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quinta-feira, 25 de julho de 2013

0 Avaliação negativa de Dilma vai a 49% e supera positiva, diz CNI/Ibope

Camila Campanerut
Do UOL, em Brasília

Presidente Dilma Rousseff fala durante o encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no último dia 17

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff caiu 26 pontos percentuais, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em conjunto com o Ibope. Na última pesquisa, 71% aprovavam Dilma, contra 45% agora. A avaliação negativa superou a positiva pela primeira vez na série histórica da pesquisa e atingiu 49%. De acordo com o instituto, 6% dos eleitores não sabem ou não responderam.

A aprovação do governo da petista caiu 24 pontos percentuais. Hoje, o governo Dilma é avaliado por ótimo ou bom por 31% dos entrevistados. Na avaliação anterior, divulgada em 19 de junho, a aprovação dos brasileiros ao governo de Dilma Rousseff era de 55%. O grupo de entrevistados que considera o governo Dilma regular subiu de 32% para 37% com relação à sondagem anterior. Já os que avaliam como ruim somam 13% ante 7% da pesquisa passada. Os entrevistados que não souberam ou não quiseram responder totalizaram 1%.

A pesquisa divulgada em junho, no entanto, foi a campo antes da onda de protestos que tomou conta do país.

No levantamento de junho, 32% dos entrevistados avaliaram o governo como regular; 13% consideraram como ruim ou péssimo e 1% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e os pesquisadores foram a campo entre 9 e 12 de julho.

Está é a terceira pesquisa que mostra uma tendência forte de queda da avaliação do governo Dilma. O instituto Datafolha registrou queda de 27 pontos percentuais no último dia 29 de junho. O instituto MDA, em pesquisa encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes), também detectou queda de 22,9 pontos percentuais na avaliação positiva do governo petista em levantamento publicado no último dia 16.

POPULARIDADE DE DILMA SEGUNDO A PESQUISA CNI/IBOPE


Arte/UOL

Confiança e comparação com Lula

O índice de desconfiança na presidente aumentou de 28% para 50%. Os entrevistados que confiam em Dilma são 45%, ante 67% da pesquisa de junho. Os que não sabem ou não responderam somam 5%, o mesmo índice da sondagem anterior.

Na comparação com o governo anterior, houve uma diminuição dos que consideravam o governo Dilma melhor que o de Luiz Inácio Lula da Silva – de 16% para 10%. A maior parte dos entrevistados avaliou o governo da petista semelhante ao de Lula: 42% ante 57% dos entrevistados de junho. Os que a avaliam como pior que Lula somam 46% ante 25% da avaliação passada. Os que não sabem ou não totalizaram 2%.


Saúde é pior área

Das 25 áreas avaliadas do governo, os brasileiros apontaram como as que têm os melhores desempenhos habitação (28%), ações de combate à fome (23%) e políticas de capacitação profissional (22%).

Os entrevistados classificaram como piores desempenhos do governo federal as áreas da saúde (71%), segurança pública e combate à violência (40%) e educação (37%).

A CNI/Ibope questionou quais seriam os principais problemas do Brasil no momento e, os entrevistados destacaram que são saúde (77%), educação (39%), segurança pública (38%), drogas (29%) e corrupção (27%).

A pesquisa mostrou que 63% dos entrevistados apontaram as manifestações populares nas ruas como o assunto mais lembrado com relação ao governo Dilma, seguido por ações do governo federal (12%) e ações dos governos estaduais e municipais (9%).


Para o gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, as manifestações não foram exatamente a causa da queda de popularidade da presidente. "Não que as manifestações [de rua] tenham gerado a queda, mas isso levou todos os problemas que as pessoas vinham sentindo e isso floresceu", afirmou.


MAIS SOBRE A PESQUISA

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A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas de 434 municípios e inclui questões sobre as manifestações populares, a qualidade dos serviços públicos e a aplicação dos impostos arrecadados pelos governos.

Além da avaliação do governo federal e da atuação da presidente, a avaliação mostra a opinião da população sobre o desempenho de 11 governadores que, juntos, são responsáveis por quase 90% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial.  Os Estados pesquisados foram Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

sábado, 8 de junho de 2013

0 Governo Dilma tem 57% de aprovação após queda de 8 pontos, diz Datafolha

DE SÃO PAULO


A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu pela primeira vez desde o início de seu mandato, há dois anos.

Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta e na sexta-feira mostra que 57% da população avalia seu governo como bom ou ótimo. São 8 pontos a menos que no levantamento anterior, feito em março.

A presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha.

Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego.

Para 51%, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em questões sobre desemprego, poder de compra do salário, situação econômica do país e do próprio entrevistado.

Editoria de Arte/Folhapress          
 Popularidade da presidente cai pela primeira vez desde o início do governo

Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.

No cenário mais provável da disputa, em que teria como adversários a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma teria 51% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.

Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece Marina, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.

Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.

Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.

Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de junho. Foram feitas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Folha de S.Paulo
 

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