Mostrando postagens com marcador Economia.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de julho de 2014

0 Mossoró integra corredor econômico de destaque no Brasil

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró listou as atividades com destaque econômico e as dificuldades no desenvolvimento do município


O município de Mossoró pertence a um dos dez corredores de riquezas emergentes no Brasil, formado por cidades com economias semelhantes e que se apoiam, circulando as mercadorias produzidas. De acordo com a consultoria Urban Systems, divulgado na revista EXAME, esse eixo econômico surgiu sem planejamento e é responsável por 37% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Mairton França destaca as atividades econômicas de Mossoró (Foto: Divulgação/Prefeitura de Mossoró)

Mossoró compõe o corredor Fortaleza-Mossoró, que inclui também as cidades de Aquiraz, Aracati, Beberibe, Cascavel, Eusébio, Fortaleza, Fortim, Icapuí, Pindoretama, do estado do Ceará, e Mossoró e Tibau, no Rio Grande do Norte.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Mairton França, afirmou que não houve surpresa com a inclusão do município no corredor, pela dinâmica econômica que a cidade vive.

“Mossoró se tornou uma cidade polo, com uma dinâmica marcada por outros 62 municípios do Ceará e do Rio Grande do Norte, que tem Mossoró como apoio. As atividades comerciais em Mossoró são muito dinâmicas. Temos um relacionamento muito estreito com o Ceará, pelas características econômicas parecidas”, analisou Mairton França.

O melão produzido em Mossoró é um dos mais exportados (Foto: Tatiana Seabra/IPA)

O titular da pasta listou quais atividades são responsáveis pelo desenvolvimento econômico de Mossoró, como o comércio, petróleo, turismo, fruticultura e a carcinicultura. “Temos turismo de litoral, de eventos. Mossoró é a cidade do Nordeste com o maior número de eventos. Tem também o turismo ecológico, e a exportação das frutas aqui produzidas. São atividades produzidas tanto aqui como no Ceará e muita gente de lá vem fazer compras em Mossoró, visita a cidade. São atividades com forte ligação”, comentou.

Além desses setores já consolidados, Mairton apontou a indústria cimenteira em ascensão e a fabricação de produtos secundários. “Mossoró começa a despontar com a produção de cimento, tendo duas fábricas instaladas e mais uma em instalação, e também vamos desenvolver a produção de produtos secundários deste segmento”, garantiu. O secretário também cita o trabalho em facções de confecção pela importância na geração de empregos, seja pequena, média ou grande empresa.

Em 2013, o índice de empregabilidade em Mossoró fechou o ano positivo. O número de contratações foi maior que o de desligamento, com 850 vagas de saldo.


Dificuldades

Mesmo com um cenário favorável, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró apontou os gargalos que impedem um crescimento maior no município da região Oeste. Mairton disse que o transporte é o principal deles, o que leva o município a interagir economicamente mais com o Ceará do que com o próprio estado.

“A estrada Mossoró-Fortaleza está com 67% duplicada, sendo mais confortável, já a Mossoró-Natal não, a estrada é ruim. Se solucionado, poderíamos estender o corredor até Natal”, e acrescentou, “o aeroporto de Mossoró não tem linhas comerciais regulares, há uma expectativa de um novo terminal, mas enquanto isso, perdemos negócios”.

Segundo o secretário, Mossoró “anda com as próprias pernas” e necessita de um apoio do Governo do Estado. “Temos poucos relacionamentos com os governos, desenvolvemos com um esforço próprio e solitário há 18 anos”, alegou.

Ele conta que nesse período, a Prefeitura de Mossoró investiu em infraestrutura para recuperar a cidade atraindo visitantes e incentivando um dinamismo comercial. “Deveria ter uma política de desenvolvimento econômico estadual, com metas, unificado e claro, para todo o estado. O Mais RN, da Fiern, tenta montar essa política”, declarou Mairton França.

Prefeitura de Mossoró investiu em infraestrutura para atrair visitantes e negócios (Foto: Divulgação/Prefeitura de Mossoró)

O secretário relembrou do Prodem, Programa de Desenvolvimento Sustentável, criado em 2000. A nova gestão municipal deseja retomar os incentivos de infraestrutura  para “estimular a indústria que está produzindo, criando um ambiente favorável”.


Distritos Industriais

O município de Mossoró possui dois distritos industriais. O distrito agroindustrial possui quatro fábricas funcionando e tendo uma grande área desocupada. O segundo distrito fica às margens da BR-304, sendo este mais ocupado.

“Temos um número pequeno de empresas. Juntos, 40% da área está ocupada, mas há potencial, queremos tornar totalmente útil. Nos próximos dias, vamos receber o inventário da área e analisar quais empresas estão cumprindo ou não os contratos. Aqueles que não estiverem, vamos saber quais são os planos e se necessário, reaver a área. Há prazos para instalação e operação das indústrias”, reforçou França.


Futuro

Para o futuro econômico do município, o secretário estuda a elaboração de um estudo detalhado dos indicadores econômicos de Mossoró. Ele alegou que na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico não há um monitoramento.

“Preciso conhecer a fundo a economia do município e não há um monitoramento de quanto é produzido por setor, o faturamento, os empregos gerados. Queremos esse estudo e vamos incluir no orçamento de 2015”, garantiu o secretário.

Mairton França afirmou que a economia de Mossoró é dinâmica e com potencialidades pouco utilizadas por essa falta de conhecimento. “Vamos saber como podemos desenvolver mais e melhor o município e manter esse desenvolvimento, junto com o setor público, incentivo do setor privado e do terceiro setor”, encerrou.

Por Virgínia França - Portal noar

domingo, 5 de janeiro de 2014

0 Só 8% dos municípios arrecadam mais do que gastam

Rodrigo Burgarelli | Agência Estado


A grande maioria dos municípios brasileiros tem gastos públicos maiores do que o que sua economia gera de imposto sobre a produção, somando as arrecadações municipais, estaduais e federais. No total, apenas 417 cidades brasileiras geram mais dinheiro público do que gastos. Elas são as responsáveis pelo superávit usado nos outros 4.875 municípios que apresentam gastos maiores que o arrecadado em impostos.

Os números foram calculados pelo Estadão Dados com base na pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios de 2011, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de dezembro. Eles mostram um retrato revelador de como a produção e geração de riqueza é extremamente concentrada no Brasil: a arrecadação total de impostos sobre a produção é de R$ 612 bilhões por ano, enquanto os gastos calculados pelo IBGE chegam a R$ 576 bilhões. No entanto, apenas 7,8% das 5.292 cidades que constam no levantamento geram mais impostos desse tipo do que gastam. Todo o resto do Brasil é deficitário.

Nessa conta, de acordo com a metodologia do órgão, não entram apenas os gastos públicos das prefeituras, mas todos os gastos das três esferas do Executivo. Além disso, investimentos não contam como gasto público - são levados em consideração apenas as despesas de custeio, ou seja, pagamento de aposentados, transferências de renda, salário de servidores, gastos de manutenção de órgãos públicos, entre outros. Já os impostos são aqueles que incidem sobre a produção, como IPI e ISS, já que o levantamento foi feito com base na lógica da oferta.

A concentração é impressionante: apenas a cidade de São Paulo gerou R$ 62 bilhões a mais do que gastou naquele ano - quase um décimo de toda a arrecadação com impostos sobre a produção em 2011. Esse impacto é quase compensado pelo gasto com a máquina pública em Brasília. Como a capital federal concentra boa parte do funcionalismo federal, os gastos da administração pública lá superam a arrecadação com impostos em R$ 59 bilhões.


Superávit

Além de São Paulo e capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre, os municípios que mais concentram atividades geradoras de receita são cidades portuárias como Santos (SP), Itajaí (SC) e Paranaguá (PR); polos industriais como São José dos Campos (SP), Betim (MG) e Camaçari (BA); e locais com forte economia agrícola, como Uberlândia (MG) e Luís Eduardo Magalhães (BA). Além disso, há cidades de menor porte onde estão localizados grandes fontes de recolhimento de impostos, como Confins (MG), sede do aeroporto que serve a capital daquele Estado.

É possível entender o perfil dos municípios deficitários quando se analisa os dados por unidade da federação. Com exceção do Distrito Federal, oito Estados nordestinos estão entre os dez com maior defasagem entre arrecadação e gastos públicos. Os outros dois são Pará e Rondônia. "A estrutura econômica de municípios mais pobres do Norte e do Nordeste é muito dependente de gastos públicos. Por isso, na nossa metodologia, resolvemos separar essa variável, que na verdade compõe o PIB dos serviços", explicou a responsável pela pesquisa do IBGE, Sheila Zani.

sábado, 25 de maio de 2013

0 China e EUA ameaçam estabilidade econômica do Brasil

25/05/2013 - 03h00

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO


A possibilidade de que a desaceleração na China e a retomada dos EUA ocorram em ritmo mais forte do que o previsto representa um risco para o Brasil.

As duas maiores economias do mundo caminham em direções opostas.

Se esse descasamento se acelerar rapidamente, o Brasil poderá se deparar com dificuldades para financiar o crescente rombo em suas contas com o exterior, que chegou a 3% do PIB (Produto Interno Bruto).

Uma fraqueza mais acentuada da China levaria a uma desaceleração maior das exportações brasileiras, podendo provocar um maior deficit em conta-corrente.

Esse saldo negativo nas transações do país com o exterior precisa ser financiado com recursos externos.

Nos últimos cinco anos de deficit, os investimentos estrangeiros diretos cobriram os buracos. Em 2013, essa situação mudou. O país voltou a depender de recursos mais voláteis, como investimentos em ações e renda fixa.

A expectativa de analistas para a entrada desses fluxos no Brasil em 2013 é boa.

A possível pedra no caminho pode ser uma recuperação mais rápida dos EUA.

Isso levaria parte desses recursos a sair de mercados emergentes e migrar para ativos americanos, principalmente em um possível cenário de alta de juros nos EUA.

PROBABILIDADE

A probabilidade de que desaceleração mais forte na China e recuperação mais robusta nos EUA ocorram ao mesmo tempo ainda não é considerada grande. Mas tem crescido, segundo analistas.

"A chance hoje está entre 10% e 15%. Não é grande, mas também não se pode dizer que seja um risco pequeno", diz André Loes, economista-chefe do HSBC.

Editoria de Arte/Folhapress      
  

Economistas ressaltam que, ainda que esse cenário arriscado para o Brasil se concretize, o impacto para a economia não seria drástico como em crises do passado.

Reservas de US$ 375 bilhões ajudariam a conter uma desvalorização do real.

Mas, segundo o economista Affonso Celso Pastore, a tendência seria de uma "correção contracionista" no Brasil, ou seja, com impacto negativo sobre a atividade:

"Se houver restrição de capital quando os Estados Unidos começarem a retirar liquidez do mercado, o câmbio no Brasil sofrerá um ajuste", disse Pastore durante seminário da EMTA (Emerging Markets Trade Association) na última quinta-feira.

Uma desvalorização mais forte do real pressionaria a inflação, que está próxima ao teto da meta, de 6,5% (o centro da meta é 4,5%).

Isso poderia forçar o Banco Central a aumentar mais os juros, freando o crescimento bruscamente.

CHINA

A expansão da China já tem perdido ímpeto, o que levou a uma queda nos preços de commodities.

Para Fernanda D'Atri, economista do Bradesco, embora a demanda da China por commodities como aço deva crescer em ritmo menor, o apetite do país por produtos agrícolas seguirá firme.

Esse é o cenário da maioria dos analistas, que, no entanto, se mostra mais preocupada. Recentemente, bancos e consultorias soltaram relatórios sobre os riscos de expansão menor que os cerca de 8% previstos para 2013.

"Se a China se desacelerar mais fortemente, será um cenário preocupante para o Brasil", disse a economista Lia Valls Pereira, da FGV.

Duncan Innes-Ker, da EIU (Economist Intelligence Unit), afirma que os maiores riscos para a China são a dependência de altas taxas de expansão do crédito para crescer e a falta de reformas.

Em um aparente passo para atacar os problemas, a China anunciou ontem que abrirá espaço para maior participação da iniciativa privada.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo - Mercado.
 

Aldo Almeida - Direto ao assunto! Copyright © 2013 - |- Desenvolvido por: Gildson - |- seu site nas melhores mãos GSites