Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes na época dos Tribalistas
Marisa Monte, Arnaldo
Antunes e Carlinhos Brown reviveram a parceria dos Tribalistas para lançar uma
música pelo Casamento Civil Igualitário.
O trio lançou nesta quarta (29), "Joga Arroz", música criada
para sensibilizar os deputados para a causa.
A faixa de cerca de um
minuto e meio troca os casais de ícones históricos, como Sansão e Dalila, que
passa a namorar Julieta. O último álbum lançado pelo trio juntos foi o homônimo
em 2002. Entre as faixas mais conhecidas do grupo estão "Velha
Infância" e "Já Sei Namorar".
Marcelo D2 está de volta ao
rap com seu sexto álbum solo Nada Pode Me Parar, que chega às lojas em maio.
Três anos após seu último lançamento, Marcelo D2 Canta Bezerra da Silva (2010),
em que mergulhou na obra do sambista malandro com releituras de clássicos do
gênero, o carioca classifica como uma ‘necessidade’ seu retorno ao hip hop.
“Fui tão a fundo ao samba
que gravei um álbum inteiro cantando. Comecei a sentir uma necessidade de
cantar rap, uma necessidade de ter uma batida. É isso o que me move. Além do
mais, o rap está passando por um momento de renovação muito bacana, essa galera
jovem também me motivou muito”, conta Marcelo D2 em entrevista exclusiva ao
Portal Virgula.
A admiração do rapper pelo
trabalho da nova geração culminou em parcerias para o disco com nomes como
Renan Saman, que fez as bases de A Cara do Povo, 4:20 e Você Diz que o Amor Não
Dói, além de Shock (do Start), Batoré (do ConeCrewDiretoria) e Akira
Presidente, revelação do rap carioca. “O mais interessante da cultura hip hop é
a liberdade. Houve um momento em que o rap ficou muito careta”, explica.
“Todo mundo tinha que seguir
uma cartilha. O tal do proceder, da humildade, usar o boné de lado. A nova
geração resgatou a liberdade de arriscar. Isso é o rap, beber do samba, beber
do funk, beber do jazz, experimentar sem medo de errar, arriscar. Dizem por aí
que está menos político, que ficou bobo. Os moleques falam de amor e qual o
problema disso? O rap não precisa ser só sobre sofrimento!”
Mas não só de novos ares é
feito o sexto álbum de estúdio de D2. A inspiração para o título veio de uma
rima de Thaíde, que Marcelo escreveu na parede de seu primeiro apartamento,
localizado no bairro do Catete, no Rio de Janeiro: “Eu estava relembrando do
Skunk [falecido integrante do Planet Hemp] e de uma letra do Thaíde que diz
assim: ‘Eu já caí no chão, só que me levantei/ Eu faço meu sistema, eu dito
minha lei/ Nada pode me parar’. Tem tudo a ver com o momento que eu estou
vivendo”.
“Eu não sou nada
cabalístico, mas tenho 20 anos de carreira, 15 anos do meu primeiro disco solo
e esse é meu quinto álbum. São números redondos e as letras são
autobiográficas. Nada Pode Me Parar tem uma arrogância, no bom sentindo, que o
rap proporciona pra quem canta. Estou vivendo essa fase de desfrutar de tudo
que a música me trouxe. Hoje tenho certeza de que nada pode me parar”, afirma.
BRIGAS, EGO E A REUNIÃO DO
PLANET HEMP
No ano em que comemora o
vigésimo aniversário do Planet Hemp, banda que fundou no início da década de 90
e mistura rock, rap e hip-hop para abordar questões sociais, especialmente a
legalização da maconha, D2 comenta a turnê comemorativa com o grupo e sua briga
com o companheiro B Negão. “Essa confusão toda me ensinou uma coisa muito
importante. Aprendi a não cair mais nas armadilhas do ego”, conclui.
“Eu não sei qual foi motivo
da briga. Só sei que fiquei dez anos sem falar com o meu melhor amigo e me
sinto um imbecil por isso. As coisas mudam, muita coisa acontece e a maturidade
chega. É todo um processo. Hoje eu não agiria da mesma forma, mas agora não dá
para voltar atrás”.
O Planet Hemp se separou no
início dos anos 2000, e os principais integrantes do grupo seguiram carreira
solo, entre eles B Negão e o rapper Gustavo Black Alien. “Hoje tenho absoluta
certeza que encerramos a banda na hora certa. Não ficamos dando voltas, sendo
cover da gente mesmo, massageando o ego e ganhando dinheiro fácil. Foi
coerente, não acabou por uma briga, depois a gente até brigou, mas no momento
foi uma coisa acertada entre todos nós.”
Após shows esgotados por
todo o Brasil, a banda se prepara para gravar um DVD, nos dias 12 e 13 de julho
no Credicard Hall, em São Paulo. Segundo D2, não há faixas inéditas no
repertório do registro: “Antes eu falava que era impossível a volta do Planet
Hemp, depois voltamos com a banda. Então, agora digo que é improvável, mas não
impossível, que façamos alguma coisa nova. Inédito é o fato do Planet Hemp
subir ao palco”.
POLÍTICA, RELIGIÃO E
DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS
Defensor ferrenho da
descriminalização da maconha, Marcelo D2 foi preso em 1997 após um show do
Planet Hemp em Brasília, por apologia ao uso de entorpecentes. Dezesseis anos
depois, nada mudou em relação ao trato das drogas no Brasil. Na opinião do
rapper, estamos atrasados nesse questão: “É estranho falar sobre isso hoje.
Esse debate sobre drogas, casamento gay e direitos das mulheres soa velho,
antiquado, ultrapassado. Não tem que haver esse tipo de discussão em 2013, isso
é coisa da década de 80”.
Foto: Gabriel Quintão
Segundo o músico, a mistura
entre religião e política é um fator que torna a sociedade ainda mais
intolerante: “Eu tenho certo receio disso, sabe? Religião cria fanatismo,
ortodoxos que acham que o Deus deles é melhor que o seu. Isso é perigoso. As
pessoas mais instruídas se aproveitam da religião para manipular a fé alheia,
manipular a vida do outro. Coitados dos que são manipulados e ainda mais
coitados somos nós, que temos que aturar esses chatos!”.
“As religiões são contra as
drogas, os gays, os brancos e os negros. São contra qualquer coisa que não seja
manipulada por eles. Como pode um padre que come criancinhas afirmar me
representa perante Deus? A mesma coisa
se aplica ao preconceito. Homofobia é coisa de veado. De quem tem medo de se
envolver com alguém do mesmo sexo e gostar. Por isso esse ódio tão grande
contra algo que não diz respeito ao outro”, finaliza.
Falcão fala sobre o single “Anjos (Nunca Tem Fim)” e conta como o grupo deixou para traz um período sombrio para voltar a fazer música
Jefferson Bernardes / Preview.com
por BRUNA VELOSO
14 de Maio de 2013 às 18h48min
Foram cinco anos sem músicas inéditas até esta terça, 14,
quando O Rappa lançou “Anjos (Nunca Tem Fim)”, o primeiro single de um disco
que chegará no dia 12 de agosto. Nos anos que sucederam o último álbum, 7 Vezes
(2008), os integrantes permaneceram em um longo e cansativo período em turnê,
tiraram férias, investiram em projetos paralelos – e passaram por muitas
turbulências, que por pouco não comprometeram o futuro do grupo.
Falcão, vocalista d’O Rappa, conta que essa música
sintetiza, para eles, um momento de superação. “[O primeiro single] tinha que
ser alguma coisa que emocionasse a gente, e que tivesse a ver com o momento que
estávamos vivendo. Um momento de acreditar realmente que as coisas podem
mudar”, explica Falcão à Rolling Stone Brasil.
Apesar de refletir esse retrato atual, a faixa foi composta
há cerca de três anos por Falcão, na casa dele. “Ela veio pronta, de coisas que
aconteceram na minha vida nesses últimos quatro ou cinco anos. Amigos meus que
tiveram doenças, câncer. Mas nunca foi levando nada disso para a tristeza, é
sempre com um sorriso na cara e uma força gigante para batalhar.” O refrão, que
tem o verso “Pra quem tem fé/ A vida nunca tem fim” chega a remeter a outro
acontecimento que abalou Falcão recentemente – a morte de Chorão, amigo e
vocalista do Charlie Brown Jr. “Ele faz parte das pessoas que, para mim, nunca
irão morrer”, afirma ele, que teve ajuda do produtor Tom Saboia para finalizar
a letra.
Segundo o vocalista, os fãs d’O Rappa podem esperar um disco
no qual, assim como nos outros cinco trabalhos de estúdio do quarteto, “há de
tudo um pouco e você continua não sabendo se O Rappa é rock, se é reggae, se é
isso, se é aquilo”. Serão entre 10 ou 12 músicas na tracklist – eles estudam a
possibilidade de dar duas delas de presente aos fãs, mas ainda não decidiram
como. Haverá também duas participações especiais brasileiras (uma mulher e um
homem, que ele ainda não pode revelar) e outras internacionais.
São canções que brotaram de um conflito, e que agora surgem
para reafirmar a unidade d’O Rappa como banda. “Anjos (Nunca Tem Fim)” é uma
das faixas que nasceram exatamente no turbilhão de um período sombrio na
trajetória do grupo. “Pessoas, empresários se meteram no meio da gente.
Chegamos a um momento que até a banda...”, diz Falcão, fazendo uma rara pausa
durante a conversa. “Precisava ter uma conversa com o [guitarrista] Xandão, eu
já estava quase numa vibe de fazer uma carreira solo. A gente estava tretado,
mas era só uma questão de conversa.”
“Algumas bandas sobem no palco fingindo. Eu não conseguiria
subir no palco não falando com o Xandão. Eu nem queria que a banda voltasse –
eu queria que a gente voltasse a ser amigo”, enfatiza o vocalista.
Falcão vive o momento de se focar completamente n’O Rappa,
mas os planos de uma carreira paralela à banda continuam. “Meu disco solo é uma
experimentação de tantas outras que podem vir, ou pode ser uma coisa só. Pode
até demorar para sair, mas eu tenho ele comigo”, revela, querendo, no entanto,
deixar claro que sua banda principal está em primeiro lugar. “Tudo que eu
conquistei foi por causa do Rappa, e o melhor do Rappa é o que a gente ainda
tem para mostrar.”
O movimento Reggae Areia Branca, realiza neste sábado, 04 de maio, a partir das 21 horas show com a Banda MOVENATION Fortaleza. O evento será realizado no Quiosque de Toinho do Boné na Praia de Upanema - Areia Branca/RN. Maiores informações: 8857-0743.