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sábado, 25 de outubro de 2014

0 Aécio volta a subir e eleição está indefinida


As pesquisas divulgadas neste sábado pelo Ibope e pelo Datafolha mostram que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), segue à frente do adversário, Aécio Neves (PSDB), nas intenções de voto. Para o Ibope, a diferença entre os dois candidatos está fora da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos; o Datafolha aponta empate técnico.

Segundo o Ibope, Dilma tem 49% das intenções de voto, contra 43% de Aécio. A diferença, que era de oito pontos percentuais (49% a 41%) no levantamento anterior, caiu para seis pontos. Já o Datafolha mostra a presidente com 47%, e seu adversário, com 43% – a diferença, que era de seis pontos (48% a 42%) passou para quatro pontos percentuais.

Os eleitores que declararam ao Ibope que votariam nulo ou em branco somaram 5% do total – dois pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior –, e 3% não souberam dizer ou não quiseram responder. A pesquisa do Datafolha trouxe números idênticos.

Considerando apenas os votos válidos – ou seja, excluindo os votos em branco e nulos, como é feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgar os resultados oficiais das eleições – a petista tem 53% e o tucano, 47%, segundo o Ibope. O Datafolha mostra Dilma com 52%, novamente empatada no limite da margem de erro com Aécio, que tem 48%.

Os levantamentos anteriores dos dois institutos, divulgados no último dia, apontavam vantagem maior para Dilma.

O Ibope ouviu eleitores em municípios, e o Datafolha, eleitores em municípios. Em ambos os casos, o nível de confiança – a probabilidade de que o resultado, considerando a margem de erro, reflita a realidade – é de 95%.

A pesquisa do Ibope foi registrada no TSE sob o protocolo BR-01221/2014; a do Datafolha, sob o protocolo BR- 01210/2014.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

0 Prefeitos e lideranças de 50 municípios do RN participam de ato em apoio a Aécio Neves

Encontro com líderes do PR, PSDB, PSB, PMDB, PP, DEM e PRB foi realizado hoje de manhã, em Natal


Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

Líderes de partidos como PR, PSDB, PSB, PMDB, PP, DEM e PRB reuniram-se na manhã de hoje no Hotel Arituba para reiterar e formalizar apoio à candidatura do senador Aécio Neves à presidência da República nesse 2º turno. Ao todo, participaram do ato prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças de mais de 50 municípios do Estado.

Também estiveram presentes ao evento o presidente de honra do PSDB estadual, deputado federal eleito Rogério Marinho, coordenador da campanha do presidenciável no Rio Grande do Norte, senador José Agripino, líder do DEM, prefeito Benes Leocádio, presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), e os deputados Felipe Maia, Tomba Faria, José Adécio, Gustavo Fernandes e George Soares, além do secretário-geral do PMDB, Elias Fernandes e do presidente estadual do PSDB, Valério Marinho.

O primeiro a falar foi o prefeito Benes Leocádio, do PMDB, conclamando a todos a se engajar no trabalho de arregimentação nesse final de campanha objetivando eleger Aécio Neves presidente do Brasil. “Nós municipalistas temos que tomar uma decisão para eleger Aécio Neves em resposta ao tratamento desigual e desleal que os municípios estão tendo da atual presidente da República”, disse ele, afirmando ainda: “é hora da população do Rio Grande do Norte vir a público externar seu sentimento insatisfação e mudança”, completou, acrescentando: “Aécio presidente é a garantia de mudar essa situação de descaso e abandono a qual foram submetidos os municípios brasileiros”.

Os deputados Tomba Faria, do PSB, e George Soares, do PR, também afirmaram que estão engajados no trabalho para eleger Aécio Neves presidente. “A vitória de Aécio está consolidada porque ele tem subido nas pesquisas em vários Estados do Nordeste e já era bem colocado nas outras regiões do País”, observa, completando: “Aécio tem demonstrado força eleitoral e vontade de mudar o Brasil e está interpretando o sentimento da população brasileira”.

Outros que também discursaram no momento foram os deputados Felipe Maia, José Adécio e Rogério Marinho, todos reiterando o apoio a Aécio Neves e conclamando os líderes e a população a votar no candidato do PSDB nesse 2º turno. Rogério disse que o “PT substituiu no país o coronel tradicional pelo coronelismo eletrônico” e que Aécio Neves vai implantar uma relação de respeito com os municípios. Felipe Maia destacou o sentimento de mudança que existe atualmente junto ao povo brasileiro e o senador José Agripino também destacou o crescimento de Aécio Neves na campanha e disse que ele será parceiro dos municípios. José Adécio disse considerar Aécio Neves a melhor alternativa para o povo brasileiro.

Presenças

Estiveram presentes ao encontro considerado suprapartidário, entre outros, os prefeitos Abelardo Rodrigues (Alto do Rodrigues), Fernanda Costa (Santa Cruz), Fabiano Teixeira (Serrinha), Lardijane Ciríaco (Santana do Matos), Maria Neide (Maxaranguape), Padre Jocimar (Jardim do Seridó), Benes Leocádio (Lages), Júnior Rocha (Goianinha), Luiz Antonio (Pedra Petra), Sione Ferreira (São José do Campestre), Novinho (Cerro Corá), Higor Araújo (Lagoa de Velhos), Noeide Sabino (Equador), Laurence Carlos (Almino Afonso), além de ex-prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Fonte: Portal JH

domingo, 19 de outubro de 2014

0 Chumbo grosso

Enfrentamento pesado

O pugilato verbal entre Aécio Neves e Dilma Rousseff vai continuar no debate da Record? Talvez dependa de quem atirar primeiro. No caso de Aécio Neves, se Dilma partir para cima com relação a assuntos pessoais, o tucano pode responder na mesma moeda.

Ontem, em Porto Alegre, onde cumpriu agenda de campanha, Aécio recebeu documentos com denúncias contra familiares de Dilma. Pelo que Aécio revelou aos mais próximos, trata-se de material de alta combustão.

Aécio garante que  não atirará a primeira pedra. Só lançará mão do material, se for atacado.

O debate da Record será neste domingo, (19), às 22 horas. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

0 Aécio está 13 pontos à frente de Dilma diz ISTOÉ/Sensus

Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra o candidato tucano com 56,4% das intenções de voto e a petista com 43,6%

Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 14 e a sexta-feira 17 mostra a consolidação da liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff no segundo turno da sucessão presidencial. De acordo com o levantamento, o tucano soma 56,4% dos votos válidos, contra 43,6% da presidenta. Uma diferença de 12,8 pontos percentuais, que representa cerca de 19,5 milhões de votos. Se fossem considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%; e 12% dos eleitores ainda se manifestam indecisos ou dispostos a votar em branco. A pesquisa indica que nessa reta final da disputa os dois candidatos já são bastante conhecidos pelos eleitores. O índice de conhecimento de Dilma é de 94,4% e de Aécio, de 93,3%. “Com os candidatos mais conhecidos, a tendência é a de que o voto fique mais consolidado”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores de 24 Estados, revela também a liderança de Aécio Neves quando não é apresentado ao eleitor nenhum candidato. Trata-se da chamada resposta espontânea. Nesse quesito, o tucano foi citado por 48,7% dos entrevistados e a petista, que governa o País desde janeiro de 2011, por 37,8%.

São Paulo (SP): No maior colégio eleitoral, o PSDB prepara uma vitória sem precedentes

Realizada em 136 municípios, a pesquisa ISTOÉ/Sensus também constatou que a campanha petista não conseguiu reduzir o índice de rejeição à candidata Dilma Rousseff. Quase metade do eleitorado, 45,4%, afirma que não admite votar na presidenta de maneira alguma. Com relação ao tucano, segundo o levantamento, a rejeição é de 29,9%. “Isso significa que a margem de crescimento da candidata Dilma é menor do que a de Aécio”, avalia Guedes. Os números mostram, segundo a pesquisa, uma forte migração para o senador tucano dos votos que foram dados a Marina Silva (PSB) no primeiro turno. “Hoje estamos juntos em torno de um programa para mudar o Brasil”, disse Marina na sexta-feira 17, ao se encontrar com Aécio em evento público na zona oeste de São Paulo.

Contagem (MG): Petistas tentam evitar crescimento tucano na terra de Aécio

Desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger diretamente o presidente da República, é a primeira vez que um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar começa a última etapa da disputa na liderança. A pesquisa Istoé/Sensus divulgada no sábado 11 já apontava esse movimento, quando revelou que Aécio estava com 52,4% das intenções de voto. Na última semana, os levantamentos que são feitos diariamente pelo comando das duas campanhas também mostraram a liderança de Aécio. É com base nessas consultas que tanto o PT como o PSDB planejam a última semana de campanha. E tudo indica que o tom será cada vez mais quente. No PT há uma divisão. Um grupo sustenta que a campanha deve aumentar o tom dos ataques contra Aécio e outro avalia que a presidenta deva imprimir um ritmo mais propositivo à campanha. O mais provável, no entanto, é que a campanha de Dilma continue a jogar pesado contra o tucano. Segundo Humberto Costa, líder do PT no Senado, o partido vai insistir na tese de que é necessário “desconstruir a candidatura tucana”. “Não basta ficar defendendo nosso governo”, disse o senador na sexta-feira 17. Claro, trata-se de um indicativo de que a campanha de Dilma vai continuar usando a mesma tática. “Se deu certo contra Marina, deverá dar certo contra Aécio”, afirmou Costa.


No QG dos tucanos, a ordem é não deixar nada sem resposta e continuar mostrando ao eleitor os inúmeros casos de corrupção que marcam as gestões petistas, particularmente os quatro anos do governo de Dilma. “Não podemos nos colocar como vítimas. O que precisamos é mostrar nossas propostas, mas em nenhum momento deixar de nos defender com veemência das armações feitas pelos adversários”, disse um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves. “Marina tentou apenas fazer a campanha propositiva e acabou atropelada pela máquina de calúnias do PT.” Nessa última semana de campanha, Aécio vai intensificar a agenda em Minas e no Nordeste, principalmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Não está descartada a possibilidade de que os nomes de novos ministros venham a ser divulgados pelo candidato.

UNIDADE: Marina e Aécio se encontram em São Paulo na sexta-feira 17


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

0 Desorientada, Dilma interrompe entrevista após debate


Em entrevista ao vivo logo após o debate do SBT nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) perdeu o rumo ao falar sobre o duríssimo embate com Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. Ao responder a pergunta da repórter Simone Queiroz, Dilma gaguejou ao tentar dizer a palavra "inequívoco", se enrolou e pediu para recomeçar a entrevista, momento em que foi avisada que estava ao vivo. Ela tentou retomar o discurso, mas em seguida alegou ter sentido uma queda de pressão e foi conduzida até uma cadeira próxima. "A presidente está passando mal aqui", disse a repórter, assustada.

Um comentarista do SBT entrou no ar. Instantes depois a transmissão voltou a mostrar Dilma, em pé e aparentemente recomposta. "Debate exige muito da gente. Peço desculpas ao telespectador, mas é assim que nós somos".

A repórter disse que esperava que a presidente estivesse se sentindo bem. Dilma, ainda um pouco desorientada, respondeu com rispidez: "Quero terminar a entrevista". Dilma tentou retomar a resposta, mas logo foi avisada que pela lei eleitoral o SBT deveria dar o mesmo tempo de entrevista aos candidatos e por isso não poderia estender a fala da candidata petista. Mais uma vez, Dilma foi áspera: "Se é assim que você quer, assim será", respondeu ela, encerrando um dos episódios mais bizarros de toda a campanha.

Nos bastidores, os assessores da presidente se apressaram em afirmar que Dilma não havia comido nada o dia todo e se sentiu mal ao levantar da cadeira para a entrevista. O marqueteiro João Santana a socorreu com barra de cereal, chocolate e bala. "Meu filho, eu devia ter comido antes de sair de casa. Caiu um pouquinho a minha pressão. Eu senti que ia cair, mas aí imediatamente eu dei uma esfregadinha nos meus pulsos. A minha sorte foi que não aconteceu nada disso (durante o debate). Foi na hora que eu levantei, porque eu levantei subitamente", disse Dilma. (Talita Fernandes e Felipe Frazão, de São Paulo)


Fonte: Veja

sábado, 27 de setembro de 2014

0 Eles vão decidir a eleição

Os brasileiros que ficarão “órfãos” do seu candidato no primeiro turno e ainda não decidiram qual vão adotar no segundo representam no máximo 6% do eleitorado. Mas serão o fiel da balança da eleição mais disputada desde 1989


A uma semana do primeiro turno, a eleição presidencial de 2014 já é a mais apertada da história desde a de 1989. Em todas as que vieram depois — de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010 —, era possível dizer às vésperas do segundo turno, com razoável segurança, quem subiria a rampa do Palácio do Planalto. Mesmo na eleição de 1989, a única que pode se assemelhar à atual, o candidato do PRN, Fernando Collor de Mello, largou no segundo turno com folgados 9 pontos à frente do petista Luiz Inácio Lula da Silva — a diferença entre os dois só foi cair na reta final da segunda fase, para chegar à diferença de 1 ponto a alguns dias da votação decisiva. Agora, os levantamentos mostram que Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), a primeira e a segunda colocadas no primeiro turno, estão a uma inédita diferença de apenas quatro pontos para a petista no segundo turno, um empate técnico dentro da margem de erro, segundo o último levantamento do Datafolha, divulgado na sexta-feira passada.

Em um páreo tão disputado assim, em que qualquer pequena vantagem pode definir o resultado final, os olhos dos vitoriosos no primeiro turno se voltarão já na manhã de 6 de outubro para um pequeno grupo de eleitores: o dos indecisos — mais especificamente, aqueles que viram o nome de sua escolha sair derrotado da primeira fase e ainda não decidiram com quem ficarão depois. Cerca de 20% dos eleitores de Aécio e iguais 20% dos eleitores de Marina se encaixam nesse perfil — são, em sua maioria, mulheres e não sabem em quem votarão caso seu candidato fique de fora do segundo turno.

Esses 20% de “órfãos” indecisos do tucano representam um contingente de apenas 3% do eleitorado brasileiro. Os 20% que comporiam os órfãos indecisos de Marina, na hipótese de ela perder para Aécio, equivaleriam a 6% do total de eleitores. Os cálculos são do estatístico Neale El-Dash, diretor do site Polling Data. Nos dois casos, trata-se de um contingente pequeno de brasileiros. Mas, com a disputa cabeça a cabeça, quem conquistá-lo será o próximo ou — mais provavelmente — a próxima presidente da República.

(...)

Fonte: Veja

terça-feira, 16 de setembro de 2014

0 Marina abre 3 pontos sobre Dilma no segundo turno diz Ibope

Na simulação de segundo turno, continua o quadro de empate técnico, com ligeira vantagem numérica para Marina, que tem 43% contra 40% de Dilma 


Nova pesquisa Ibope para presidente da República, divulgada nesta terça-feira (16), dá fôlego ao candidato Aécio Neves (PSDB), ainda em terceiro nas pesquisas. Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, está à frente com 36% das intenções de voto no primeiro turno, seguida por Marina Silva (PSB), com 30%, e Aécio, com 19%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Estado de S.Paulo.

Na semana passada, o Ibope apontava, em sondagem pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidente com 39%, Marina com 31% e Aécio, com 15%. Pastor Everaldo (PSC) estava com 1%, enquanto os demais candidatos somados tinham menos de 1%.

Na simulação de segundo turno, continua o quadro de empate técnico, com ligeira vantagem numérica para Marina, que tem 43% contra 40% de Dilma – era 43% a 42% na semana passada, para a ex-senadora.

Em eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista ganharia por 44% a 37% - na semana passada o placar era 48% a 35%. Quando a disputa é com Aécio, Marina venceria por 48% a 30% - era 51% a 27% na última sondagem.

A Taxa de indecisos é de 6% (era 5%). Número de branco e nulo soma 7%, tal índice era de 8% no último levantamento.

Em relação ao índice de rejeição, 32% disseram que não votariam de jeito nenhum em Dilma. Segundo o levantamento, 19% não votariam em Aécio. A rejeição de Marina é de 14%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios do país entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.


Fonte: Gabriel Garcia, O Globo

sábado, 13 de setembro de 2014

0 O PT passa o trator. E Marina resiste

Apavorados diante da perspectiva de deixar o poder, petistas adotam a tática de atacar Marina Silva a qualquer custo. O resultado é uma campanha como nunca antes se viu neste país


A decisão do PT de passar o trator em Marina Silva foi tomada no dia 1º de setembro em um jantar no hotel Unique, em São Paulo, logo depois do segundo debate entre os candidatos à Presidência, no SBT. Estavam à mesa a presidente e candidata do partido, Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o marqueteiro João Santana, o ex-­ministro Franklin Martins, o ministro Aloizio Mercadante e o presidente do PT, Rui Falcão. Juntos, chegaram à constatação de que o fenômeno Marina era bem mais sustentável do que parecia a princípio.

Se nada fosse feito, concluíram, Marina Silva estaria sentada na cadeira de presidente da República pelos próximos quatro anos. “As pesquisas mostravam isso”, disse a VEJA um ministro do governo. “Não tínhamos alternativa a não ser partir para cima com tudo.” Àquela altura, a candidata do PSB aparecia empatada com Dilma no primeiro turno e 10 pontos à frente no segundo. Lula resumiu o clima reinante e deu a ordem de marcha: “Precisamos reagir e reorganizar a tropa”.

Como sempre nesses casos, com uma equipe azeitada, acostumada a trabalhar em conjunto há muitas campanhas e conhecedora dos limites éticos, ou da falta deles, não foi preciso ser muito explícito sobre o que precisava ser feito. O próprio diagnóstico do problema embutia sua solução. Marina tinha virado uma entidade sagrada, uma combinação de espírito da floresta com o espírito do capitalismo, metade Chico Mendes, metade Steve Jobs. Decidiu-se que o processo de destruição da candidatura Marina seria eufemisticamente chamado de “dessacralização”.

Logo a máquina de propaganda petista, comandada pelo veterano e medalhado publicitário João Santana, mostrou a que viera. Em menos de uma semana o resultado começou a aparecer no programa eleitoral de Dilma e nas inserções de televisão e rádio. Nunca se viu na história eleitoral deste país uma combinação tão violenta de mentiras, falsificações, manipulações, exageros e falsas acusações como a despejada pelo PT sobre Marina.

(...)

Fonte: Veja

sábado, 30 de agosto de 2014

0 Marina põe no papel suas propostas para o Brasil

Programa de governo reafirma pontos como manter o 'tripé econômico'. Propõe ainda Escola em Tempo Integral, Passe Livre para alunos do ensino público, Bolsa Família, 10% da receita da União para a Saúde, fim do Fator Previdenciário e Casamento Gay.


A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, e o vice, Beto Albuquerque, durante cerimônia de lançamento de seu programa de governo, em São Paulo (Paulo Whitaker/Reuters)
Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, apresentaram na sexta-feira, 29 o programa de governo de mais de 240 páginas da coligação pela qual disputam a Presidência da República. Trata-se de uma versão ampliada do documento entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em julho, quando Eduardo Campos ainda era o candidato da chapa. A agenda econômica ganha destaque no texto por ser justamente o segmento que suscita maior preocupação hoje — e também para 2015. A equipe de Marina, capitaneada pelo economista Eduardo Giannetti da Fonseca, redigiu pouco mais de 50 páginas de um programa econômico que resgata a ortodoxia perdida nos governos petistas, detalhando mudanças estruturais que podem ser feitas se a ex-senadora for eleita presidente. Se, no discurso político, Marina preferiu destacar medidas com maior apelo popular, como o passe livre para estudantes e o aumento da verba para a Saúde, a pauta econômica evidencia uma ânsia por ajustes e liberalização de mercado. O programa não mostra, no entanto, como um possível governo peessebista faria para equalizar um ajuste fiscal imprescindível com o aumento de gastos sociais.

Na apresentação, o partido faz uma homenagem a Campos para deixar registrado que ele participou e revisou até as últimas versões do texto, que é dividido em seis eixos principais que já haviam sido divulgados pelo PSB como bases das propostas de governo. São os seguintes: Estado e Democracia de Alta Intensidade; Economia para o Desenvolvimento Sustentável; Educação, Cultura e Ciência, Tecnologia e Inovação; Políticas Sociais, Saúde e Qualidade de Vida; Novo Urbanismo, Segurança Pública e o Pacto pela Vida; Cidadania e Identidades.

Leia também: O que esperar da equipe econômica de Marina

No centro da cartilha, os candidatos reafirmam o compromisso com pontos já adiantados ao longo da campanha, como o "tripé econômico" – sistema composto por meta de inflação, câmbio flutuante e rigor fiscal — e a independência do Banco Central garantida por lei. Hoje, o presidente do BC, apesar de ser técnico, é nomeado pelo governo, assim como toda a sua diretoria. Segundo o texto, a falta de autonomia do BC faz com que o órgão não tenha, necessariamente, compromisso com o cumprimento da meta de inflação, algo que contribui para a perda de credibilidade da economia brasileira.

A equipe de Marina propõe ainda a criação de Conselho de Responsabilidade Fiscal, um órgão teoricamente independente do governo cuja função é avaliar o cumprimento das metas fiscais e a qualidade dos gastos públicos. Tal mecanismo tem clara inspiração no comitê orçamentário dos Estados Unidos, que não é partidário. Ainda que Republicanos e Democratas se engalfinhem para conseguir aprovar ou vetar gastos, há um time técnico e isento por trás que apresenta os números tal como são. E, em muitos casos, suas projeções são alinhadas com as do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O eixo principal do programa econômico é, segundo o texto, diminuir o peso do estado (e das estatais) na economia e estimular o desenvolvimento do mercado de capitais como motor de financiamento de projetos — em especial os de infraestrutura. Sobre as estatais, o documento afirma claramente a intenção de "eliminar a prática de usá-las como instrumento de política macroeconômica". Subsídios a setores específicos também são alvo de críticas no programa, pois "reduzem a eficiência na alocação de recursos e comprometem o crescimento econômico, entre outras coisas, por causa das incertezas geradas quanto a preços relativos". O objetivo final desse novo modelo é aumentar a competitividade e eficiência das empresas. "Deixar a economia respirar", diz o texto.

O detalhamento proposto é visto como o ideal para uma economia de mercado. Contudo, o que Marina não explica é se, caso se eleger, retirará, de fato, todos os estímulos já colocados em prática pelo governo atual, como o Inovar-Auto no setor automotivo e as desonerações tributárias concedidas a setores específicos da economia. Há ainda as políticas de conteúdo nacional no setor de óleo e gás e a política de compras governamentais, que permite que o governo pague mais caro por produtos fabricados no Brasil do que por importados, mesmo em caso de licitação. Trata-se, assim, de um programa que, para ser implementado, terá de desconstruir decretos e leis já aprovadas no Congresso.

Conseguir apoio para empreender mudanças é um dos pontos que mais suscitam dúvidas em relação à candidatura da ex-senadora. Segundo seu programa, uma reforma política é imprescindível para que as promessas saiam do papel. Além de propor mudanças no modo de escolha do Legislativo – como a defesa da candidatura avulsa –, o texto defende que o Estado precisa se modernizar por meio do fortalecimento de suas instituições. Nesse âmbito, Marina defende proposta semelhante à de seu adversário Aécio Neves (PSDB): o fim da reeleição e coincidência dos mandatos, com duração de cinco anos. Tais mudanças, segundo a candidata, viram uma "maior participação popular", de modo a haver uma "democratização da democracia".

Mais vago que o programa econômico, o texto político afirma que é preciso mudar as regras para a competição entre os partidos, especialmente os modos de financiamento de campanha. Valendo-se das manifestações de junho de 2013, o programa aponta ainda que é preciso criar novos mecanismos de participação, com o uso da tecnologia, além de fortalecer os já existentes, como plebiscitos, consultas populares e conselhos sociais. "As manifestações recentes demandam que se ampliem os espaços públicos de discussão, maior inserção nos processos políticos e exercícios de cidadania", diz o texto, num tom de manifesto "sonhático".

Leia outros pontos defendidos pelo programa do PSB:

Saúde – O programa sugere a criação do Saúde +10, que já havia sido anunciado pelo partido. Com a medida, é previsto que 10% da Receita Corrente Bruta do país sejam destinados a ações na área de saúde. Sobre o aborto, o programa não fala em legalização, mas destaca a necessidade de consolidar no Sistema Único de Saúde (SUS) “os serviços de interrupção da gravidez conforme legislação em vigor”.

Educação – O programa prevê medidas na área de educação para valorizar o professor e ampliar o acesso ao ensino. A escola e tempo integral, uma das principais bandeiras de Campos durante seu governo em Pernambuco, também é listada. Outra proposta implementada em Pernambuco e que está prevista no plano e governo é o programa “Ganhe o mundo”, que promove o intercâmbio para estudantes do ensino médio da rede pública. As propostas não trazem metas muito claras para a educação, mas os candidatos se comprometem a acelerar a implantação do Plano Nacional para a Educação (PNE), que já foi aprovado pelo Congresso Nacional e garante 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Sobre as cotas raciais, os candidatos veem a medida como temporária. “Reafirmar importância das cotas para a população negra brasileira, como medida temporária, emergencial e reparatória da dívida histórica, com data prevista para terminar”, diz o texto.

Casamento gay – No programa, consta a defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por ser evangélica, Marina é frequentemente questionada sobre sua posição sobre o casamento gay. Ela vinha afirmando que defende a garantia dos direitos civis ao casamento de pessoas do mesmo sexo, mas que cabe a cada igreja aceitar ou não a união. "Não podemos mais permitir que os direitos humanos e a dignidade das minorias sexuais continuem sendo violados em nome do preconceito. O direito de vivenciar a sexualidade e o direito às oportunidades devem ser garantidos a todos, indistintamente", diz uma parte do programa divulgado hoje.

Bolsa Família – Sobre o Bolsa Família, Marina defende que o programa seja uma política pública de Estado, “assegurando sua continuidade mesmo com as alternâncias do governo”. O programa acrescenta ainda que a intenção é incluir no Bolsa Família todas as famílias cujo perfil preencha os critérios do programa.

Fator previdenciário – O fim do fator previdenciário, que define idade mínima para aposentadoria, também aparece entre as propostas de Marina. Embora não deixe claro como pretende modificar o sistema, a candidata se compromete a rever a regra. “A coligação Unidos pelo Brasil propõe a busca de alternativa ao fator previdenciário que concilie os princípios de justiça – beneficiando quem mais cedo começou a trabalhar, computando tempo suficiente para o custeio do seu benefício, e evitando, ao mesmo tempo, a imprevisibilidade derivada do fator previdenciário, que sofre alteração a cada ano, à medida que se eleva a expectativa de vida da população. Uma fórmula numérica que elimine o fator negativo, ou seja, a redução do benefício, a partir de certo patamar, parece ser defensável e suficiente para mitigar os efeitos perversos do fator.

Fonte: Talita Fernandes/Veja

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

0 Marina empata com Dilma e já é favorita diz Datafolha

Foto: Divulgação

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, ganhou 13 pontos porcentuais em onze dias e empatou com a presidente Dilma Rousseff (PT) na liderança da disputa com 34% das intenções de votos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira pela TV Globo. O candidato do PSDB, Aécio Neves, caiu cinco pontos e agora está com 15%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Pastor Everaldo, do PSC, tem 2% das intenções de voto, um ponto a menos do que na rodada anterior. Outros 7% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo e 7% não souberam responder.

De acordo com o instituto, Marina Silva venceria Dilma em um eventual segundo turno por dez pontos de diferença – 50% a 40%. Na sondagem anterior, a diferença entre elas era de quatro pontos.


domingo, 24 de agosto de 2014

0 Quão sustentável é Marina Silva?

Com ideais inatacáveis e biografia extraordinária, Marina Silva segue em fulminante ascensão na disputa pela Presidência pelo PSB.


Marina - Empate técnico com o candidato do PSDB, Aécio Neves (Alexandre Severo/VEJA)

A cena impressiona todos os que já a presenciaram. Sempre que Marina Silva é esperada em algum lugar, à sua chegada faz-se um silêncio reverente. Interrompem-se as conversas, suspendem-se as movimentações e ninguém sai correndo para falar com ela — até que, sentada, mãos cruzadas sobre o colo, tome a iniciativa de dizer a primeira palavra. O semblante severo e o olhar beatífico inspiram esse distanciamento meio fora de lugar em um mundo onde até o papa dispensa rapapés e se mistura alegremente às multidões. Mas esse é o estilo de Marina, reafirmado por sua figura frágil de 50 quilos e 1,65 metro de altura. O que ela diz, em um tom meio palanque, meio sacristia, completa a cena. Marina defende a preservação da Floresta Amazônica, o uso da tecnologia a serviço do meio ambiente, uma política livre de fisiologismos e um mundo sem corrupção. Quem há de ser contra? Se hoje são causas das quais ninguém discorda, é certo que Marina as abraçou antes e com mais afinco que a maioria dos políticos. Bastaria isso para Marina, feita candidata a presidente pela trágica morte de Eduardo Campos, amedrontar os outros concorrentes. Ela foi candidata a presidente em 2010, quando recebeu sólidos 20 milhões de votos.

Mas tem mais.

Perto de sua trajetória de vida empalidecem outras histórias, como a do retirante que foi para São Paulo de pau de arara, virou metalúrgico, sindicalista e presidente. Marina foi seringueira, trabalhou como empregada doméstica, só aos 16 anos aprendeu a ler. Venceu a miséria, a ignorância, a doença e tornou-se líder ambientalista mundialmente reconhecida. Foi deputada, senadora, ministra. Há uma semana ela apareceu tecnicamente empatada com o senador Aécio Neves, candidato do PSDB, segundo a última grande pesquisa do Datafolha. Agora pode até mesmo estar a menos de dois meses de se eleger presidente da República, segundo os dados parciais de pesquisas, sondagens de partidos e de instituições financeiras. Com tantos atributos, circunstâncias favoráveis e experiência política, Marina é, no essencial que se exige de um chefe de Estado, uma esfinge.

(...)

Por Mariana Barros, Veja

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

0 Datafolha: se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno

Pesquisa é 1ª com Marina em cenário como possível substituta de Campos. No levantamento anterior, Dilma tinha 36%, Aécio, 20%, e Campos, 8%.



Pesquisa feita pelo Datafolha para o jornal "Folha de S.Paulo" divulgada na edição desta segunda-feira (18) mostra Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina Silva (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%.

É a primeira pesquisa que inclui um cenário em que a ex-senadora Marina Silva é o possível nome do PSB no lugar do ex-governador Eduardo Campos, que morreu na quarta-feira (13), em um acidente de avião. O PSB ainda não definiu se Marina será a candidata substituta, mas lideranças dão a escolha como certa.

No levantamento anterior do Datafolha, realizado nos dias 15 e 16 de julho e divulgado no dia 17, Dilma tinha 36%, Aécio, 20%, e Eduardo Campos, 8%.

O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar ou que não responderam foi de 14% em julho e agora atingiu 9%. Brancos e nulos eram 13%; agora são 8%. O quarto colocado na pesquisa, pastor Everaldo (PSC), aparece com 3% das intenções de voto; no levantamento anterior, tinha os mesmos 3%.

A pesquisa mostra que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno: Dilma teria 36% contra 46% da soma dos demais candidatos. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 36% contra 36% dos demais, o que indicava uma incerteza sobre a necessidade de segundo turno.

O resultado da atual pesquisa mostra que, se for confirmada candidata do PSB no lugar de Campos, Marina começa a campanha em situação de empate técnico com Aécio Neves, numericamente à frente do tucano: 21% a 20%, dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Marina larga também em situação de empate técnico com Dilma na simulação de segundo turno: Marina com 47% e Dilma com 43%. O Datafolha não pesquisou um cenário entre Marina e Aécio. No cenário entre Dilma e Aécio, a petista tem 47%, e o tucano, 39%.

O levantamento foi encomendado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00386/2014.


sábado, 16 de agosto de 2014

0 PSB inclui Marina em pesquisa telefônica


Apesar do discurso de que só pensaria na substituição de Eduardo Campos depois do seu enterro, o PSB encomendou uma pesquisa telefônica com 30 000 entrevistas já na quinta-feira passada.

No levantamento que vai balizar a decisão do partido, Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar, seguida de Marina Silva um pouco à frente de Aécio Neves – ou empatada, considerando a margem de erro.

Na simulação de segundo turno, Marina ganha de Dilma – mas também em cenário de empate técnico.


Por Lauro Jardim/Radar On Line/Veja

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

0 Em carta, irmão de Campos defende candidatura de Marina

Em resposta, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que a direção do partido tomará a decisão “quando julgar oportuno"


Antônio Campos, irmão do ex-governador, em Recife (Alexandre Gondim/JC Imagem/Folhapress)
Em meio ao silêncio do PSB, o advogado Antônio Campos, único irmão de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na quarta-feira, defendeu nesta quinta-feira que a ex-senadora Marina Silva assuma a candidatura do partido à Presidência da República. Em carta aberta enviada à cúpula da legenda, Antônio afirma que o pedido, além de ser uma “posição pessoal”, representa também “a vontade de Eduardo”. Para Antônio, Marina e um vice ainda a ser escolhido teriam condições de fazer “o debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores”. 

“Como filiado ao PSB, membro do Diretório Nacional com direito a voto, neto mais velho vivo de Miguel Arraes, presidente do Instituto Miguel Arraes – IMA e único irmão de Eduardo, que sempre o acompanhou em sua trajetória, externo a minha posição pessoal que Marina Silva deve encabeçar a chapa presidencial da coligação Unidos Pelo Brasil liderada pelo PSB, devendo a coligação, após debate democrático, escolher o seu nome e um vice que una a coligação e some ao debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores”, afirma o irmão de Campos. E conclui: “Tenho convicção que essa seria a vontade de Eduardo”.

Com a repentina morte do ex-governador de Pernambuco em um acidente aéreo, o PSB tem um prazo de dez dias para definir a chapa que disputará o Palácio do Planalto. Marina Silva, por enquanto, mantém suspense e afirma que somente irá se manifestar depois do enterro de Eduardo Campos - ainda sem data definida. Partidos adversários e o próprio PSB, no entanto, já trabalham com essa hipótese.

Na carta intitulada “Não vamos desistir”, em referência à declaração de Eduardo Campos em entrevista ao Jornal Nacional (“Não vamos desistir do Brasil”), o irmão Antônio diz que a “perda afetiva do único irmão é imensa, mas é grande a perda do líder Eduardo Campos, politico de talento e firmeza de propósitos”. “A nossa família tem mais de 60 anos de lutas políticas em defesa das causas populares e democráticas do Brasil. O meu avô Miguel Arraes foi preso e exilado, não se curvando à ditadura militar. Eduardo Campos continuou o seu legado com firmeza de propósitos, tendo trazido uma nova era de desenvolvimento para Pernambuco”, disse. “Desde 2013 vinha fazendo o debate dos problemas e do momento de crise por que passa o Brasil, querendo fazer uma discussão elevada sobre nosso país. Faleceu em plena campanha presidencial, lutando pelos seus ideais e pelo que acreditava”, afirmou, em carta.

E continuou: “O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco para viver os seus sonhos pessoais e coletivos. Ambos faleceram, no dia 13 de agosto, e serão plantados no mesmo túmulo, no Cemitério de Santo Amaro, em Recife, túmulo simples, onde consta uma lápide com a frase do poeta Carlos Drummond: “ tenho duas mãos e o sentimento do mundo”. Essas sementes de esperança e de resistência devem inspirar uma reflexão sobre o Brasil, nesse momento, para mudar e melhorar esse país, que enfrenta uma grave crise, sendo a principal dela a crise de valores. Não vamos cultivar as cinzas desses dois grandes líderes, mas a chama imortal dos ideais que os motivava”. Na quarta-feira, após passar grande parte do dia na casa da família de Campos, na Zona Norte do Recife, Antônio Campos havia prometido que se manifestaria oficialmente ao PSB em favor da indicação de Marina Silva.

Resposta – Em resposta à pressão por um posicionamento, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou nota nesta quarta-feira em que diz que a direção do partido tomará, “quando julgar oportuno, e ao seu exclusivo critério, as decisões pertinentes à condução do processo político-eleitoral”. Amaral disse ainda que o partido está de luto e “recolhe-se, neste momento, cuidando tão somente das homenagens devidas ao líder que partiu”.

Família - Nesta quinta-feira, políticos e familiares continuaram a homenagear Eduardo Campos com visitas à casa do político, no Recife. A família permanece reclusa e nem a viúva nem os filhos do casal se pronunciaram publicamente. Ainda nesta tarde, por intermédio do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, o ex-presidente Lula, que teve Eduardo Campos como ministro da Ciência e Tecnologia, deve falar por telefone com a viúva do político, Renata. Lula prestou condolências à ministra Ana Arraes, mãe do candidato, nesta quarta.  

Marcela Mattos, de Brasília, e Laryssa Borges, de Recife/Veja

terça-feira, 22 de julho de 2014

0 Ibope: Dilma tem 38%, Aécio 22% e Eduardo Campos 8%

Levantamento mostra vitória de Dilma contra os dois adversários no segundo turno


RIO — Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira aponta a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) com 38% das intenções de votos dos eleitores. Aécio Neves (PSDB) está com 22% e Eduardo Campos (PSB), 8%. O levantamento do Ibope foi encomendado pela TV GLOBO e o jornal ‘O Estado de S. Paulo’, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%. Votos em branco e nulo representam 16% das respostas, e 9% dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria com 41% das intenções contra 33% do tucano. Se o adversário fosse Eduardo Campos, a presidente também teria 41% dos votos contra 29% do socialista.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 18 e 21 de julho. O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

0 Dilma empata com Aécio num provável 2º turno, diz Datafolha


São Paulo – A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera corrida pelo Palácio do Planalto, mas não evitaria o segundo turno, segundo a pesquisa Datafolha divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quinta-feira.

A presidente tem 36% das intenções de voto. O seu principal concorrente, Aécio Neves (PSDB), aparece com 20% das intenções, enquanto Eduardo Campos (PSB), com 8%.

O Pastor Everaldo (PSC) aparece em quarto lugar na disputa, com 3% da preferência do eleitorado. Dos entrevistados, 13% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 14% se declararam indecisos.

Em um provável segundo turno, Dilma e Aécio aparecem tecnicamente empatados.

A petista possui 44% das intenções de voto, contra 40% do tucano, mas, considerando a margem erro de 2%, ambos apresentariam 42%.

Contra Eduardo Campos, a presidente lidera com 45%, contra 38% do ex-governador de Pernambuco.

Esta pesquisa do Datafolha, encomendada pela Rede Globo, foi feita com 5.377 eleitores entre ontem e anteontem. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.


Aprovação

O Datafolha também apurou que 32% dos eleitores consideram o governo Dilma bom ou ótimo. Em maio, esse número era de 35%.

Já os eleitores que avaliaram o governo como ruim ou péssimo foram 29%. Número que aumentou 3% em relação ao apurado em maio.

Os que consideram o governo regular foram 38% dos entrevistados, o mesmo número de dois meses atrás.


Segundo o Datafolha, a margem de erro da pesquisa é de 2%, para mais e para menos.


sábado, 21 de dezembro de 2013

0 Em estocada no PT, em Lula e em Dilma, Eduardo Campos recusa pecha de traidor e diz que já derrotou discurso do ressentimento

Foto: Marcela Balbino/BlogImagem
Na entrevista do governador Eduardo Campos ao sistema JC, o Blog de Jamildo perguntou ao socialista que vacina ele usaria para combater o discurso de que ele seria um traidor, numa reclamação recorrente de pessoas ligadas ao PT e ao PTB, mais recentemente, por supostamente dar às costas a Lula e ao governo Federal, que investiu em empreendimentos no Estado. O governador responder que não iria cair em provocação e mandou um recado claro a Lula e aos petistas, lembrando o que diziam os petistas no Recife e a derrota retumbante do partido, depois de 12 anos no comando da cidade.

“Eu vou discutir o que interessa à sociedade discutir, que é o futuro do Brasil e de Pernambuco. A agenda que está na vida das pessoas, esta é que me pauta. Certo? este discurso de mágoa, de raiva, de ressentimento, nunca foi minha praia e ele já foi testado e derrotado na eleição de 2012 diante de vocês. vocês assistiram este discurso ser feito e vocês assistiram ele ser derrotado. não por mim. Quem derrotou este discurso foi a nossa capital Recife, que, de forma clara, colocou esta questão. Cada um faz o discurso que entende que deve fazer”.

“O nosso discurso é pautado na agenda do povo, do futuro, respeitando nossas adversários e nossa história”. Nunca nos afastamos dos compromissos históricos que tivemos. Em momento nenhum faltamos a luta popular brasileira. Nunca fizemos aliança com determinado tipo de gente e comportamento e até achamos que estas alianças como estão feitas eles não vão legar ao Brasil nada de novo se elas perduram. O que esta aliança política que está em Brasília hoje tinha que dar ao Brasil, ela já deu. O que ela pode agora é tomar do Brasil. Tomar esperança, o sonho, a possibilidade de o Brasil retomar o crescimento, tomar a eficiência, a capacidade de fazer política respeitando a cidadania, ampliando o muro que existe entre o brasileiro de carne e osso e os políticos.

“Nós queremos é quebrar o muro que existe hoje entre a velha política e os brasileiros de carne e osso, que querem uma política mais transparente e tranquila, que querem uma administração que respeite o dinheiro público e busque eficiência, que escuta a sociedade, que não ouve o povo só em época de eleição. Este é o desafio que queremos fazer”.

Em dado momento, a resposta do governador foi mais objetiva e incisiva ainda, afirmando que os petistas não estão fazendo um julgamento justo com a sua pessoa.

“Quando você vê a renovação política no Brasil, a candidata que teve 20 milhões de votos no Brasil expressando a nova política, não tem o direito de criar um partido pela lei brasileira e procura nesta cena política alguém que possa expressar esta renovação e procura o PSB para se filiar e me procura para ser candidato a presidente da República. Você acha que quem está fazendo um julgamento mais isento: de um lado, o povo pernambucano que me elegeu com 83% dos votos, do outro uma brasileira que teve 20 milhões de votos ou alguns companheiros (do PT e também PTB), a quem respeito que acabei de disputar uma eleição com eles e eles perderam e vou disputar outra eleição com eles... quem está fazendo este julgamento mais isento? A história é que vai julgar”.

Respondeu mais, na mesma entrevista ao sistema JC.

- Como o senhor vê esta análise de que o PSB, na oposição, será uma linha auxiliar do PSDB?

“Olhe, nós estamos terminando um ano que tivemos grandes resultados a meu ver. Resultado para o estado, sendo o que mais investe no nordeste. conseguimos preservar todos os investimentos que estavam direcionados para cá. consolidamos resultados como no pacto pela vida. ano em que conseguimos atravessar do ponto de vista administrativo com muitas entregas para 2014 e acho que ganhamos o ano. do ponto de vista político, também ganhamos, porque tratamos o debate político no Brasil com muito respeito, nós respeitamos a todos. nunca tive uma palavra de tentar desqualificar seja o conjunto político da presidente Dilma - muito menos ela pessoalmente com quem estive publicamente esta semana - como tenha relação de grande respeito, não é de hoje, com o senador Aécio neves com quem eu não compartilho um palanque nacional desde as eleições diretas do doutor Tancredo, mas mantive uma relação respeitosa.”.

- Mas como o senhor vê esta provocação de que será linha auxiliar do PSDB...

“Nunca desqualifiquei Dilma ou outros grupos. Tenho respeito que não é de hoje. Eu efetivamente não vou olhar para provação. Vou olhar para o futuro do país. Eu vi quem fez aliança aqui com o PSDB na última eleição e 2012, vocês viram e noticiaram.”, devolveu a provocação. Silêncio entre os repórteres.
 

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