizam as redes sociais para chegar ao eleitor

Anna Ruth Dantas
repórter

Nessa fase da campanha eleitoral, quando os programas de rádio e televisão ainda não foram ao ar, as campanhas dos candidatos concentram atenção nas redes sociais. Todos os cinco postulantes ao Governo estão com atuações nas mídias sociais, inclusive com equipe específica para tal tarefa.

O Facebook e Instagran estão sendo usados por todos os candidatos ao Executivo. Já o Twitter deixou de ser usado apenas pela sindicalista Simone Dutra (PSTU).

As equipes dos candidatos ao Governo traçam estratégias distintas para o uso das redes sociais, mas, em comum, elas têm o fato de buscarem, a partir das plataformas, a divulgação do nome das propostas dos postulantes à sucessão de Rosalba Ciarlini.

Alex Régis
Redes sociais adquirem importância nas eleições deste ano e atraem atenção dos candidatos

HENRIQUE EDUARDO ALVES

O deputado federal Henrique Eduardo Alves, que disputa o Governo do Estado pelo PMDB, está atuando em quatro plataformas das redes sociais: Facebook, Instagran, Twitter e Youtube.

Coordenadora do trabalho da campanhas nas redes sociais, a jornalista Nina Rodrigues, explicou que o trabalho no Facebook é feito com as medições dos horários de maior audiência. Com isso, as postagens ocorrem em função desses horários. “Mas temos o cuidado de não encher a timeline dos fãs com muita notícia. Em média, são seis postagens diárias no Facebook”, comentou.

O marketing da campanha do candidato do PMDB está produzindo vídeos exclusivos para as redes sociais. Nina Rodrigues observou que o conteúdo é um só, mas as apresentações são distintas, variando de acordo com a plataforma da rede social. “Mas há fatos que valem para uma plataforma e para outra não. Os importantes conteúdos estão em todas as redes, mas com a linguagem de cada uma (das redes)”, analisou.

O Twitter tem sido usado para notícias mais instantânea. Um exemplo disso é quando o candidato do PMDB concede uma entrevista, há postagens simultâneas das declarações dele.
Alex Régis
Nina registra ter obtido mais de mil curtidas em tempo recorde

No caso da página do Facebook, já há mais de mil curtidas. “Começamos no dia 7 de julho e em dez dias tivemos mais de mil curtidas. As pessoas curtem bem, há um nível muito bom de engajamento, com comentários e compartilhamentos”, destacou Nina Rodrigues.

Ela avaliou que como a campanha foi iniciada há poucos dias, o importante é manter uma produção exclusiva para as mídias.


ARAKEN FARIAS

O advogado Araken Farias, candidato ao Governo pelo PSL, disse que a equipe de campanha está trabalhando “intensamente” com as redes sociais. No entanto, ele avaliou que esperava um retorno maior. “Acredito que agora que terminou a Copa do Mundo a campanha nas redes sociais terá um crescimento significativo”, comentou.

O candidato do PSL está atuando no Facebook, Twitter e Instagran. “Estamos fazendo o suficiente e as curtidas (termo usado no Facebook) estão aumentando significativamente”, observou, acrescentando que faz um acompanhamento das postagens a partir de gráficos gerados.


ROBÉRIO PAULINO

O professor Robério Paulino, candidato ao Governo pelo PSOL, disse que está centrando a comunicação das redes sociais principalmente no Facebook. A estratégia de trabalho é a formação do grupo “Mil com Robério”. “Até o final da campanha esperamos estar com mil pessoas compartilhando tudo que postamos nos Facebook, hoje temos já mais de 200 pessoas”, comentou o candidato.

Ele destacou ainda que as ações da campanha contam também com postagens no Twitter e enviadas via whattsap.


ROBINSON FARIA

O vice-governador Robinson Faria (PSD) está usando quatro plataformas nas redes sociais, o Twitter, Instagran, Facebook e Flicker. Além disso, o candidato também entra com a comunicação através de um site próprio, que atua como o grande gerenciador de conteúdo.

Diretor da empresa Maxmeio, Flávio Sales explicou que as estratégias são diferentes para cada uma das plataformas de redes sociais. No Instagran, como é mais imagem, há uma preocupação de postar fotos e vídeos trabalhados. Já no Facebook, o trabalho busca uma interação maior.

O Twitter está sendo usado pela campanha como uma comunicação mais simultânea. Já o Flicker é o “ponto de apoio para os jornalistas e os próprios colaboradores da campanha” que podem buscar fotos das mobilizações.

Alex Régis
Flávio e sua equipe definiram para Robinson o domínio .com

Flávio Sales afirmou que o trabalho está sendo feito em duas grandes frentes, a primeira explora o engajamento e a segunda o monitoramento, onde é possível aferir as postagens nas redes sociais.

Ele considerou positiva as ações que estão sendo realizadas nas redes sociais. A equipe que atua nas redes sociais do candidato do PSD avalia que as metas estão sendo atingidas.

Sobre o site de campanha de Robinson Faria, Flávio Sales afirmou que optou pelo domínio “.com”, todo trabalho foi feito pela empresa Maxmeio.


SIMONE DUTRA

A campanha da candidata do PSTU Simone Dutra está atuando em duas plataformas das redes sociais: Facebook e Instagran. Além disso, também está sendo mantido um site e postadas mensagens via whattsap.

“Os principais candidatos gastarão milhões com marqueteiros, mas  acreditamos que a população está cansada e não vai de deixar enganar por maquiagem e propagandas bonitas. A internet é um espaço para a indignação das pessoas e vamos apostar nisso”, analisou Simone Dutra.

Na fanpage do Facebook a candidata está usando banners com propostas e opiniões sobre os principais temas da campanha, como saúde e educação .

No whattsap a equipe de Simone Dutra está divulgando a agenda e fazendo contato direto com os eleitores. Além disso, semanalmente é remetida uma mensagem de voz da candidata. Segundo a Assessoria de Imprensa de Simone Dutra, a equipe das redes sociais é formada por voluntários apoiadores.

O site da campanha será lançado no próximo mês. A intenção da equipe é que a partir do site as pessoas se cadastrem para participar ativamente da campanha.

Fonte: Tribuna do Norte

sábado, 11 de janeiro de 2014

0 Frieza nos alpendres políticos

A primeira quinzena de janeiro será concluída em quatro dias e, até aqui, não é possível registrar um fato relevante relacionado à sucessão estadual de 2014.

Nem os alpendres do litoral sul de Natal, que costumam ser badalados em ano eleitoral, têm conseguido produzir novas peças para o xadrez sucessório, muito menos realçar nomes que possam concorrer ao cargo de governador do Estado do Rio Grande do Norte.

A falta de empolgação tem uma explicação simples: a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), condutora da sua própria sucessão, tem evitado acelerar ou lançar o processo; e a oposição, fragilizada, mostra-se incapaz de puxar a locomotiva eleitoral.

Observe que, fora a tentativa – frustrada – do PMDB dos Alves de lançar o nome do ex-senador e empresário Fernando Bezerra, nada de novo aconteceu até aqui. Nem mesmo o surrado discurso de candidato do vice-governador Robinson Faria (PSD) merece ocupar um canto de página de jornal.

O curioso é que o clima morno parece agradar a gregos e troianos, na medida em que ninguém pretende se jogar – agora – nos braços dos eleitores. Por precaução.

Rosalba não o faz porque precisa, primeiro, recuperar a popularidade do seu governo, missão que desafia a reconhecida disposição da governadora e o próprio tempo.

A oposição, por sua vez, permanece com freio de mão puxado, pois sabe que só poderá avançar com um nome depois da definição por parte da governadora.

Ora, é claro que Fernando Bezerra ou outro nome de proa do PMDB não vai querer enfrentar Rosalba caso ela se recupere junto à população. E, se isso não ocorrer, tanto Bezerra como os outros nomes se colocarão à disposição.

Simples entendimento.

Portanto, a frieza nos alpendres das mansões de veraneio oferece uma leitura tão simples quanto verdadeira. E, pelo visto, esse clima continuará até o último dia da alta estação.

Para os mais açodados, o negócio é controlar a ansiedade, cruzar o Carnaval e a Semana Santa e aguardar a segunda quinzena de abril, que certamente oferecerá uma visão mais clara da sucessão de 2014.

Até lá, teremos uma sequência positiva para o RN, com uma série de inauguração de obras importantes: Arena das Dunas, Aeroporto Internacional de São Gonçalo, Rota do Sol Nascente (Mossoró-Tibau), Complexo Viário Abolição, Centro Administrativo Integrado, extensão da Prudente de Morais em Natal, além de outras obras da Copa do Mundo na capital.

Então, é esperar os três próximos meses, que certamente serão decisivos na formação do quadro sucessório do governo potiguar.

Fonte: Coluna - César Santos - DF
 

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