quinta-feira, 20 de junho de 2013

0 Rumo ao desconhecido na busca de uma nova ordem politica e social no Brasil

Em decisão conjunta, Rio e SP anunciam redução da tarifa do transporte

Aroeira

Depois de inúmeros protestos por várias cidades brasileiras nestes últimos dias, os governos de São Paulo e  Rio de Janeiro anunciaram no início da noite de ontem (19/06), a redução das tarifas do transporte público de ônibus e metrô. 

Belo Horizonte-MG irá seguir o mesmo exemplo e já prepara também a redução das tarifas, como já fez outras cidades pelo Brasil. 

Se reduziram os preços, é sinal que existe margem para isso e está na hora de se abrir a caixa preta da planilha de custos das tarifas de transportes públicos do país. 

A pergunta que não quer calar e que tanto atormenta a classe politica brasileira, desde o governo federal, estaduais e municipais está estampada nessa charge de Aroeira: R$ 0,20 NÃO! - SEI LÁ ONDE VAI DAR - Via Sampa, Poá, BH, Curitiba, Cuiabá e etc...

Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público foi apenas o estopim para liberar todo esse movimento que se espalhou por todo o Brasil. A forma desastrosa como os governos vinham  encarando os protestos, basicamente fazendo uso da força policial, sem abrir uma linha de diálogo, só fez potencializar e acordar o "gigante adormecido". 

Agora não se trata apenas de reduzir tarifas, a massa se juntou, se articulou nas redes sociais e os gritos e palavras de ordem ecoam pelo Brasil e mundo afora. 

Os protestos não são contra um governo específico ou partido, o que se vê é algo generalizado, uma luta contra o sistema de desigualdades sociais e imoralidade política. As entidades de classe, como sindicatos, UNE foram deixadas de lado e busca-se uma nova ordem social e política no Brasil. 

Os cartazes e faixas que vemos estampados nas fotos e videos dos protestos em toda a mídia, além dos gritos de ordem dão conta da dimensão das reivindicações: corrupção, gastos excessivos com a copa do mundo, retorno da inflação, saúde pública, educação, PEC-37, mensalão, dep. Marco Feliciano, reforma politica, meio ambiente, reforma tribuária, homofobia, racismo, lei da ficha limpa, etc...

A lista é grande e os assuntos diversos, por isso na opinião desse blogueiro, ainda irá passar muita água por debaixo dessa ponte. Os protestos que inicialmente se concentravam nas capitais e grandes cidades, agora se espalham pelos médios e pequenos municípios brasileiros. Em Mossoró, Rio Grande do Norte, o movimento CHEGAAAAA irá realizar protestos no próximo sábado dia 22. Em Natal, capital do estado, ocorrerá nesta quinta-feira, 20, protestos do Movimento Revolta do Busão. 

Areia Branca/RN

O movimento Dia do Basta irá realizar a 3ª Marcha Contra a Corrupção em Areia Branca no próximo sábado, dia 22 e na quarta-feira, dia 26 e irá protestar contra a corrupção, saúde pública, educação, segurança, PEC-37, drogas, meio ambiente, etc. 


Com o tema #VempraruaAB, o movimento quer mobilizar o máximo de pessoas para participarem desses atos que tem caráter pacífico e apartidário, explicam os organizadores. 




0 Manifestantes entoam palavras de ordem contra partidos em ato em SP

DE SÃO PAULO


Ainda na concentração, os manifestantes que se reuniam na avenida Paulista, na altura da praça do Ciclista, na região central de São Paulo, afirmavam que partidos políticos não são bem vindos. "Fora partidos, vocês querem o povo dividido", gritava a multidão.

Ontem, o PT afirmou que estava mobilizando seus militantes para participem de manifestações marcadas para a tarde de hoje em diversas capitais do país. A oposição reagiu. e o líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) disse que a mobilização é uma "estupidez" porque os atos têm caráter suprapartidário.

Manifestantes fecham pistas da Paulista; 3.000 PMs reforçam segurança

Cartazes e gritos de ordem variam entre "fora militantes", "foram Dilma, foram Haddad". "Já votei no PT, já votei no PSDB, mas hoje não acredito em partido. Eles são que nem igreja: agem em favor próprio", afirmou Antonio Marcos Barbosa, 42, funcionário do Tribunal de Justiça.

Na saída da passeata, os manifestantes sem partido lideraram o grupo, separando as pessoas que estavam com camisas e bandeiras do PSTU, PSOL, entre outros, para trás, em um segundo grupo.

No Rio, onde também há protesto acontecendo na tarde desta quinta-feira, manifestantes chegaram a rasgar bandeiras da CUT, levadas por alguns grupos.

PROTESTO

Os manifestantes fecharam por volta das 17h aos dois sentidos da avenida Paulista. O protesto foi mantido mesmo após a redução das passagens de ônibus, metrô e trem na capital paulista, anunciado ontem.

O Movimento Passe Livre, que organiza o protesto, comemorou a redução de R$ 3,20 para R$ 3, mas afirmou que agora vai lutar para conseguir tarifa zero no transporte público. Ao anunciarem a redução, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) disseram que investimentos serão reduzidos.

Por volta das 17h10, a Polícia Militar ainda não tinha um balanço de quantas pessoas fechavam a Paulista. O grupo estava concentrado na altura da praça do Ciclista, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O movimento era pacífico no local, segundo a PM, que afirmou haver um reforço no policiamento da região central de 3.000 homens.

Fonte: Folha de S.Paulo

0 Empresa IM vai executar a obra do pró-transporte na zona norte de Natal


Mais perto de concretizar o sonho da Zona Norte, o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura, encerra o processo licitatório que tem como objetivo implantar o Pró-transporte em Natal, publicando nesta quarta-feira (19), no Diário Oficial da União e no Diário Oficial do Estado, a classificação da empresa IM Comércio e Terraplenagem LTDA.

Obra de grande relevância para a mobilidade da Zona Norte de Natal, o Pró-transporte é aguardado há cerca de 7 anos por moradores e comerciantes da região, e agora, após dar andamento às etapas burocráticas necessárias, o Governo Rosalba Ciarlini irá homologar em até 5 dias úteis o resultado desta importante licitação. Com isso, a SIN encaminha a documentação para a Caixa Econômica Federal, que em um prazo de até 20 dias autoriza o repasse financeiro, possibilitando a secretaria expedir a ordem de serviço. A expectativa é que as obras sejam iniciadas até Agosto deste ano.

Para o Pró-transporte o investimento é de R$ 88.221.480,67, com recursos já assegurados, garantindo assim o andamento dos serviços sem que hajam impasses da ordem financeira. Após iniciadas as obras, o prazo da execução de todo o projeto é de 24 meses.

A obra consiste na criação de dois grandes eixos em pista dupla. O primeiro, denominado Eixo Fronteiras, parte do Gancho de Igapó, na Av. Tomaz Landim, percorrendo a Av. das Fronteiras, a Av. Rio Doce e a Av. Tocantínea, até o entroncamento com a Av. Moema Tinoco. O segundo grande eixo, chamado de Eixo Moema Tinoco/Conselheiro Tristão, é a continuação do primeiro, ao longo da Av. Moema Tinoco e a Av. Conselheiro Tristão, até o encontro com a Av. João Medeiros Filho (estrada da Redinha), onde será construído o Viaduto da Redinha, que dá acesso à Ponte Newton Navarro.

Além da duplicação dos corredores viários, o ponto alto das obras está relacionado a mobilidade de pedestres e da valorização do transporte público, necessária para o pleno funcionamento do tráfego na região. A implantação de corredores exclusivos de ônibus será um dos diferenciais da obra, e tem o objetivo de dar fluidez ao transporte coletivo, além de contar com 108 novos abrigos de ônibus; Outro benefício aguardado pela população, e que será implantado no Pró-transporte, é a criação de cerca de 11 quilômetros de ciclovia, dando segurança a esse meio de locomoção; Padronização de passeios públicos é outro traço da obra, que vão dar segurança e comodidade ao simples ato de ir-e-vir, que muitas vezes é dificultado com as irregularidades encontradas nas calçadas.

A obra do Pró-transporte é do Governo do Estado, com o apoio do Governo Federal, fiscalização da Secretaria de Estado da Infraestrutura, e executada pela empresa IM Comércio e Terraplenagem LTDA.

Fonte: Ascom/RN


quarta-feira, 19 de junho de 2013

0 Preso líder do bando que sequestrou o empresário Fabinho Porcino

Polícia

 De acordo com a delegada Sheyla Freitas, da Divisão de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), a prisão foi fruto de um trabalho integrado entre as polícias. “Desde que o jovem foi sequestrado a gente vinha trabalhando em parceria com a Polícia Civil do Ceará e também com a Polícia Federal. Após o resgate, esse trabalho continuou e nós passamos a entrar em contato com as polícias de vários Estados brasileiros, até que obtivemos sucesso da prisão”, ressaltou a delegada.

José Wilson Trajano tem mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte por comandar o sequestro de Fabinho Porcino e também possui uma extensa lista de crimes. Sheyla Freitas informou que Wilson Trajano deverá ser trazido para cá. Porém, ainda não se sabe como e quando essa transferência será feita.

José Wilson Trajano foi integrante do bando de Valdetário Carneiro, considerada a quadrilha mais perigosa do Rio Grande do Norte. Ele já esteve preso várias vezes por crimes como homicídios e também é acusado de roubo de cargas no Nordeste, sendo considerado um criminoso de alta periculosidade. Por ser bastante atuante há vários anos, a polícia acredita que José Wilson tenha conhecido criminosos em vários Estados brasileiros. (Informações Portal BO).


0 RN terá investimento de R$ 106 milhões em exploração de petróleo

Aberta no último dia 14 de maio, a 11ª rodada de licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural foi encerrada com resultado positivo para o Rio Grande do Norte. Cinco anos após o último leilão, foram arrematados 15 blocos pelas empresas Geopark (5 blocos), Petrobras (três blocos, sendo um em consórcio com a Petrobras e BP), UTC (três blocos), Imetame (dois blocos) e Irati (dois blocos). O investimento mínimo previsto para a fase de exploração (PEM) é de R$ 106.695.000,00.

De acordo com o ofício encaminhado ao Governo do RN pela diretora Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Magda Chambriard, a 11ª rodada foi a mais bem sucedida na história da ANP. Foram habilitadas a participar do processo 64 empresas para exploração de 289 blocos, em 23 setores, perfazendo um total de 155,8 mil km².

Do total, 123 blocos estão em terra e 166 no mar, dos quais 94 em águas rasas e 72 em águas profundas. Os blocos estão distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

Por Redação Assecom

0 Subiu no telhado proposta que esvazia o MPF


Os protestos que enchem as ruas provocam nos congressistas estranhas sensações. Quem imagina que sabe mais ou menos o que a rapaziada deseja, teme. Quem acredita que sabe um pouco mais, tem vontade de ficar em casa. Quem está convencido de que sabe tudo, tranca-se no armário. Dá-se a isso o nome de medo.


 Entre as placas que ilustram as manifestações de São Paulo e do Rio estão as que combatem a PEC 37. Trata-se daquela emenda constitucional que concede às polícias federal e civil o monopólio da investigação penal. Estava combinado que os deputados aprovariam a proposta na quarta-feira (26) da semana que vem. Porém, já não há tanta certeza. O medo do meio-fio fez a PEC subir no telhado.

Reunido nesta terça-feira (18), o Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, forneceu munição aos manifestantes. Divulgou documento batizado de “Carta de Brasília”. O texto pode ser lido aqui, A certa altura, realça que o Ministério Público não será a única vítima da PEC.

Diz o texto: “A ineficiência da investigação de crimes aumentará porque os atos investigatórios da Receita Federal, do TCU, da CGU, do INSS, da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do COAF, do CADE e da SDE, da ANP, do Banco Central, da Receita Federal e dos órgão ambientais, não poderão ser apresentados diretamente ao Ministério Público.”

Fonte: Blog do Josias 

terça-feira, 18 de junho de 2013

0 Governo "Viva o progresso" faz propaganda com foto de idoso morto.

Secretária Verônica Bruno tem uma atenção especial com os idosos assistidos pela atual gestão


Com essa manchete, um site de notícias de Areia Branca fez uma matéria alusiva ao Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idoso. Até aí, nada de mais, se não fosse um importante detalhe: o idoso que aparece na foto com a secretária municipal de Ação Social, Verônica Bruno, já faleceu a cerca de quatro anos. Trata-se do Sr. Raimundo (in memoriam). 

O governo "Viva o progresso" da prefeita Luana Bruna até agora não disse pra que veio e basicamente só existe no mundo virtual, nas páginas de sites e blogs de notícias através de fotos. A administração mais parece uma coluna social do que qualquer coisa. 

A cidade está abandonada a própria sorte, com saúde precária e os índices de violência cada vez maior, justamente por causa da falta de políticas sociais para a população mais carente, sem falar da educação,  drogas, emprego, cultura, esporte e lazer. 

Prova disso, é que as obras de construção da Casa de Longa Permanência para a terceira idade em Areia Branca, orçadas em R$ 450.862,73 com data prevista para entrega em 29.11.212 até agora não passa de apenas uma placa num terreno no bairro Cohab. 



0 Buuuuuuuuuu...!

Paixão/Gazeta do Povo


segunda-feira, 17 de junho de 2013

0 Dilma considera manifestações 'legítimas', diz ministra

Segundo Helena Chagas, presidente acompanha ação da polícia.'Ela está encarando isso como questão normal da democracia', disse.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília



A ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, afirmou nesta segunda-feira (17) que a presidente Dilma Rousseff considera "legítimas e próprias da democracia" as manifestações em várias cidades do país.

"A presidente considera que as manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestarem", afirmou a ministra.
Segundo ela, Dilma está acompanhando a atuação policial nas cidades, mas "não está envolvida diretamente", segundo descreveu. Nesta tarde, presidente esteve com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que fez relatos sobre a situação de segurança.
"Ela está encarando isso como questão normal da democracia", disse Helena Chagas sobre os protestos.
Questionada sobre as vaias recebidas pela presidente na abertura da Copa das Confederações, no último sábado (15), Chagas disse que "isso não tem relevância".

Os protestos, iniciados na semana passada em São Paulo por causa do aumento da tarifa de transporte, se alastraram por várias capitais desde o fim de semana. Nesta segunda, as manifestações áreas centrais de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Maceió, Fortaleza, Belém e Vitória, além de várias cidades no interior.

  • Mais cedo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, recebeu, no Palácio do Planalto, representantes do Comitê Popular da Copa, que participaram de protestos na última sexta e sábado, em Brasília. Após a reunião, ele defendeu as manifestações e pregou diálogo com os jovens.

Servidores em protestos



Um dos manifestantes recebidos por Gilberto Carvalho foi o ex-assessor da Secretaria de Relações Institucionais Gabriel Santos Elias, que pediu exoneração do cargo em maio e participou dos protestos da sexta e no sábado.


Servidores em protestos

Um dos manifestantes recebidos por Gilberto Carvalho foi o ex-assessor da Secretaria de Relações Institucionais Gabriel Santos Elias, que pediu exoneração do cargo em maio e participou dos protestos da sexta e no sábado.
Além de Gabriel, o Movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual faz parte, tem outros servidores públicos tanto do governo do Distrito Federal quanto do governo federal em seu quadro, segundo informou Edemilson Paraná, um dos integrantes.
"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

Além de Gabriel, o Movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual faz parte, tem outros servidores públicos tanto do governo do Distrito Federal quanto do governo federal em seu quadro, segundo informou Edemilson Paraná, um dos integrantes.

"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

'Alguma coisa a nos dizer'


"Esses jovens têm alguma coisa a nos dizer. Esses jovens nos apontam angústias e se alcançam uma grande repercussão de mobilização é porque correspondem ao anseio de muita gente", afirmou Carvalho, responsável pela interlocução com movimentos sociais.
Ele disse que o governo está preocupado em se aproximar dos manifestantes e negou que a onda de protestos colocarão em risco grandes eventos como a Jornada Mundial da Juventude, evento católico que ocorrerá em julho no Rio de Janeiro.
O convite para a reunião com o movimento, contrário aos gastos com a construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, partiu do próprio ministro. Nos dois dias de protestos na semana passada, houve conflito entre manifestantes e policiais.
Questionado sobre as vaias que a presidente Dilma Rousseff levou quando anunciada na abertura da Copa das Confederações, dentro do estádio, o ministro afirmou que "qualquer manifestação deve nos chamar a atenção e nos fazer perguntas".
"Houve vaia no estádio e, no mesmo momento, um grande aplauso à presidenta Dilma aqui nos telões, quase 200 mil pessoas aqui na praça [Esplanada dos Ministérios]. O que significa isso? Vamos com calma. Vamos entender. Temos que ter a tranquilidade inclusive de não tirar conclusões precipitadas e compreender que o processo democrático é assim mesmo. A ditadura que é fácil", disse em entrevista após a reunião.
"A democracia é assim mesmo, é complexa", afirmou o ministro. "O duro, como já disse a presidenta Dilma, é o silêncio das tumbas, é o silêncio da repressão. Não vamos encaminhar por essa vertente", declarou.
Ele disse que deixou o trabalho na Presidência para cuidar de sua carreira acadêmica, mas afirmou que "todo servidor público tem direito de participar de mobilizações".
"Se ele cometeu algum ilícito, será responsabilizado pelo ilícito praticado, mas pra isso precisamos ter prova, temos que ter comprovação do eventual ilícito", afirmou.

0 Manifestantes invadem Congresso Nacional, em Brasília; 2 são detidos, diz PM

Do UOL, em Brasília

  

Após serem contidos por um cordão de isolamento da Polícia Militar, dezenas de manifestantes conseguiram furar o bloqueio e invadiram a área externa do Congresso Nacional, em Brasília, nesta segunda-feira (17), aos gritos de "a-ha, u-hu, o Congresso é nosso". Eles ocuparam a marquise onde ficam as duas cúpulas, a da Câmara e a do Senado.

Segundo o tenente-coronel Maurício Gouvêa, que comanda a ação policial, duas pessoas foram detidas. Em alguns momentos, os policiais chegaram a usar spray de pimenta para reprimir os ativistas. Uma vidraça do prédio também foi quebrada.

Os ativistas participam de um protesto que pede recursos para educação, saúde, passe livre no transporte público e contra os gastos públicos na Copa das Confederações e do Mundo (2014), entre outras reivindicações. A manifestação ocorre simultaneamente em várias outras cidades do país, como em Belo Horizonte, São Paulo, Natal, Belém, Campinas, no Rio de Janeiro e em Florianópolis.

Os manifestantes continuam a subir na laje do Congresso -- a PM só conseguiu bloquear uma das entradas.


Por volta das 19h30, o plenário do Senado encerrou suas atividades em virtude dos protestos. Alguns senadores chegaram a tentar negociar com manifestantes, sem sucesso.

O estudante Wellington Fontenelle, um dos organizadores do protesto, disse que a intenção da manifestação não era invadir a sede do Legislativo e que o movimento não representa o grupo que ocupa da rampa e a cúpula.

Reivindicações

No ato, os principais gritos de guerra eram contra a presidente Dilma Rousseff e contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Voltados em direção ao Palácio do Planalto, os integrantes do protesto gritaram "Isso é só o começo" e cantaram "Que país é esse", música da banda Legião Urbana.

Outros políticos também foram alvo das reclamações. Era possível ouvir gritos de "Fora, Sarney" e "Fora, Renan".

Um dos organizadores do evento no Facebook entregou à polícia legislativa uma lista de reivindicações dos manifestantes. Entre os itens, há um pedido para que a Câmara abra investigação sobre a violência policial contra os manifestantes.

Manifestantes ouvidos pelo UOL afirmaram que foram motivados por indignação contra a corrupção, contra  PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que tira poderes de investigação do Ministério Público e contra os gastos na Copa do Mundo.

Também houve gritos contra os PMs -- "ei, polícia você está do lado errado" -- e contra a Copa do Mundo de 2014 -- "Copa do Mundo, eu abro mão. Quero dinheiro na saúde e educação".

Com cartazes, faixas e bandeiras do Brasil, o protesto por volta das 17 horas, no Museu da República, no início da Esplanada dos Ministérios. Durante a caminhada, mais pessoas foram aderindo à manifestação, que ocupou todas as faixas da Esplanada.

 O protesto foi organizado pelas redes sociais. Na chegada ao Congresso, um grupo chegou a invadir o espelho d'água em frente ao prédio.

Segundo a PM do Distrito Federal, cerca de 5.000 pessoas participam do protesto e havia, inicialmente, 400 policiais no local. Mas após a invasão do Congresso, a Secretaria de Segurança Pública do DF afirmou que mais 3.500 PMs estão sendo deslocados para o local para "proteger os prédios públicos". O reforço policial conta com homens da Tropa de Choque, da Rotam e da cavalaria.

Procurado pela reportagem do UOL, o governador do Distrito Federal afirmou, através de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar. O Palácio do Planalto emitiu nota oficial em que a presidente Dilma afirma que "manifestações pacíficas são legítimas".


 Entenda

A insatisfação que levou milhares às ruas em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades nos últimos dias, em manifestações que resultaram em inúmeros atos de violência, depredação e confrontos com a polícia, vai além do descontentamento com a elevação na tarifa do transporte público. E no momento em que o Brasil está sob os holofotes às vésperas de receber grandes eventos internacionais, o movimento ganha corpo e se espalha por outras capitais do país.

Desde a semana passada manifestantes, em sua maioria jovens e estudantes, têm protestado contra o aumento de 20 centavos nas tarifas do transporte público em São Paulo --foi de R$ 3 para R$ 3,20. Autoridades descartam rever o preço e argumentam que o reajuste, inicialmente previsto para janeiro, foi postergado para junho e veio abaixo da inflação.

Para a professora Angela Randolpho Paiva, do Departamento Ciências Sociais da PUC-RJ, o movimento emana de uma insatisfação difusa de estudantes. "É um grupo de estudantes, inclusive estudantes de classe média que estão na rua num momento de uma catarse mesmo. Quer dizer, os 20 centavos foram estopim para muita insatisfação com o que está acontecendo, e tomara que usem essa energia para outros protestos."

"Eu diria que tem uma insatisfação quando você vê que esses eventos [Copa das Confederações e Copa do Mundo] têm prioridade número um na gestão pública. Todo dinheiro é gasto nisso", disse. "Uma coisa é certa, o poder das redes sociais. Isso não pode ser desprezado em hipótese nenhuma. Essa questão da passagem é muito inesperado ter tomado essa proporção", disse.

 

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