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domingo, 2 de novembro de 2014

0 A democracia brasileira

Não há razão para temor em relação ao amanhã. A divisão das urnas é o mais eficaz antídoto contra o autoritarismo.

Lula e Collor, debate 1989 (Imagem: Arquivo Google)

Por Gaudêncio Torquato

O Brasil que sai das urnas mostra ser um dos maiores laboratórios da democracia contemporânea. Os nossos 142 milhões de votantes posicionam o país no quarto degrau do ranking eleitoral, cujos três primeiros lugares são ocupados pela Índia, com 815 milhões de eleitores, os Estados Unidos, com cerca de 215 milhões,  e a Indonésia, com 187 milhões.

O termo laboratório aponta para um sistema democrático em fase de consolidação, não significando, portanto, uma democracia plena, nos termos do Índice Democrático, criado pela prestigiada revista The Economist por meio de pesquisa feita em 167 países.

Nessa planilha – que leva em consideração categorias como o processo eleitoral e o pluralismo, as liberdades civis, o funcionamento do governo, a participação popular e a cultura política – ocupamos a 45ª posição, ao lado de países de democracia imperfeita, dentre os quais,  pasmem, estão democracias de forte tradição como a francesa (29ª), a italiana (31ª) e a grega (32ª). A Índia, por exemplo, está na mesma faixa do Brasil, ocupando o 39º lugar. 

São visíveis os sinais de que temos dado vigorosos passos no caminho do aperfeiçoamento, bastando considerar que há 50 anos o país entrava na escuridão de um  golpe militar que durou  21 anos, tendo fixado as linhas mestras de sua democracia apenas a partir de 1988, com a chamada Constituição cidadã, que veio atender as demandas da sociedade organizada.

Sob uma pletora de liberdades, direitos e deveres, garantidos pela CF, realizou-se o pleito mais competitivo das últimas décadas. A animação da vida cívica que se viu constitui expressiva amostra da efervescência inerente às democracias incipientes. Não há motivo para assombro.

Se formos projetar os tipos de voto dados aos candidatos da situação e da oposição, domingo passado, encontraremos pontos em comum com as competições de outros países. Em maio deste ano, por exemplo, o partido nacionalista da Índia obteve vitória esmagadora sobre o partido do Congresso, acabando com 10 anos de poder da dinastia Ghandi-Nehru, deteriorada (sabem por quê?) pelo precário crescimento do país e por uma batelada de escândalos de corrupção.

Já nos Estados Unidos, a votação dos democratas é geralmente associada a grupos e setores avançados, progressistas, simpáticos às causas sociais; os votos republicanos são oriundos de polos conservadores nas áreas dos costumes (contra o aborto, contra o casamento gay e a legalização de drogas), dos valores morais e da economia (defesa do Estado-mínimo, redução de impostos, privatizações, fim de programas sociais etc).

Não se trata simplesmente de comparar as eleições no seio das democracias para concluir que todos os países são assemelhados nesse quesito, mas pinçar a hipótese de que existe uma razoável carga de conteúdos comuns às Nações democráticas. Parcela do acervo temático é gerador de animosidade entre grupos e partidos, contribuindo para o acirramento do debate, extrapolando o campo das ideias para entrar na vida íntima dos atores políticos.

A campanha negativa, empreendida pelas duas bandas, foi a marca mais forte da competição. O alto teor de agressividade, expresso por candidatos e seus gurus, lembrou a histórica disputa de 1989, quando Fernando Collor, que acabou vitorioso, jogou no ar o bombástico depoimento da enfermeira Miriam Cordeiro dando conta de um pedido de Lula da Silva, de quem era companheira, para cometer um aborto.

Ora, as insinuações malévolas produzidas pelos dois lados na arena eleitoral não diferem da bateria de insultos e acusações que os competidores  democrata e republicano desfecham entre si na campanha norteamericana. Lá, a “linguagem da lama” (mudslinging) é frequente e intensa, sendo usada de forma intensa na mídia eletrônica. Por aqui, essa estratégia acabou sendo usada pesadamente e com efeitos deletérios. Cada exército lutou por sua meta: de um lado, a continuidade do ciclo petista, de outro, a abertura de uma nova era.

A mais disputada peleja da contemporaneidade refletiu a fisionomia cultural do nosso corpo político. Mais que uma luta esganiçada entre regiões, como incautos chegaram a enxergar, o que se viu foi uma batalha entre duas forças: uma, abrigando o voto material; outra, o voto valorativo. A primeira reúne os contingentes atentos às coisas materiais, concretas, como os pacotes assistencialistas do governo – bolsa família, minha casa, luz para todos,  minha casa, minha vida etc.

O sufrágio ligado ao bolso e à barriga  foi despejado nas urnas, sobretudo, pelas massas que dependem do Estado. A segunda força votou na carta de valores: a ética, a dignidade, a seriedade, a moral, tendo como pano de fundo, o repúdio aos escândalos e às denúncias. A previsível dualidade balizou o pleito até o final. O voto material suplantou o voto valorativo. O que não significa que as duas modalidades se repartiram plenamente. A petista também teve voto valorativo e o tucano ganhou voto material.

A explicação para tal composição estava escancarada, mas passou ao largo da percepção da campanha tucana: a maior base eleitoral do país ainda situa-se nas margens e no primeiro andar da classe média (C), que votam olhando para o bolso. Apelo a valores é, para eles, uma abstração.

A cultura desse aglomerado tende a repartir o lixo imoral da corrupção por toda a esfera política. Por isso, a pregação de princípios éticos não comoveu as margens, tão somente consolidou a opinião dos “convertidos”, a banda que já decidira o voto no senador mineiro.

A tuba de discriminação que se espraiou pelas redes sociais – culminando com abordagens defendendo a divisão do país -, a par de leitura enviesada de resultados (os dois tipos de votos permearam a votação em todas as regiões), funcionou como canal da livre manifestação, mostrando, ainda, intensa participação do eleitor no processo político. Mais um atestado de vitalidade democrática.

Não há razão para temor em relação ao amanhã. A divisão das urnas é o mais eficaz antídoto contra o autoritarismo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

0 Eleições 2014: o desencanto vence

 Por Carlos Castilho - Observatório da Imprensa
Foto: Protestos de rua de junho e julho de 2013

Pode ser apenas uma percepção pessoal, mas sinto que seja qual for o resultado do segundo turno das eleições de 2014 a sensação de desencanto dos eleitores supera os percentuais dos candidatos. As pesquisas não mediram o grau de desilusão do público em relação às promessas e ao desempenho dos dois candidatos presidenciais, mas a falta de entusiasmo dos eleitores é palpável nas redes sociais.

Houve apenas uma fugaz demonstração de expectativa quando Marina Silva despontou como alternativa, mas as contradições de seu programa e dos partidos que a apoiavam minaram a sua possibilidade de encarnar as esperanças do eleitorado. O resultado é que tivemos mais do mesmo em matéria de candidaturas e programas.

O desencanto dos eleitores pode ser percebido com mais clareza nas redes sociais, como o Facebook, onde as pessoas se expressam com mais liberdade do que nas pesquisas de opinião. E o que se pode perceber é que o público se dividiu em duas atitudes: a do bate-boca e a da decepção, com um leve predomínio desta última.

A imprensa passou ao largo dessa divisão porque não conseguiu criar uma sinergia com o público, acabou se limitando a uma cobertura burocrática e a servir de instrumento para lobbies e grupos de pressão organizados, como os sistemas financeiro e bancário. Os jornais e revistas precisam reavaliar suas estratégias editoriais para evitar um distanciamento ainda maior em relação ao leitor e a perda de credibilidade política.

Diante da falta de interação com a imprensa escrita, a alternativa do público passou a ser a televisão, por causa dos debates entre candidatos, e as redes sociais, onde a troca de ideias, palpites e também de desaforos acabou aproximando mais as pessoas, fazendo com que elas se sintam mais à vontade na hora de tomar uma atitude.

A descaracterização ideológica dos partidos, as alianças eleitorais oportunistas e a generalização do marketing político transformaram as eleições num jogo dominado por aqueles que desejam controlar o poder. A representatividade popular foi perdendo densidade com o passar dos anos e hoje transformou-se num slogan quase vazio.

Além do distanciamento da imprensa em relação ao público nos períodos pré-eleitorais, outro fator que agravou o desencanto dos eleitores é a obsessão dos candidatos pelas promessas de campanha – um hábito antigo, mas que se mostra cada vez mais ineficiente. Mesmo os eleitores pouco familiarizados com a política sabem que fazer promessa é a coisa mais simples do mundo para um candidato.

Cumprir com o prometido já é um problema bem mais complicado e que não depende apenas do político, pois há toda uma máquina administrativa e burocrática a ser mobilizada. Por isso sobram desculpas e explicações para o abandono daquilo que foi prometido nos palanques e debates eleitorais.

No caso especifico deste segundo turno, a candidata Dilma Rousseff prometeu continuar o projeto petista, apesar de que isso depende do apoio de uma eclética base aliada de partidos interessados apenas em cargos públicos bem remunerados. Dilma não conseguiu reviver o carisma de Lula e sua campanha não teve o mesmo envolvimento popular do seu antecessor.

Aécio Neves prometeu mudança, tentando reviver a mística de Lula em 2002, mas não conseguiu ocultar o fato de que o antipetismo sempre foi a principal mola propulsora de sua candidatura. Para o eleitor, mudança significa novos tempos, novas propostas, novas esperanças, mas a oposição não logrou superar a sensação geral de que, para ela,  mudar se limitava   apenas a acabar com a hegemonia do Partido dos Trabalhadores.

A soma desses fatores se plasmou num sentimento de desencanto com a política que não chega a ser expresso em números como, por exemplo, as abstenções e votos nulos ou em branco, porque é mais um estado de espírito do que uma atitude ou decisão pessoal. Por ser um estado de espírito, o desencanto político se manifesta na falta de entusiasmo eleitoral e pode se concretizar de forma imprevista, como aconteceu nos protestos de rua de junho-julho de 2013.

O desencanto torna as pessoas menos submissas ao poder do Estado porque elas não se sentem correspondidas e nem comprometidas e corresponsáveis. Isto provavelmente fará com que o próximo governo tenha muita dificuldade em criar uma base popular minimamente sólida. A perspectiva é de muito conflito entre os lobbies políticos e empresariais que lutam por favores estatais, ao mesmo tempo em que estão criadas as condições para a rotinização de protestos dos segmentos mais desiludidos da população – como os sem teto, sem terra, sem transporte e sem perspectivas

sábado, 18 de outubro de 2014

0 Dilma agora admite: 'houve desvios na Petrobras', afirmou

Desde que estourou o escândalo, a petista tentava desqualificar as informações fornecidas pelos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef

A presidente Dilma Rousseff, durante entrevista coletiva no Palácio da Alvorada (Divulgação)

A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) admitiu neste sábado pela primeira vez que houve desvio de recursos públicos na Petrobras. Desde que estourou o escândalo envolvendo políticos e empresários que sangravam os cofres da estatal, a petista tentava desqualificar as informações fornecidas em acordo de delação premiada pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Youssef. No dia em que reportagem de VEJA traz outra revelação de Youssef – o dinheiro do petrolão abasteceu a campanha da petista em 2010 –, Dilma confirmou que houve desvios e disse que “fará todo o possível” para ressarcir o país. Em discurso no Palácio da Alvorada, ela não tratou diretamente do dinheiro do petrolão para sua campanha.

“Eu farei todo o meu possível para ressarcir o país. Se houve desvio de dinheiro público nós queremos ele de volta. Se houve, não, houve [desvio]”, afirmou. “Tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos, mas ninguém sabe hoje o que deve ser ressarcido porque a delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós”, disse ela. O Palácio do Planalto tentou ter acesso ao conteúdo da delação premiada de Paulo Roberto Costa, mas tanto o procurador-geral da República Rodrigo Janot, quanto o ministro Teori Zavascki, que conduz o caso no Supremo Tribunal Federal (STF), negaram o pedido. Ambos alegaram que as informações são protegidas por sigilo.

Em suas principais revelações, Costa afirmou que PT, PMDB e PP participavam do esquema de desvios milionários da Petrobras tanto no governo Lula quanto no governo Dilma. De acordo com Paulo Roberto, também houve o pagamento de propina ao ex-presidente do PSDB Sergio Guerra para que o então parlamentar impedisse investigações de uma antiga CPI da Petrobras. Guerra morreu no início do ano.

De acordo com Dilma, mesmo que agora as revelações apontem para o nome de um tucano no escândalo, não há motivo para comemorações. Ela disse que todos os suspeitos devem ser investigados, mas ironizou a inclusão do PSDB no rol de possíveis envolvidos recorrendo a um ditado popular: “Pau que bate em Chico bate em Francisco”.

“Não acho que alguém no Brasil tem a primazia da bandeira da ética. Todos os integrantes de partido, qualquer um, que tenha cometido crime, delito, malfeito, tem de pagar por isso. Ninguém está acima de qualquer suspeita no Brasil. Todos aqueles que não cumpriram com os princípios éticos e de uso absolutamente limpo do dinheiro público devem pagar por isso”, declarou a presidente-candidata.

Eleições – Apontada como a responsável por iniciar uma campanha presidencial permeada por baixarias sem precedentes, Dilma também tentou neste sábado se eximir de responsabilidade sobre o baixo nível da disputa, mas se recusou a comentar as recentes manifestações do ex-presidente Lula, seu cabo eleitoral mais importante e personagem que tem proferido os discursos mais apelativos. A despeito de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter alterado sua jurisprudência para manter o debate mais propositivo, Dilma tentou desvencilhar sua campanha do alcance da decisão.

“Não concordo que o TSE teve qualquer intervenção na minha campanha. Acredito que o que é baixo nível na campanha é alvo que deve ser completamente superado. Acontece que nós temos propostas. Discuto indústria naval, Pronatec, Minha casa, Minha Vida e um conjunto de políticas. O que acontece com o candidato adversário? Quando é da área social, ele diz que foi o governo do Fernando Henrique [Cardoso] que fez – aí ele gosta de falar no governo Fernando Henrique e não prova que foi Fernando Henrique que fez”, criticou.

Em um raciocínio enviesado, a presidente ainda atacou o adversário Aécio Neves por ele ter chamado ela própria - uma mulher - de “leviana” em debates presidenciais. A equipe do tucano anunciou que, diante da baixaria, processará Dilma por calúnia e difamação. “Quando começa a discussão, o candidato adversário não gosta muito e ele parte para umas atitudes um tanto quanto desrespeitosas. Foram desrespeitosas comigo e foram desrespeitosas com a Luciana Genro. Ele pode inclusive querer processar, mas quem devia processá-lo somos nós porque a nós duas ele chamou de leviana, coisa que não se faz. Não é uma fala correta para mulheres”, disse.

Fonte: Veja

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

0 Simon decide disputar reeleição para o Senado

Foto: Facebook

Em reunião encerrada perto das 23h deste domingo (24), o senador Pedro Simon cedeu à pressão do PMDB gaúcho e disputará a reeleição para o Senado. Ele substituirá Beto Albuquerque (PSB), que abdicou da candidatura de senador na semana passada, para compor a chapa presidencial de Marina Silva, na posição de vice.

Com 85 anos, Simon havia anunciado a aposentoria para 31 de janeiro, quando termina seu atual mandato. Nos últimos dias, invocava a idade para se esquivar das pressões. Dizia que seu médico, Fernando Lucchese, desaconselhara sua participação em mais uma campanha eleitoral. Súbito, aposentou a ideia de se aposentar.

Coube ao candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciar a meia-volta: “Houve uma convergência de todos os oito partidos da coligação para o nome do senador Pedro Simon”, disse ele, ao final da reunião realizada na noite passada na sede do diretório gaúcho do PMDB.

O retorno de Simon ao jogo será formalmente anunciado em entrevista programada para esta segunda-feira (25), em Porto Alegre. O movimento deve embaralhar a corrida para o Senado no Estado, hoje polarizada entre os candidatos Lasier Martins, do PDT, e Olívio Dutra, do PT.

Além de pedir votos para si, Simon reforçará o palanque de Marina Silva. Coligado com o PSB, o PMDB gaúcho apoiava a candidatura presidencial de Eduardo Campos. Com a morte dele, transferiu o apoio para Marina. Mas a transferência foi apenas formal.

Na prática, um pedaço da legenda decidiu trabalhar em favor do presidenciável tucano Aécio Neves. Outro naco do PMDB gaúcho, minoritário, prefere a reeleição de Dilma Rousseff. Não porque morre de amores por ela, mas para prestigiar o vice-presidente Michel Temer.

Fonte: Blog do Josias

domingo, 10 de agosto de 2014

0 Mito: mais de 50% dos votos nulos não cancelam uma eleição


A aferição do resultado de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz, em seu art. 77, parágrafo 2º, que é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos. Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são computados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos for nula não é possível cancelar um pleito.

Segundo a legislação vigente, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Por sua vez, é considerado voto nulo quando o eleitor manifesta sua vontade de anular, digitando na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.

Segundo a legislação, apenas os votos válidos contam para a aferição do resultado de uma eleição. Voto válido é aquele dado diretamente a um determinado candidato ou a um partido (voto de legenda). Os votos nulos não são considerados válidos desde o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Já os votos em branco não são considerados válidos desde a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves destaca que a eleição “nada mais é do que verificar a vontade do povo”. “O verdadeiro detentor do poder democrático é o eleitor, que se manifesta por certo candidato. Se a pessoa não vai à urna ou vai e vota nulo, ela não manifesta a sua vontade em relação a nenhum dos candidatos. Se poderia até dizer que ela está fazendo um voto de protesto, mas as regras constitucionais brasileiras dão peso ‘zero’ para esse voto de protesto: ele não é considerado para o resultado das eleições”, frisa.

O ministro explica que, caso haja mais votos em branco e nulos em uma eleição, os candidatos que teriam de obter o apoio de mais da metade dos votos para serem eleitos em primeiro turno, neste caso, precisarão do apoio de menos eleitores para alcançar a vitória. Por exemplo: em um pleito envolvendo a participação de cem eleitores, para ser eleito, o candidato precisará de 51 votos válidos. Na mesma situação, se dos cem eleitores 20 votarem em branco ou anularem seu voto, apenas 80 votos serão considerados válidos e, dessa forma, estará eleito quem receber 41 votos.


Anulação da eleição

Existem, no entanto, algumas situações que autorizam a Justiça Eleitoral a anular uma eleição. De acordo com o Código Eleitoral, art. 222, é anulável a votação quando viciada de falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade em desfavor da liberdade do voto, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.

Ainda conforme o Código Eleitoral, em seu art. 224, “se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”. Em resumo, se ficar comprovado que determinado candidato eleito com mais de 50% dos votos nas eleições majoritárias cometeu uma das irregularidades citadas, a Justiça Eleitoral deverá anular o pleito e determinar um novo.

“Quando isso ocorre, todos os votos que foram dados àqueles candidatos são anulados. Esses votos anulados não correspondem àqueles votos nulos, quando o eleitor erra a votação [na urna]. São votos válidos que posteriormente são anulados porque houve uma irregularidade na eleição, e aí quando a quantidade de votos anulados chega a mais de 50% é que se faz uma nova eleição”, esclarece o ministro Henrique Neves.

Além disso, aquele candidato que deu causa à anulação do pleito e à consequente necessidade de realização de nova votação não pode participar dessa nova eleição. O ministro lembra que a Advocacia-Geral da União (AGU) vem cobrando desses candidatos o custo da realização de novos pleitos.

“Quando ocorre a anulação de uma eleição, a Justiça Eleitoral e a população têm prejuízo. Por isso nós [ministros do TSE] temos muito cuidado nessas situações de anulação de eleição. Há que existir uma prova muito forte e um fato muito grave para que se chegue à anulação de uma eleição. E aí tem que se iniciar um novo processo eleitoral: as eleições são marcadas pelos TREs [tribunais regionais eleitorais] em um curto espaço de tempo, há nova campanha eleitoral, o eleitor tem que pesquisar novamente a vida pregressa dos candidatos para saber dentro daqueles que se lançaram qual tem melhores condições de representá-lo”, observa.

Outra possibilidade de anulação de uma eleição por parte da Justiça Eleitoral é no caso do posterior indeferimento do registro ou cassação do mandato de determinado candidato que foi eleito com mais de 50% dos votos válidos. Um registro de candidatura pode ser negado, por exemplo, por estar o candidato inelegível ou por este não estar quite com a Justiça Eleitoral.

Como os candidatos podem recorrer das decisões dos juízes, dos tribunais regionais eleitorais e até do Tribunal Superior Eleitoral, em algumas situações, somente após a eleição tem-se a decisão final acerca do registro de candidatura. Dessa forma, mesmo depois de eleito, é possível que determinado candidato tenha de deixar o cargo devido ao indeferimento de seu registro e a consequente anulação de todos os votos concedidos a ele.

Em 2013, ao todo, 75 cidades realizaram novas eleições para prefeito e vice-prefeito. Já neste ano, ocorreu renovação de eleição em nove municípios. Em todas essas localidades, as eleições municipais de 2012 foram anuladas pela Justiça Eleitoral porque o candidato que recebeu mais da metade dos votos válidos teve o registro de candidatura indeferido ou o mandato cassado.

Para evitar a realização de novos pleitos e o consequente prejuízo à sociedade, o ministro Henrique Neves alerta os eleitores sobre a importância de se pesquisar o passado dos candidatos. “A coisa mais importante é o eleitor pesquisar e verificar a vida pregressa do seu candidato. Ele pode escolher se ele vai ler num jornal, se vai ver na televisão, se vai acompanhar o horário eleitoral, buscar na internet, ouvir de um amigo, mas o importante é ele ter informação”, conclui.

LC/BB

Fonte: TSE

quarta-feira, 30 de julho de 2014

0 Facebook: um novo palanque eleitoral?

Segundo Bruno Magrani, diretor de Relações Institucionais do Facebook, as principais campanhas recebem treinamento especial para aprender como transformar 'curtidas' e comentários em votos


Bruno Magrani, diretor de Relações Institucionais do Facebook (Reprodução/Facebook/VEJA)
Juntos, os três principais candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), têm pouco mais de 2,7 milhões de seguidores no Facebook. Pode parecer muito, mas o número de fãs não chega nem perto, por exemplo, dos 19,5 milhões do primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, considerado o mais recente caso de sucesso de um político que conseguiu transformar "curtidas" em vitória nas urnas. Para tirar proveito da maior rede social do mundo – são 1,32 bilhão de usuários –, desde o ano passado as campanhas para presidente, governadores e senadores recebem treinamento de especialistas do Facebook. Em entrevista ao site de VEJA, o diretor de Relações Institucionais da empresa, Bruno Magrani, conta o que o político deve e o que não deve fazer na rede para atrair os 87 milhões de brasileiros que navegam na rede de Mark Zuckerberg.

A influência das redes sociais aumentou consideravelmente de uma eleição para outra. Como o Facebook lida com isso? A política sempre foi social e o processo político de discussão sobre programas de governo e sobre as decisões importantes para a sociedade sempre foram um processo essencialmente social. Hoje em dia, as pessoas interagem não só nas praças públicas ou nos cafés, mas têm conversas e debates sobre questões políticas na internet. A internet é a nova praça, onde as pessoas se reúnem e debatem. O Facebook é uma plataforma, mas no final das contas as pessoas estão se conectando com seus amigos, com os candidatos, com outros eleitores.

Como o Facebook está engajado nas eleições? No ano passado, o Facebook descobriu que o termo eleições foi o segundo mais mencionado entre os usuários no mundo todo. Havia várias eleições ocorrendo ao redor do mundo e o tema estava logo atrás do papa Francisco e logo à frente do bebê real. A partir disso vimos que as pessoas estavam interessadas em falar sobre política no Facebook, em discutir o tema e em se informar sobre os candidatos. Portanto, havia uma necessidade de tornar o serviço ainda mais útil para o nosso usuário e de desenvolver ações relacionadas à política. Identificamos oportunidade para explicar como a plataforma funciona e fizemos esses treinamentos com políticos e suas equipes, trazendo a Katie Harbath [especialista global do Facebook para campanhas políticas] para o Brasil. Fizemos treinamentos e falamos com todos os partidos.

O que o candidato deve fazer no Facebook para conquistar seguidores? Recentemente, nas eleições na Índia, foi eleito o primeiro-ministro Narendra Modi, que fez um uso enorme do Facebook. Hoje ele é um dos políticos que tem mais fãs na rede em todo o mundo. No Brasil, as equipes dos políticos nos procuraram com a curiosidade de saber o que é mais eficaz no Facebook. No Brasil, por exemplo, 87 milhões de usuários usam a ferramenta pelo menos uma vez por mês. Desses usuários, 63 milhões acessam a partir do celular. Por isso, quando o político pensa em colocar conteúdo na página dele, tem que pensar em conteúdo sucinto, considerar que o eleitor está vendo o conteúdo em uma tela pequena e, por isso, o ideal é dar enfoque no uso de imagens. O uso de vídeo também gera um engajamento alto e atrai o usuário-eleitor. Para os políticos recomendamos também proporcionar um diálogo, ter uma via de comunicação efetiva com os eleitores para permitir essa aproximação.

Nesses vídeos e mensagens que o político publica em sua página pessoal, o que o eleitor em potencial prefere? Temos uma lista de melhores práticas para políticos no Facebook e percebemos, depois de considerar eleições em outros países, que o sucesso está muito associado a ter uma postura mais informal, mostrar imagens de bastidores. Para se aproximar do eleitor, o político tem que falar a linguagem dele e tem que aparecer em fotos e situações que interessem as pessoas. O eleitor gosta de saber, via Facebook, como é o dia na vida de um deputado, por exemplo. Pode ser uma coisa mais familiar ou a informação de que ‘estou chegando para o trabalho’. Não há uma fórmula única. Um político da Austrália, por exemplo, usou uma iniciativa chamada “Day in the Life” [Um dia na vida] em que a equipe de campanha programava uma série de publicações na página do candidato ao longo do dia contando como era o dia a dia do político, a que horas ele acordava, como era o café da manhã, as reuniões de que participava, tudo na linha de aproximar o eleitor do político. O caso da Austrália poderia ser replicado no Brasil e seria considerado uma boa prática para atrair o eleitor. Se um candidato corre maratona no fim de semana ou se tem alguma habilidade específica, deve publicar também.

O que o político não deve fazer para comprometer os amigos, curtidas e comentários que já conseguiu? Não atualizar periodicamente a página vai afugentando o eleitor. O Facebook detectou, por exemplo, que o engajamento cresce quando o político mostra que é ele mesmo que está usando a ferramenta, e não assessores. As pessoas não esperam que o político esteja o dia inteiro cuidando da página dele Facebook, mas sempre que ele puder o recomendável é fazer sessões conhecidas como Face-to-Face, quando o político anuncia que, por vinte minutos ou meia hora, estará ali na página dele para responder às perguntas. Nesses casos, o engajamento vai lá em cima. Temos diversos estudos de caso no mundo que mostram que o engajamento é muito alto quando o político mostra para seus seguidores que ele está pessoalmente respondendo às perguntas. Sempre que o eleitor sente que tem a atenção dedicada a ele, responde à altura.

Em que medida o desempenho de um político no Facebook com essas dicas pode influenciar no resultado das eleições? Não temos como afirmar qual é a influência específica do post de um político no Facebook no resultado do processo eleitoral. Mas nessas eleições a gente espera que o Facebook permita conectar as pessoas ainda mais, seja eleitor com candidato, seja amigo com amigo, e que as pessoas tenham mais acesso à informação e possam aprender as diferentes propostas de políticos e entender os programas de governo para poderem tomar suas decisões da melhor forma possível.

Como o Facebook vai lidar com a publicação e remoção de conteúdo ofensivo nas eleições? Temos as nossas políticas de privacidade e só removemos conteúdo de maneira espontânea e sem provocação se ele violar os termos de uso [como usar a ferramenta para “qualquer ato ilegal, equivocado, malicioso ou discriminatório”, para “qualquer informação pessoal falsa” e para “criar uma conta para ninguém além de si mesmo sem permissão”]. Isso vale para bullying e difusão de ódio, por exemplo. De resto, nossa política é cumprir com as decisões da justiça eleitoral e estamos absolutamente preparados para seguir as ordens. Temos uma equipe global dentro do Facebook, a Community Operations, que é responsável, 24 horas por dia, sete dias por semana, por avaliar todas as denúncias e garantir que todas as ordens judiciais sejam cumpridas.

Nessas eleições houve denúncias de perfis falsos no Facebook para ataques a candidatos. Como o Facebook vai combater essa prática? Dentre as nossas políticas, temos uma postura muito séria em relação a perfis falsos. Se alguém faz uma denúncia sobre um perfil e ele tem características de ser um perfil falso, a equipe de análise do Facebook notifica o usuário para que ele comprove sua identidade real. Se comprovou que é falso, a gente retira do ar a página. No caso de eventuais abusos da militância virtual, vamos analisar caso a caso e agir se houver qualquer atitude contrária às políticas do Facebook. Nos outros casos, a instituição que está melhor posicionada para fazer essas decisões é o Poder Judiciário e nossa posição será a de aguardar a decisão judicial.

Treinar políticos será uma atitude contínua do Facebook e ocorrerá também nas eleições para prefeito em 2016? Sim. A política e o uso do Facebook por políticos são uma questão prioritária. Como vimos que isso é importante para usuários da plataforma, temos o dever de explicar sempre como funciona para que as pessoas, candidatas ou não, achem o serviço cada vez mais útil.

Fonte: Veja por Laryssa Borges, de Brasília.

terça-feira, 29 de julho de 2014

0 Mulheres são 52,13% do eleitorado segundo o TSE

O eleitorado brasileiro cresceu 5,17% nos últimos quatro anos, saltando de 135.804.433 votantes, em 2010, para 142.822.046 eleitores, divulgou hoje (29) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Região Sudeste concentra o maior número de pessoas aptas a votar, 62.042.794 (43,44%), seguida do Nordeste, 38.269.533 (26,80%), Sul, 21.117.307 (14,79%), Norte, 10.801.178 (7,57) e Centro-Oeste, 10.238.058 (7,17).

Com 898 eleitores, a cidade de Araguainha (MT) é o menor colégio eleitoral do país, de acordo com TSE. Já São Paulo, com 8.782.406 eleitores, é o maior colégio eleitoral municipal. No pleito de 2014, os eleitores residentes no exterior somam 354.18, 0,25% do total do país. Em relação à disputa de 2010, houve um crescimento expressivo, de 76,75% do total de votantes fora do Brasil. Esses eleitores estão em 118 países – quase a metade, nos Estados Unidos.

Para o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, o crescimento de votantes fora do Brasil cresceu devido à maior divulgação e à abertura de consulados brasileiros. “Penso que houve maior divulgação dessa possiblidade de voto no exterior e um aprimoramento da relação com o Itamaraty, facilitando e ampliado o acesso de brasileiros no exterior aos nossos consulados. Também houve um incremento grande do número de consulados nos países com que o Brasil tem relações diplomáticas.”


Segundo o TSE, a maioria do eleitorado brasileiro é formada por mulheres, com 74.459,424 (52,13%), enquanto os homens somam 68.247,598 (47,79%). Em 2010, as mulheres eram 70.252.943 (51.82%) e os homens, 65.282,009 (48,07%)


Fonte: Agência Brasil

sábado, 18 de janeiro de 2014

0 Crise entre PT e PMDB chega ao Estado

Política

Candidatura de Fátima Bezerra ao Senado é de interesse da executiva nacional do PT

A proposta de isolamento do Partido dos Trabalhadores em uma chapa majoritária encabeçada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) poderá provocar o lançamento de um nome petista para concorrer ao Governo do Estado. De acordo com informações repassadas à editoria de Política da GAZETA DO OESTE, o deputado estadual Fernando Mineiro, caso se confirme essa possibilidade, será o candidato petista.

Dentro das discussões em torno da formação de uma chapa majoritária, fala-se que o PMDB ficaria cabeça da chapa, ou seja, indicando o candidato ao Governo do Estado. O nome peemedebista hoje é o do ex-senador Fernando Bezerra, no entanto, não se pode descartar a possibilidade do presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, vir a ser o candidato à chefia do Poder Executivo, assim como o ministro da Previdência Social, senador licenciado Garibaldi Alves Filho, ou mesmo o deputado estadual Walter Alves.

Ainda na chapa que está sendo montada pelo dirigente peemedebista, o deputado federal Fábio Faria (PSD) seria o indicado para ser candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte, deslocando assim o atual vice-governador Robinson Faria (PSD) para concorrer a vaga na Câmara Federal. A concorrida vaga para o Senado da República, desejada pelo PT, nas articulações comandadas por Henrique Eduardo seria reservada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A ex-governadora Wilma de Faria seria a candidata da coalizão. Neste aspecto, os petistas não escondem a insatisfação, na medida em que o isolamento de Fátima Bezerra desagrada o comando nacional do PT, que têm interesse na candidatura de Fátima.

O maior desconforto dos petistas diz respeito ao fato do PMDB priorizar a candidatura do PSB ao Senado da República em detrimento ao PT. Os petistas interpretam a atitude do presidente do PMDB no Rio Grande do Norte como um contragolpe contra o PT exatamente em função do Partido Socialista Brasileiro hoje se colocar como oposição ao Governo Federal.

Neste aspecto, o plano B dos petistas norte-rio-grandenses seria Fernando Mineiro para o Governo do Estado. O companheiro de chapa do petista seria indicado por um partido da base aliada do Governo Federal.

 De acordo com informações repassadas à editoria de Política da GAZETA DO OESTE, uma das opções seria a composição com o Partido Democrático Trabalhista (PDT). O dirigente da legenda no Estado, prefeito Carlos Eduardo, tem dito que não será candidato a nenhum cargo este ano e, portanto, poderia indicar o mesmo da legenda para candidato a vice-governador. No entanto, correntes internas do PT entendem que dificilmente o prefeito de Natal romperá com o PSB já que Wilma de Faria é sua companheira de gestão e também não acreditam que Carlos Eduardo deixará de estar ao lado da família Alves no pleito deste ano.
   
O jornal Folha de São Paulo noticiou ontem que, apesar de ensaiar uma trégua na ameaça de rebelião até a presidente Dilma Rousseff definir seu espaço na reforma ministerial, o PMDB promete endurecer nas negociações com o PT para a formação de palanques regionais.

A  informação do jornal paulista reforça a tese de crise envolvendo as relações entre PT e PMDB não só no Rio Grande do Norte, como também em outros Estados. "A cúpula do partido, reunida anteontem, avaliou a realização de uma pré-convenção para tratar das alianças regionais. Foi discutida uma mudança na orientação para os diretórios locais concedendo maior independência nas composições. As principais divergências entre PMDB e PT estão no Rio de Janeiro, Ceará, Piauí, Bahia, Maranhão e Paraná. PT e PMDB estão "naturalmente" juntos em quatro Estados, segundo levantamento dos peemedebistas", diz trecho da reportagem.

 "Enquanto a reforma ficou estagnada, essa questão dos Estados ainda guarda uma tensão. O PT quer tudo, mas é importante o respeito do partido aos aliados", comentou o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

A Folha de São Paulo informou ainda que, em conversa com o vice-presidente, Michel Temer, horas antes do encontro do PMDB, a presidente prometeu definir as mudanças no partido até o dia 29.

Segundo o jornal paulista, a presidente Dilma Rousseff encaminhou ainda um recado de que está realizando consultas aos aliados e que não há definição sobre as trocas.

 "A ideia era acalmar o PMDB, principal aliado, que está irritado por ter ouvido inicialmente que não havia chance de ampliar seu espaço na Esplanada e ganhar um sexto ministério. O PMDB queria a Integração Nacional. Segundo relatos, a discussão dos peemedebistas anteontem começou tensa, mas o vice tentou acalmar os correligionários. Temer teria pedido um voto de confiança a Dilma", finalizou a matéria da Folha.

Fonte: Gazeta do Oeste
 

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