Mostrando postagens com marcador Protesto aumento da tarifa.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Protesto aumento da tarifa.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de junho de 2013

0 Protestos em Natal começou pacífico, mas no final registrou atos de vandalismos

Foto: Cid Bezerra Neto

O protesto convocado mais uma vez pelo movimento Revolta do Busão começou pacífico em Natal, inclusive com a participação de famílias e no final atingiu momentos de tensão e vandalismo quando a marcha chegou ao shopping Midway Mall, por volta das 18h30. Lá, um pequeno grupo de manifestantes, promoveu quebra-quebra no patrimônio público e privado.

Foto: Cid Bezerra Neto

Os primeiros alvos foram o colégio Contemporâneo e a lanchonete Habibs. O primeiro teve parte do portão arrancado e o segundo uma das vidraças quebradas. Em frente ao maior shopping da capital potiguar, um grupo quebrou a entrada da Bernardo Vieira e ameaçou invadir o estabelecimento.

Depois, os manifestantes marcharam em direção a avenida Prudente de Morais. No trajeto, depredaram uma parada de ônibus, queimaram pneus e ainda danificaram um dos vidros do carro de reportagem da Band Natal, que depois acabou virado. Depois, quebraram as vidraças do Banco do Brasil e da Caixa.

Foto: Joana Lima

Mais cedo, o dirigente do PSTU, Dário Barbosa foi agredido. Ele portava uma bandeira do partido, o que foi reprimido pelos manifestantes. A vereadora Amanda Gurgel, a mais votada da história da capital, foi vaiada.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 25 mil participaram dos protestos. Vários temas foram abordados. Combate a corrupção, cura gay, segurança, saúde, gastos da Copa, entre outros assuntos, foram alvos do protesto.



Fotos: Cid Bezerra Neto

Ao longo da marcha, os ativistas exibiam bandeiras do Brasil, entoava cânticos e pediam para que se evitassem atos de vandalismo.

Foto: Cid Bezerra Neto

0 Movimento Pau de Arara faz mais um protesto na cidade de Mossoró

Edinaldo Moreno/Da redação
Na tarde desta quarta-feira, 20, ocorreu o mais um protesto denominado Pau de Arara, no Centro da cidade. Muitos estudantes estiveram na Praça do Pax concentrados para reivindicar as propostas do grupo.

Foto: Gildo Bento
  
Manifestantes concentrados na Praça do Pax, centro da cidade

Segundo o presidente do DCE/UERN, Max Medeiros a principal proposta do grupo é a implementação imediata do plano de mobilidade urbana que foi um documento entregue a prefeitura no ano de 2010.

O movimento pretende que com este protesto a prefeitura se sensibilize para com as propostas dos estudantes e diminuía os problemas enfrentados pelos estudantes para se deslocarem para as universidades aqui no município.

A garantia da meia entrada, a cultura mossoroense, garantia de transporte público e outros pontos são os destaques da propostas reivindicadas pelo movimento que estão disponíveis no site.
 Foto: Gildo Bento

Várias faixas de protestos foram expostas no movimento

A expectativa para esse movimento desta tarde é melhor do que a outra movimentação, de acordo com Max Medeiros, espera-se algo de 3 mil pessoas para este movimento.

Algumas instituições de ensino e da sociedade participaram desta mobilização. Uma delas foi a Marcha das Mulheres. Gabriele Sousa explicou a reportagem que para as mulheres é mais difícil, principalmente nas paradas de ônibus. Ela se sente com medo, pois várias estudantes são prejudicadas por não ter condições de uma melhoria pública.

Surgiu a informação na mobilização dita em alto e bom som, para todos que pudessem ouvir, que uma empresa de ônibus que atua na cidade teria boicotado os alunos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Segundo muitos alunos da instituição, eles estavam na parada de ônibus e três veículos da empresa não pararam para os alunos.

Além disso, outros alunos do IFRN explicaram quando os motoristas viam os alunos com os cartazes faziam o sinal de negativo para eles. Segundo um dos reclamantes, cerca de 100 alunos estavam na parada para irem ao Centro para a mobilização.

Na hora da saída dos estudantes na passeata que foi para Alto de São Manoel percorrendo diversas ruas até o Memorial da Resistência. No momento da saída, ocasionou congestionamento em algumas ruas próximas a praça.

Fonte: Jornal de Fato

0 Rumo ao desconhecido na busca de uma nova ordem politica e social no Brasil

Em decisão conjunta, Rio e SP anunciam redução da tarifa do transporte

Aroeira

Depois de inúmeros protestos por várias cidades brasileiras nestes últimos dias, os governos de São Paulo e  Rio de Janeiro anunciaram no início da noite de ontem (19/06), a redução das tarifas do transporte público de ônibus e metrô. 

Belo Horizonte-MG irá seguir o mesmo exemplo e já prepara também a redução das tarifas, como já fez outras cidades pelo Brasil. 

Se reduziram os preços, é sinal que existe margem para isso e está na hora de se abrir a caixa preta da planilha de custos das tarifas de transportes públicos do país. 

A pergunta que não quer calar e que tanto atormenta a classe politica brasileira, desde o governo federal, estaduais e municipais está estampada nessa charge de Aroeira: R$ 0,20 NÃO! - SEI LÁ ONDE VAI DAR - Via Sampa, Poá, BH, Curitiba, Cuiabá e etc...

Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público foi apenas o estopim para liberar todo esse movimento que se espalhou por todo o Brasil. A forma desastrosa como os governos vinham  encarando os protestos, basicamente fazendo uso da força policial, sem abrir uma linha de diálogo, só fez potencializar e acordar o "gigante adormecido". 

Agora não se trata apenas de reduzir tarifas, a massa se juntou, se articulou nas redes sociais e os gritos e palavras de ordem ecoam pelo Brasil e mundo afora. 

Os protestos não são contra um governo específico ou partido, o que se vê é algo generalizado, uma luta contra o sistema de desigualdades sociais e imoralidade política. As entidades de classe, como sindicatos, UNE foram deixadas de lado e busca-se uma nova ordem social e política no Brasil. 

Os cartazes e faixas que vemos estampados nas fotos e videos dos protestos em toda a mídia, além dos gritos de ordem dão conta da dimensão das reivindicações: corrupção, gastos excessivos com a copa do mundo, retorno da inflação, saúde pública, educação, PEC-37, mensalão, dep. Marco Feliciano, reforma politica, meio ambiente, reforma tribuária, homofobia, racismo, lei da ficha limpa, etc...

A lista é grande e os assuntos diversos, por isso na opinião desse blogueiro, ainda irá passar muita água por debaixo dessa ponte. Os protestos que inicialmente se concentravam nas capitais e grandes cidades, agora se espalham pelos médios e pequenos municípios brasileiros. Em Mossoró, Rio Grande do Norte, o movimento CHEGAAAAA irá realizar protestos no próximo sábado dia 22. Em Natal, capital do estado, ocorrerá nesta quinta-feira, 20, protestos do Movimento Revolta do Busão. 

Areia Branca/RN

O movimento Dia do Basta irá realizar a 3ª Marcha Contra a Corrupção em Areia Branca no próximo sábado, dia 22 e na quarta-feira, dia 26 e irá protestar contra a corrupção, saúde pública, educação, segurança, PEC-37, drogas, meio ambiente, etc. 


Com o tema #VempraruaAB, o movimento quer mobilizar o máximo de pessoas para participarem desses atos que tem caráter pacífico e apartidário, explicam os organizadores. 




0 Manifestantes entoam palavras de ordem contra partidos em ato em SP

DE SÃO PAULO


Ainda na concentração, os manifestantes que se reuniam na avenida Paulista, na altura da praça do Ciclista, na região central de São Paulo, afirmavam que partidos políticos não são bem vindos. "Fora partidos, vocês querem o povo dividido", gritava a multidão.

Ontem, o PT afirmou que estava mobilizando seus militantes para participem de manifestações marcadas para a tarde de hoje em diversas capitais do país. A oposição reagiu. e o líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) disse que a mobilização é uma "estupidez" porque os atos têm caráter suprapartidário.

Manifestantes fecham pistas da Paulista; 3.000 PMs reforçam segurança

Cartazes e gritos de ordem variam entre "fora militantes", "foram Dilma, foram Haddad". "Já votei no PT, já votei no PSDB, mas hoje não acredito em partido. Eles são que nem igreja: agem em favor próprio", afirmou Antonio Marcos Barbosa, 42, funcionário do Tribunal de Justiça.

Na saída da passeata, os manifestantes sem partido lideraram o grupo, separando as pessoas que estavam com camisas e bandeiras do PSTU, PSOL, entre outros, para trás, em um segundo grupo.

No Rio, onde também há protesto acontecendo na tarde desta quinta-feira, manifestantes chegaram a rasgar bandeiras da CUT, levadas por alguns grupos.

PROTESTO

Os manifestantes fecharam por volta das 17h aos dois sentidos da avenida Paulista. O protesto foi mantido mesmo após a redução das passagens de ônibus, metrô e trem na capital paulista, anunciado ontem.

O Movimento Passe Livre, que organiza o protesto, comemorou a redução de R$ 3,20 para R$ 3, mas afirmou que agora vai lutar para conseguir tarifa zero no transporte público. Ao anunciarem a redução, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) disseram que investimentos serão reduzidos.

Por volta das 17h10, a Polícia Militar ainda não tinha um balanço de quantas pessoas fechavam a Paulista. O grupo estava concentrado na altura da praça do Ciclista, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O movimento era pacífico no local, segundo a PM, que afirmou haver um reforço no policiamento da região central de 3.000 homens.

Fonte: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 17 de junho de 2013

0 Dilma considera manifestações 'legítimas', diz ministra

Segundo Helena Chagas, presidente acompanha ação da polícia.'Ela está encarando isso como questão normal da democracia', disse.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília



A ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, afirmou nesta segunda-feira (17) que a presidente Dilma Rousseff considera "legítimas e próprias da democracia" as manifestações em várias cidades do país.

"A presidente considera que as manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestarem", afirmou a ministra.
Segundo ela, Dilma está acompanhando a atuação policial nas cidades, mas "não está envolvida diretamente", segundo descreveu. Nesta tarde, presidente esteve com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que fez relatos sobre a situação de segurança.
"Ela está encarando isso como questão normal da democracia", disse Helena Chagas sobre os protestos.
Questionada sobre as vaias recebidas pela presidente na abertura da Copa das Confederações, no último sábado (15), Chagas disse que "isso não tem relevância".

Os protestos, iniciados na semana passada em São Paulo por causa do aumento da tarifa de transporte, se alastraram por várias capitais desde o fim de semana. Nesta segunda, as manifestações áreas centrais de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Maceió, Fortaleza, Belém e Vitória, além de várias cidades no interior.

  • Mais cedo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, recebeu, no Palácio do Planalto, representantes do Comitê Popular da Copa, que participaram de protestos na última sexta e sábado, em Brasília. Após a reunião, ele defendeu as manifestações e pregou diálogo com os jovens.

Servidores em protestos



Um dos manifestantes recebidos por Gilberto Carvalho foi o ex-assessor da Secretaria de Relações Institucionais Gabriel Santos Elias, que pediu exoneração do cargo em maio e participou dos protestos da sexta e no sábado.


Servidores em protestos

Um dos manifestantes recebidos por Gilberto Carvalho foi o ex-assessor da Secretaria de Relações Institucionais Gabriel Santos Elias, que pediu exoneração do cargo em maio e participou dos protestos da sexta e no sábado.
Além de Gabriel, o Movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual faz parte, tem outros servidores públicos tanto do governo do Distrito Federal quanto do governo federal em seu quadro, segundo informou Edemilson Paraná, um dos integrantes.
"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

Além de Gabriel, o Movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual faz parte, tem outros servidores públicos tanto do governo do Distrito Federal quanto do governo federal em seu quadro, segundo informou Edemilson Paraná, um dos integrantes.

"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

'Alguma coisa a nos dizer'


"Esses jovens têm alguma coisa a nos dizer. Esses jovens nos apontam angústias e se alcançam uma grande repercussão de mobilização é porque correspondem ao anseio de muita gente", afirmou Carvalho, responsável pela interlocução com movimentos sociais.
Ele disse que o governo está preocupado em se aproximar dos manifestantes e negou que a onda de protestos colocarão em risco grandes eventos como a Jornada Mundial da Juventude, evento católico que ocorrerá em julho no Rio de Janeiro.
O convite para a reunião com o movimento, contrário aos gastos com a construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, partiu do próprio ministro. Nos dois dias de protestos na semana passada, houve conflito entre manifestantes e policiais.
Questionado sobre as vaias que a presidente Dilma Rousseff levou quando anunciada na abertura da Copa das Confederações, dentro do estádio, o ministro afirmou que "qualquer manifestação deve nos chamar a atenção e nos fazer perguntas".
"Houve vaia no estádio e, no mesmo momento, um grande aplauso à presidenta Dilma aqui nos telões, quase 200 mil pessoas aqui na praça [Esplanada dos Ministérios]. O que significa isso? Vamos com calma. Vamos entender. Temos que ter a tranquilidade inclusive de não tirar conclusões precipitadas e compreender que o processo democrático é assim mesmo. A ditadura que é fácil", disse em entrevista após a reunião.
"A democracia é assim mesmo, é complexa", afirmou o ministro. "O duro, como já disse a presidenta Dilma, é o silêncio das tumbas, é o silêncio da repressão. Não vamos encaminhar por essa vertente", declarou.
Ele disse que deixou o trabalho na Presidência para cuidar de sua carreira acadêmica, mas afirmou que "todo servidor público tem direito de participar de mobilizações".
"Se ele cometeu algum ilícito, será responsabilizado pelo ilícito praticado, mas pra isso precisamos ter prova, temos que ter comprovação do eventual ilícito", afirmou.

sábado, 15 de junho de 2013

0 Grupo marca novo protesto contra tarifa de transporte para este sábado em Santos

Gisela Kodja
Do UOL, em Santos



Após registrar dois protestos em dias consecutivos, quinta (14) e sexta-feira (15), Santos (litoral de São Paulo) terá mais uma manifestação contra o atual valor da tarifa de ônibus (R$ 2,90) na cidade, neste sábado (15).

Um grupo de cerca de 400 pessoas prepara um ato, a partir das 17h, na plataforma do emissário submarino, com destino ao centro de São Vicente.

Além do novo protesto, marcado através das redes sociais, os estudantes acertaram também, em votação coletiva, que manifestações contra o cartão de transporte implantado pela prefeitura e pela garantia do passe livre para estudantes, professores e idosos serão diários.

A passagem no município não sofre reajuste desde fevereiro de 2012. Não houve ainda anúncio de uma possível nova tarifa. O tema está em análise pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) em conjunto com a Viação Piracicabana, concessionária do transporte público.

Em Santos, não existe bilhete único. A expectativa é que o sistema seja implantado em 2014, quando está previsto a o início da operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Protestos sem incidentes graves

Ao contrário de outras cidades brasileiras, os protestos contra o aumento da tarifa de transporte em Santos têm sido marcados pela não ocorrência de confrontos ou incidentes graves.

Nesta sexta-feira (15), por volta das 18h, o grupo realizou um protesto pela cidade, em uma caminhada que contou com a participação de cerca de 400 pessoas. A Polícia Militar acompanhou o ato de longe.

A caminhada teve início na Praça da Independência, no bairro do Gonzaga, e seguiu pela avenida da praia em direção à divisa entre os municípios de Santos e São Vicente.

A orla --um dos corredores de maior movimento no horário-- teve o trânsito interrompido. O grupo caminhava lentamente, entoando palavras de ordem como "mãos para o alto, a tarifa é um assalto" e "quem não grita quer tarifa".

Com buzinaço, aplausos e até fogos de artifício, parte da população apoiou o protesto. "O que o governo vem fazendo em São Paulo é uma vergonha", comentou Osnir Zanardo, gerente de terminal portuário que estava preso no trânsito.

A convocação para o ato foi feita exclusivamente pelas redes sociais, sem vínculo com organizações ou partidos políticos.

"O fato de não ser partidário acaba legitimando ainda mais as reivindicações. Tudo aconteceu de uma maneira muita espontânea, isto é um avanço importante e é um momento único na nossa história", comentou o artista plástico Paulo Consentino, que passou a acompanhar o grupo em caminhada.

Em cada cruzamento, os manifestantes se sentavam no asfalto e diante de carros e motos estendiam faixas, cartazes, a bandeira do Brasil e cantavam o Hino Nacional. Embora a intenção fosse impedir a passagem, alguns motoristas que alegaram urgência, como médicos e mensageiros, foram autorizados a furar o bloqueio.

A polícia militar acompanhou o ato a distância. "Nós estamos aqui apenas para garantir o direito ao manifesto e evitar grandes prejuízos, ao trânsito e à cidade. Embora não haja um responsável pelo evento, todos os acordos estão sendo cumpridos", explicou o capitão Alexandre Antonelli, que comandou a atuação da Polícia Militar no evento.

Um início de tumulto aconteceu no meio do trajeto, quando surgiram duas bandeiras do PSTU. A caminhada foi paralisada, até que os militantes recolhessem o material, o que aconteceu sem grande resistência.





sexta-feira, 14 de junho de 2013

0 Repórter da TV Folha é atingida no olho por bala de borracha durante protesto em SP

Do UOL, em São Paulo


Imagem reproduzida da página do Estadão mostra a repórter logo após ter sido atingida

A repórter Giuliana Vallone, da TV Folha, foi atingida no olho por uma bala de borracha disparada por policiais militares da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) enquanto cobria o protesto contra o aumento das tarifas em São Paulo. Outro repórter da Folha, Fábio Braga, também foi atingido no rosto por disparos de bala de borracha no centro da cidade. Giuliana subia a rua Augusta registrando o protesto quando foi atingida.

Ela disse a repórteres que estava em um estacionamento na rua Augusta quando uma viatura da Rota se aproximou em baixa velocidade e um PM que estava no banco de trás atirou contra ela. Segundo a Folha, no total seis repórteres foram atingidos por policiais.

Repórteres do Estadão afirmaram também ter sido vítimas de agressões da Rota. De acordo com a reportagem do jornal, um carro da corporação se aproximou deles e disparou bombas de gás lacrimogêneo tentando acertá-los. Eles afirmaram que neste momento não havia concentração de manifestantes quando foram atingidos.

O Secretário de Segurança Pública de SP, Fernando Grella, afirmou em nota que determinou que a Corregedoria da Polícia Militar apure episódios envolvendo fotógrafos e cinegrafistas durante a manifestação.

Jornalista foi preso por portar vinagre

O jornalista Piero Locatelli, detido no final da tarde pela Polícia Militar e conduzido à delegacia por carregar vinagre durante o protesto contra o aumento da tarifa em São Paulo, foi liberado por volta de 19h desta quinta-feira (13). Ele é repórter de política da revista 'Carta Capital' e estava cobrindo o protesto.

A polícia deteve o jornalista e também manifestantes que estavam com vinagre com o argumento de que o produto pode ser utilizado para fabricar bombas. O vinagre é comumente usado em manifestações para aliviar os efeitos do gás lacrimogêneo jogado pela polícia.

Além de Piero, dezenas de manifestantes foram detidos no protesto contra o aumento da tarifa



Em nota, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) condenou a prisão do jornalista, que é associado do órgão. Em contato com a redação da revista, Piero afirmou que os agentes se negaram a dizer para onde ele seria levado.

O repórter esteve na delegacia dos Jardins com outros manifestantes. Outro profissional da imprensa também chegou a ser detido: o fotógrafo Fernando Borges, do Terra, passou 40 minutos com as mãos nas costas e de frente para uma parede, mas já foi liberado. A Abraji pediu que o repórter Piero Locatelli fosse posto em liberdade para que pudesse continuar cobrindo a manifestação e lamentou que a "polícia novamente impeça o trabalho da imprensa", dizia o comunicado.

A associação afirmou que Piero foi preso por levar vinagre na mochila. A substância alivia os efeitos do gás lacrimogêneo, mas a polícia alega que vinagre pode ser usado na confecção de bombas. Por volta de 19h15, a direção da revista informou, via Twitter, que ele havia sido solto.

O capitão da PM Elço Moreira contou à reportagem que os detidos estavam com coquetéis molotov, facas e maconha. Eles estão sendo encaminhados o 78º DP (Jardins).

A reportagem do UOL presenciou confronto entre policiais e manifestantes na esquina da rua Líbero Badaró e o viaduto do Chá, no centro. Jovens chegaram a jogar cones de sinalização contra os PMs.

Pessoas que passam pelas proximidades do Theatro Municipal, no centro, estão tendo as bolsas e mochilas revistadas por policiais militares. O local é o ponto de concentração do protesto.

Farmácias, lojas de calçados e de roupas próximas à praça Ramos de Azevedo estão fechando as portas, os comerciantes temem ter estabelecimentos danificados durante o protesto.

Mais jornalistas presos

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um jornalista do site Portal Aprendiz, parceiro do UOL, sendo agredido e preso por policiais militares durante o protesto contra o aumento do preço das passagens de ônibus, metrô e trem em São Paulo, nesta terça-feira (11).

m cinegrafista amador flagrou o momento em que policiais começam a bater no repórter. A jovem Johanna Jaumont assistiu às imagens e não tem dúvidas que se trata do seu namorado, Pedro Ribeiro Nogueira, 27. De acordo com a namorada do jornalista, sete PMs agrediram o jovem. "Bateram muito nele. Ele está com ferimentos no rosto, nas costas", fala.

O jornalista foi detido e levado para o 78º DP (Jardins), onde foi autuado em flagrante por formação de quadrilha, por provocar incêndio e por dano contra o patrimônio. Ele não teve direito a pagar fiança. Na manhã desta quarta-feira (12), ele foi transferido para o 2º DP (Bom Retiro).

Por meio de nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que o delegado que indiciou o jornalista considerou que ele teve participação nos "atos de vandalismo". "A convicção jurídica do delegado se baseia em depoimentos de policiais que avistaram o rapaz danificando uma viatura e uma guarita policial", diz a nota. A SSP esclareceu que cabe agora à Justiça decidir se ele deve ou não ser colocado em liberdade.

Além de Pedro, o repórter da Folha Leandro Machado e o fotógrafo do UOL Leandro Moraes foram detidos quando cobriam a manifestação na avenida Paulista. Eles também foram levados para o 78º DP em um carro da PM e liberados após uma hora. O repórter Fernando Mellis, do portal R7, foi agredido por policiais durante o protesto.

A Abraji também condenou a agressão e as prisões. "A associação considera preocupante que esta ação contrária ao trabalho da imprensa parta do Estado, e justamente da PM, mandada à rua para manter a ordem e garantir direitos", afirmou em nota.

 

Aldo Almeida - Direto ao assunto! Copyright © 2013 - |- Desenvolvido por: Gildson - |- seu site nas melhores mãos GSites