segunda-feira, 17 de junho de 2013

0 Dilma considera manifestações 'legítimas', diz ministra

Segundo Helena Chagas, presidente acompanha ação da polícia.'Ela está encarando isso como questão normal da democracia', disse.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília



A ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, afirmou nesta segunda-feira (17) que a presidente Dilma Rousseff considera "legítimas e próprias da democracia" as manifestações em várias cidades do país.

"A presidente considera que as manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestarem", afirmou a ministra.
Segundo ela, Dilma está acompanhando a atuação policial nas cidades, mas "não está envolvida diretamente", segundo descreveu. Nesta tarde, presidente esteve com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que fez relatos sobre a situação de segurança.
"Ela está encarando isso como questão normal da democracia", disse Helena Chagas sobre os protestos.
Questionada sobre as vaias recebidas pela presidente na abertura da Copa das Confederações, no último sábado (15), Chagas disse que "isso não tem relevância".

Os protestos, iniciados na semana passada em São Paulo por causa do aumento da tarifa de transporte, se alastraram por várias capitais desde o fim de semana. Nesta segunda, as manifestações áreas centrais de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Maceió, Fortaleza, Belém e Vitória, além de várias cidades no interior.

  • Mais cedo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, recebeu, no Palácio do Planalto, representantes do Comitê Popular da Copa, que participaram de protestos na última sexta e sábado, em Brasília. Após a reunião, ele defendeu as manifestações e pregou diálogo com os jovens.

Servidores em protestos



Um dos manifestantes recebidos por Gilberto Carvalho foi o ex-assessor da Secretaria de Relações Institucionais Gabriel Santos Elias, que pediu exoneração do cargo em maio e participou dos protestos da sexta e no sábado.


Servidores em protestos

Um dos manifestantes recebidos por Gilberto Carvalho foi o ex-assessor da Secretaria de Relações Institucionais Gabriel Santos Elias, que pediu exoneração do cargo em maio e participou dos protestos da sexta e no sábado.
Além de Gabriel, o Movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual faz parte, tem outros servidores públicos tanto do governo do Distrito Federal quanto do governo federal em seu quadro, segundo informou Edemilson Paraná, um dos integrantes.
"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

Além de Gabriel, o Movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual faz parte, tem outros servidores públicos tanto do governo do Distrito Federal quanto do governo federal em seu quadro, segundo informou Edemilson Paraná, um dos integrantes.

"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

"Temos estudantes, profissionais liberais e alguns, sim, trabalham no governo, mas têm direitos políticos", disse Edemilson, que condenou o que chamou de "criminalização dos atos". "Ser exonerado é a menor preocupação que essas pessoas têm. Estamos preocupados com essa tentativa de difamação".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

O ministro disse que o envolvimento de servidores nas manifestações "preocupa politicamente" o governo, mas ponderou que "todo servidor público tem direito de fazer sua manifestação fora do horário de expediente com toda liberdade".

'Alguma coisa a nos dizer'


"Esses jovens têm alguma coisa a nos dizer. Esses jovens nos apontam angústias e se alcançam uma grande repercussão de mobilização é porque correspondem ao anseio de muita gente", afirmou Carvalho, responsável pela interlocução com movimentos sociais.
Ele disse que o governo está preocupado em se aproximar dos manifestantes e negou que a onda de protestos colocarão em risco grandes eventos como a Jornada Mundial da Juventude, evento católico que ocorrerá em julho no Rio de Janeiro.
O convite para a reunião com o movimento, contrário aos gastos com a construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, partiu do próprio ministro. Nos dois dias de protestos na semana passada, houve conflito entre manifestantes e policiais.
Questionado sobre as vaias que a presidente Dilma Rousseff levou quando anunciada na abertura da Copa das Confederações, dentro do estádio, o ministro afirmou que "qualquer manifestação deve nos chamar a atenção e nos fazer perguntas".
"Houve vaia no estádio e, no mesmo momento, um grande aplauso à presidenta Dilma aqui nos telões, quase 200 mil pessoas aqui na praça [Esplanada dos Ministérios]. O que significa isso? Vamos com calma. Vamos entender. Temos que ter a tranquilidade inclusive de não tirar conclusões precipitadas e compreender que o processo democrático é assim mesmo. A ditadura que é fácil", disse em entrevista após a reunião.
"A democracia é assim mesmo, é complexa", afirmou o ministro. "O duro, como já disse a presidenta Dilma, é o silêncio das tumbas, é o silêncio da repressão. Não vamos encaminhar por essa vertente", declarou.
Ele disse que deixou o trabalho na Presidência para cuidar de sua carreira acadêmica, mas afirmou que "todo servidor público tem direito de participar de mobilizações".
"Se ele cometeu algum ilícito, será responsabilizado pelo ilícito praticado, mas pra isso precisamos ter prova, temos que ter comprovação do eventual ilícito", afirmou.

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