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domingo, 8 de setembro de 2013

0 PMDB, PT e PSDB igualados na repressão a protesto

Polícias comandadas pelos maiores partidos do país endurecem o tratamento dispensado a manifestantes no Rio, no Distrito Federal e em São Paulo. Sábado terminou com dezenas de feridos e 160 pessoas detidas nas três capitais

Marcello Casal Jr./ABr
Polícia usa jato d’água para reprimir manifestante na Esplanada dos Ministérios

Os protestos de 7 de setembro ficaram longe de alcançar as marcas atingidas pelas manifestações que sacudiram o país em junho. Serão lembrados mais pelo confronto entre policiais e manifestantes do que pelas multidões que tomaram conta das principais cidades brasileiras três meses atrás. Mas mostraram, também, que as polícias comandadas pelos três principais partidos do país não são tão diferentes entre si na hora de reprimir.

O Dia da Independência terminou com denúncias de abuso contra as polícias dos governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Na resposta aos protestos, prevaleceu a forte repressão policial nas duas maiores cidades do país e na capital federal. Sobrou, até, para quem participava pacificamente dos protestos ou estava ali trabalhando, como profissionais de imprensa. Apenas nessas três cidades, 160 pessoas foram detidas ao longo de todo o dia. Mais de duas dezenas ficaram feridas.
Crianças feridas

O maior confronto entre manifestantes e policiais ocorreu no Rio, onde cerca de 80 pessoas foram presas. Os problemas começaram pela manhã. O público que assistia ao desfile da Independência foi atingido por gás lacrimogêneo utilizado por policiais para dispersar manifestantes que invadiram a parada militar para pedir a saída do governador. Ao todo, 24 pessoas procuraram atendimento médico. Entre elas, crianças, idosos e mulheres.

No final da tarde, o clima esquentou novamente. Integrantes do movimento Black Bloc, de inspiração anarquista, enfrentaram policiais militares em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio. Uma das bombas atiradas pelo batalhão de choque da PM atingiu a Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças em situação de risco. O comando da polícia admitiu que houve uma falha na ação policial, que o disparo foi feito de “maneira equivocada” e que a responsabilidade pelo incidente será apurada em sindicância interna.

Bombas e cachorros

No Distrito Federal, a manhã foi de relativa tranquilidade. Policiais usaram spray de pimenta para dispersar manifestantes que tentavam avançar sobre o espelho d’água na entrada do Congresso Nacional. Mas não houve confronto. À tarde, porém, o clima foi de guerra em algumas das principais vias de Brasília.

Manifestantes furaram um bloqueio policial e tentaram se aproximar do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde as seleções do Brasil e da Austrália se enfrentariam horas depois. Balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo foram utilizados contra manifestantes, em meio aos torcedores que chegavam ao estádio. Antes, os manifestantes haviam tentado depredar uma concessionária de veículos e o prédio da TV Globo. Repelidos dos arredores do Mané Garrincha, eles ficaram acuados na plataforma superior da rodoviária de Brasília até o início da noite.

Houve também denúncia de abuso policial. Um vídeo gravado pela equipe do jornal O Estado de S. Paulo mostrou dois jovens sendo agredidos por dois policiais. Um fotógrafo da agência Reuters se machucou no momento em que tentava fugir dos cães controlados por homens do batalhão de Choque durante protesto nos arredores do Mané Garrincha. “Os policiais jogaram os cachorros em cima da imprensa, foi na maldade mesmo. Gritaram ‘pega, pega’”, afirmou Ueslei Marcelino ao UOL. Outro fotógrafo, da Folha de S. Paulo, também foi atacado por cachorros da PM, mas não se feriu. Um repórter da Agência Brasil registrou boletim de ocorrência após ser agredido por três policiais com spray de pimenta e empurrões. Luciano Nascimento contou que foi abordado quando conversava com um manifestante, também atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo.

Até o começo da noite de ontem, 50 pessoas haviam sido detidas pela polícia do Distrito Federal por desacato, desordem ou dano ao patrimônio. O Governo do Distrito Federal anunciou a instauração de sindicância para apurar o caso. O comando da PF, porém, classificou como “perfeita” a ação dos policiais ao longo do dia.

Atropelamentos e cassetete

Assim como em Brasília, em São Paulo os protestos começaram pacíficos e terminaram com cenas de violência e troca de acusações entre policiais e manifestantes. Cerca de 30 pessoas foram detidas. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas. Os incidentes mais graves ocorreram no final da tarde, no Centro, quando a tropa de choque foi acionada para conter ataques à Câmara de Vereadores. Duas agências bancárias também foram depredadas por um grupo.

Houve uso de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para repressão. Na dispersão dos manifestantes, três foram atropelados – um deles por veículo da própria PM. Um rapaz foi ferido na Avenida Paulista e encaminhado a um pronto-socorro. Segundo a Polícia Militar, ele foi atingido por uma garrafa arremessada por manifestantes. Pessoas que estavam próximas afirmam que ele foi ferido por golpes de cassetete de um PM.

Policiais paulistas também foram acusados por manifestantes de terem feito disparos de revólver para dispersar a multidão. O comando da polícia paulista alega que apenas reagiu à ação de manifestantes que apelaram para o uso da violência e da ameaça. Duas pessoas foram flagradas dando golpes com pedaço de madeira em uma moto da PM caída ao chão.

Fonte: Congresso em foco.

sábado, 7 de setembro de 2013

0 Na Praça da Independência ouviu-se o brado de basta a CORRUPÇÃO!

Houve protestos em Santos no dia da Independência



Na tarde deste sábado, 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, ocorreu protestos na Praça Independência em Santos, litoral paulista.


Na terra dos irmãos Andradas e de José Bonifácio, patrono da Independência do Brasil, não poderia faltar essa manifestação contra a corrupção e a falta de politicas sociais.


O número de manifestantes não era tão grande como vistos, nos últimos protestos, contudo, não menos importante. Motoristas que circulavam pela Praça Independência promoviam buzinaços em favor do manifesto e pessoas que circulavam pela bairro do Gonzaga, paravam pra observar e por vezes aplaudir em sinal se solidariedade aos manifestantes e suas causas.


Os manifestantes carregavam uma faixa que dizia: QUEREMOS UM GOVERNO JUSTO, DINÂMICO E SEM CORRUPÇÃO. 


O Congresso Nacional e a classe política de um modo geral do Brasil se fazem de ouvidos moucos, mas até quando poderão abafar o grito das massas? O rei Luiz XVI e Maria Antonieta pagaram um preço bem alto com as suas cabeças decapitadas na Praça da Bastilha em Paris na Revolução Francesa. Será que vão pagar pra vê na terra brasilis? 

Os tempos são outros e a guilhotina dessa vez será as urnas nas próximas eleições de 2014, mas os ideais continuam atuais: Liberté, Égalité, Fraternité  (liberdade, igualdade e fraternidade).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

0 A globalização do protesto jovem

Fernando Dantas


O cientista político e jornalista Maurício Santoro estava em Istambul, numa viagem de pesquisa sobre as manifestações naquele país, quando os protestos de junho estouraram no Brasil. Foi uma coincidência e tanto. Ele e Bruno Borges, cientista político e especialista em relações internacionais, estavam justamente conversando sobre a possibilidade de organizar um curso sobre as tensões nos sistemas políticos dos Estados Unidos e da Europa, em função da crise econômica. A isso se somava uma agenda de viagens a trabalho à Turquia, Índia e países latino-americanos, onde também aconteciam manifestações, mesmo sem crises na economia.


“Fomos atropelados pelos acontecimentos”, diz Santoro, em referência à eclosão dos protestos no Brasil. Para os dois cientistas políticos, trata-se de um momento extremamente fértil, que os levou a montar um curso a ser ministrado em novembro na Casa do Saber, no Rio, com o sugestivo nome de “O Mal Estar na Democracia”.

Como resume Santoro, “estamos diante de uma situação de descontentamento com as instituições, de mal-estar na democracia, que afeta tanto os países ricos quando nações de renda média”.

Borges acrescenta que “esta crise da representação não é uma exclusividade brasileira”. Para ele, as causas e o contexto variam, mas é possível dizer que se trata de um problema global, disseminado em diferentes países e regiões do mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a forte polarização entre dois partidos exclui quem não se adapta à linha de nenhum dos dois, enquanto que, na União Europeia, o projeto supranacional de união econômica e política é uma agenda acima dos Estados nacionais, à qual os eleitores têm dificuldade de se contrapor. Quando chegam ao poder, políticos de diferentes partidos, mesmo que tenham feito promessas em sentido contrário, são obrigados a se curvar à agenda da união.

Para Borges, essa obstrução dos canais de representação na Europa, especialmente nos países periféricos do euro, em crise, cria um “caldo supurado” que infesta a política local, com a emergência de grupos violentos e radicais, muitas vezes com características xenófobas e fascistas.

Mas um dos temas mais interessantes dos dois cientistas políticos é a ascensão, em vários países emergentes importantes, de uma nova geração política. “É um grupo que tem hoje por volta de 20 anos, e é chamado pelos sul-africanos de ‘born-free generation’ (geração nascida livre)”, explica Santoro.


Sem excessivas esquematizações, é possível traçar um paralelo sobre esse novo ator político no Brasil, na Turquia, na África do Sul e na Índia.

“Em muitos casos, é primeira geração nascida e criada na democracia, e tem mais acesso à informação, mais instrução formal e, com frequência, uma renda mais elevada do que a dos pais”, diz Santoro. É uma geração que não viveu a experiência da repressão do Estado, mesmo na Índia, que nunca foi ditadura, mas teve os períodos de emergência de Indira Gandhi.

Um dos maiores diferenciais dessa nova geração é o acesso à informação. Santoro nota que, na Turquia e na Índia, só havia um canal de TV até os anos 80, e controlado pelo Estado. Ele acrescenta que as demandas da nova geração variam muito de país para país, mas têm em comum o fato de conter expectativas muito mais elevadas do que a dos seus pais.

Outra questão interessante a ser abordada pelos pesquisadores é a ligação internacional entre os movimentos de protesto, com formatos de manifestações sendo “exportados”, como o caso da ocupação da praça Tahrir, no Egito.

Outra característica comum é a forma muito pessoal de expressão dos manifestantes. Assim, proliferam os cartazes individuais, carregados por uma pessoa, e com mensagens pessoais e criativas, com a redução do espaço das grandes faixas levadas por grandes grupos de manifestantes. E, especialmente nos países emergentes, repete-se a inadequação da reação policial aos protestos.


“O que acontece em um país acaba estimulando e dando exemplo para jovens em outros países”, diz Santoro.

Borges, mestre em Relações Internacionais pelo Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio e PhD em Ciência Política pela Universidade Duke, é professor do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio e coordenador pedagógico do Clio Internacional.

Santoro, doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (Iuperj), é assessor de Política Externa e Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil e autor do livro “Ditaduras Contemporâneas”.


Fernando Dantas é jornalista do Broadcast. E-mail: fernando.dantas@estadao.com

Esta coluna foi originalmente publicada pela AE-News/Broadcast

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Fonte: ESTADÃO.COM.BR

quarta-feira, 3 de julho de 2013

0 Dez estudiosos explicam "a voz das ruas" em seus Estados

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As manifestações que se espalharam pelo Brasil em junho e continuam acontecendo em vários pontos do país têm vários focos e, em muitos casos, podem ser difíceis de serem compreendidas. Apesar de muitos, inclusive políticos, terem se surpreendido com os protestos e as consequências do "grito das ruas", o surgimento da onda de manifestações não pode ser considerado uma surpresa. Esta é a opinião de especialistas que, a pedido do UOL, escreveram artigos para esmiuçar melhor as causas, principalmente as de caráter local e regional, dos protestos pelo país. No total, foram dez intelectuais, de Estados diferentes, espalhados pelas cinco regiões do Brasil, que apontaram as peculiaridades das passeatas em suas cidades e arredores.

"As manifestações ocorridas não foram um raio em céu azul nem vivíamos numa paz de cemitério", escreve Jorge Almeida, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia). "São diárias as pequenas e localizadas lutas do povo, com os meios que dispõe para enfrentar tudo isto. Uma luta silenciosa, na maior parte sem visibilidade."

Para Paulo Peres, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), "quem acompanha as pesquisas realizadas há anos sobre a avaliação dos brasileiros acerca das instituições representativas, assim como o ativismo de diversas organizações societárias, provavelmente não deve ter se surpreendido com esse levante popular mais consistente, mas sim com o fato de ele ter demorado a acontecer".


MAPA DOS PROTESTOS


Segundo os especialistas, compreender um movimento tão grande e fragmentado é um desafio. "Para os nossos modelos de leitura da realidade fica mais fácil acusarmos os manifestantes de não terem foco e de introduzirem o imponderável no cenário político", escreve Pedro Célio Alves Borges, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás). "Pode ser, mas dizer assim mais tergiversa do que explica, sem sair das preliminares nem avançar para diagnósticos e compreensões necessárias."

Pedro Bodê, professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), aponta que "qualquer análise feita sobre um evento em andamento é sempre mais difícil do que de um fenômeno que possamos por um motivo outro dizer que terminou".


Temas locais

Os artigos compilam temas mais localizados dos protestos. No norte do Brasil, por exemplo, cidades paraenses protestam  por mais qualidade e menor preço dos transportes fluviais, conta Roberto Ribeiro Corrêa, professor da UFPA (Universidade Federal do Pará). No outro oposto do país, gaúchos protestam a favor da CPI destinada a investigar a responsabilidade do poder público no incêndio da boate Kiss.

Mote das primeiras manifestações em São Paulo, o transporte público também aparece em outras cidades --mas não só por tarifas mais baixas. Na Bahia, há um problema com o metrô, superfaturado e há mais de dez anos em construção. Em Curitiba, segundo o professor Bodê, "há muito tempo a precarização do transporte público se faz sentir e as reclamações de usuários e dos trabalhadores nos transportes públicos são inúmeras e cotidianas".

Em Belo Horizonte, relata o professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Fernando Filgueiras, "há duas décadas já há uma movimentação pedindo melhorias no sistema de transporte público". Também na região Sudeste, atos no Rio de Janeiro, uma das sedes da Copa das Confederações deste ano e da Copa do Mundo em 2014, além de palco dos Jogos Olímpicos de 2016, questionam gastos financeiros elevados na realização destes enormes eventos, segundo a doutora Marly Motta (Fundação Getúlio Vargas-Rio).

Além das questões urbanas presentes em outros Estados, as manifestações do Maranhão abordam a questão agrária --um terço da população maranhense mora no campo. Segundo o professor Wagner Cabral da Costa, da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), 30% dos trabalhadores em situação análoga à escravidão resgatados país afora estavam no Estado. Também no Nordeste, o doutor Thales Castro (Universidade Federal de Pernambuco) aponta as principais reivindicações pernambucanas: "transportes públicos deficitários e caros, mobilidade (ou imobilidade) urbana, exclusão social, desigualdades perversas e recorrentes, violência urbana e práticas de corrupção que se tornaram endêmicas".

Em São Paulo, conta o professor José Carlos Gomes da Silva, da Unifesp, a periferia que antes pedia questões imediatas como saneamento básico, postos de saúde e legalização de terrenos clandestinos, agora trata de temas como racismo, violência e educação precária.

No Centro-Oeste, Goiás também apresenta um cardápio amplo de temas, segundo o professor Alves Borges: "da forma do prefeito decidir sobre o lixão de uma cidade pequena ao autoritarismo dos professores em um colégio; da necessidade de sinalizar melhor uma estrada que passa dentro da cidade, para diminuir os acidentes com morte, à agressão do governador aos professores, pois em retirara vantagens na carreira e salários".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

0 O movimento vem pra rua São Rafael/RN realiza protestos na Câmara Municipal


Dentro da onda de protestos que vêm sacudindo o Brasil nas últimas semanas, o movimento vem pra rua São Rafael/RN, ocorreu hoje (Segunda-feira 01/07/13) na câmara municipal de São Rafael/RN. 

Os manifestantes lotaram  plenário da Câmara Municipal em pleno horário da sessão. A principal reivindicação do grupo é pela realização de concurso público já, ao invés das atuais contratações pela Lei 650.

Os cartazes também cobravam das autoridades melhores escolas, saúde, transparência, água de qualidade, fiscalização por parte da câmara dos atos do executivo municipal, etc. 

O protesto apesar de ter sido realizado em pleno horário de sessão do legislativo local, transcorreu com muita tranquilidade e ordem. 


quinta-feira, 27 de junho de 2013

0 Lições de junho ou quem não chora não mama

Na história do Brasil, nenhum progresso caiu do céu; todos foram conquistados

A lição mais contundente das mobilizações populares de junho de 2013 reafirma o que ensinam os balanços sinceros da história: nenhum progresso no Brasil cai do céu, mas é conquistado.

Foi assim com a Abolição, a legislação trabalhista e a democracia. Enquanto se esperou que os de cima presenteassem, nada aconteceu. Quando os de baixo foram à luta buscar, arrancaram o que se dizia impossível.

Os prefeitos não asseguravam ser impossível reduzir as tarifas de ônibus, metrô, barcas e trens? Pois se viram obrigados a revogar os aumentos.

Os chefes do Executivo de Rio e São Paulo se opunham às CPIs para investigar a bandalheira no setor, mas elas saíram.

Em São Paulo, cancelou-se o reajuste dos pedágios.

Por todos os cantos, foram congelados os preços das passagens de ônibus intermunicipais e interestaduais.

A presidente da República correu para anunciar um pacote de R$ 50 bilhões para o transporte público.

Além de, com o plebiscito, sugerir a ampliação da participação dos eleitores nas reformas reivindicadas no asfalto, inclusive pelo pessoal do morro.

O Supremo Tribunal Federal, enfim, mandou prender um deputado acusado de gatunagem.

O Senado, que se sentava em cima da proposta de tipificar a corrupção como crime hediondo, mexeu-se.

Na Câmara, assistiu-se ao passo adiante para acabar com o voto secreto em processos de cassação de mandato.

A Casa sepultou a PEC 37, aspiração dos protestos.

E aprovou a destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde.

O próximo capítulo será a derrota da “cura gay”.

Se não fossem as passeatas, as PMs poderiam ter reeditado todos os dias o massacre perpetrado pela corporação paulista na quinta-feira retrasada. Ainda há abusos contra manifestantes pacíficos, mas poderia ser muito pior (outra coisa é o dever legal e legítimo de se defender de vândalos e proteger o patrimônio público).

Talvez nenhum feito tenha sido tão impactante como ver o Congresso trabalhar em dia de jogo da seleção.

As jornadas de junho foram tão pujantes que até a equipe do Felipão começou a jogar melhor. Será que as ruas não influenciaram o time em campo?


Fonte: Blog do Mário Magalhães

segunda-feira, 24 de junho de 2013

1 Protestos em Areia Branca transcorreram em clima pacífico

Com palavras de ordem pedindo o fim da corrupção e outros temas, manifestantes percorram várias ruas da cidade


Sábado, 22 o Movimento do Dia do Basta voltou as ruas de Areia Branca para promover o 3º protesto na cidade. 

Com palavras de ordem pedindo o fim da corrupção no Brasil, além da não aprovação da PEC-37,  que retira os poderes do Ministério Público e da Polícia Federal de investigar crimes praticados pela classe política, o grupo percorreu várias ruas de Areia Branca. 

Os cartazes traziam reivindicações das mais variadas, como: saúde pública de qualidade tipo copa do mundo, mais educação, valorização da cultura, do esporte, etc.


A polícia militar acompanhou todo o protesto, que transcorreu no maior clima de paz e de forma pacífica, inclusive coma a entrega de flores por  parte da polícia aos líderes do movimento. A prefeitura da cidade, temendo algum ato de hostilidade como depredação do patrimônio público, colocou guardas municipais na frente do paço municipal, o que foi totalmente ignorado pelos manifestantes. 



Devido a jogo da seleção brasileira no sábado, ocorrido praticamente no mesmo horário do protesto, o público que compareceu era pequeno, mas nem por isso, menos representativo. A juventude deu o seu recado e promete voltar as ruas da cidade ainda essa semana pra dar continuidade aos protestos, sintonizado com as manifestações que ocorrem por todo o país e tratando de temas da cidade de Areia Branca, como o caos na saúde pública e a falta de segurança, além de outros temas. 


O movimento do Dia do Basta conclama a toda a sociedade areia-branquense a se juntarem aos protestos e contribuírem para um futuro melhor para o povo brasileiro e por uma Areia Branca  melhor para seu povo, como dizia um cartaz levado por uma criança: "MEU FUTURO AGRADECE À SUA LUTA!"

#VemPraRuaAB

0 Dilma anuncia plebiscito por reforma política e novo pacto com 5 itens

Fernanda Calgaro e Marina Motomura
Do UOL, em Brasília

Dilma Rousseff recebeu nessa segunda-feira, 24 no Palácio do Planalto, integrantes do MPL (Movimento Passe Livre) de SP

Em reunião com prefeitos e governadores das 27 unidades federativas, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (24), no Palácio do Planalto, em Brasília, que irá pedir um plebiscito popular convocando uma reforma política no país.

Ela anunciou um novo pacto com cinco itens. São eles:

1- pacto por responsabilidade fiscal nos governos federal, estaduais e municipais;

2 - pacto por reforma política, incluindo um plebiscito popular sobre o assunto e a inclusão da corrupção como crime hediondo;

3 - pacto pela saúde: "importação" de médicos estrangeiros para trabalhar nas zonas interioranas do país. A presidente anunciou ainda novas vagas de graduação em cursos de medicina e novas vagas de residência médica;

4 - pacto no transporte público: a presidente afirmou que o país precisa dar um "salto de qualidade no transporte públicos nas grandes cidades", com mais metrôs, VLTs e corredores de ônibus;

5 - pacto na educação pública: pediu mais recursos para a educação. A presidente voltou a falar que é necessário que o Congresso aprove a destinação de 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação.

A presidente voltou a comentar a onda de manifestações que ocorre no país há duas semanas. "É preciso saber escutar as vozes das ruas. É preciso que todos, sem exceção, entendam esse sinais com humildade", disse aos governadores e prefeitos.

Em vários atos pelo país, os manifestantes têm afirmado que não se sentem representados por nenhum partido político e chegaram a hostilizar integrantes de legendas partidárias que participam das manifestações. "O povo, unido, não precisa de partido!" e "Sem partido, sem partido" foram gritos de guerra comuns nos protestos pelo país.

Após os anúncios, a presidente começou, de fato, a reunião com os 27 governadores e 26 prefeitos das capitais.

Fonte: UOL

sábado, 22 de junho de 2013

0 Apoio de brasileiros aos protestos é de 75%, diz Ibope

Manifestante abraça policial durante ato em Salvador, na tarde deste sábado. Durante a noite, houve confronto e policiais militares jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo menor de manifestantes Valter Pontes/Reuters

Setenta e cinco por cento dos brasileiros apoiam as manifestações por melhores serviços públicos que há duas semanas sacodem o país, segundo uma pesquisa do Ibope cujos resultados foram divulgados na última edição da revista "Época", que começou a circular este sábado.

Apesar do elevado apoio, apenas 6% disseram ter ido às manifestações e apenas 35% dos que não foram tiveram a intenção de fazê-lo.

Apenas a metade dos brasileiros que apoia os protestos considera que os mesmos provocarão mudanças, segundo a pesquisa que entrevistou 1.008 pessoas em 79 municípios entre 16 e 20 de junho.

Os protestos se multiplicaram apesar de, segundo a pesquisa, 71% dos brasileiros dizerem estar satisfeitos com sua vida atual e 43% terem expectativas positivas sobre o futuro do país.

Entre as pessoas que apoiam os protestos, 69% estão satisfeitas com sua vida e 39% acreditam em um futuro melhor para o país.

Em relação ao motivo dos protestos, 77% citaram o transporte público deficiente, 47% a insatisfação com os políticos, 32% a corrupção, 31% deficiências na educação e na saúde, e 18% a inflação.

Interrogados sobre os principais problemas do país, 78% citaram a saúde, 55% a segurança pública, 52% a educação, 26% as drogas, 17% a corrupção e 11% a miséria.

As manifestações prosseguiram este sábado, embora com menos intensidade, apesar da proposta de diálogo que a presidente Dilma Rousseff estendeu na véspera aos manifestantes.
Os protestos começaram na semana passada em São Paulo, exclusivamente contra a alta das tarifas de transporte público, mas ganharam outras reivindicações, como maiores investimentos na saúde e na educação pública, e críticas contra a corrupção e as despesas do Governo para organizar eventos como a Copa do Mundo de 2014.

Nem o pronunciamento da presidente, no qual ela propôs um pacto nacional para melhorar os serviços públicos, nem a redução das tarifas de transporte público nas maiores cidades, que era a reivindicação inicial dos manifestantes, convenceram os brasileiros de parar com suas manifestações.

Apesar de perderam intensidade desde quinta-feira, quando cerca de 1,2 milhão de brasileiros saíram às ruas em uma centena de cidades, os protestos prosseguiram hoje em cerca de 20 municípios.

 Fonte: UOL
 

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